ter, 16 abril 2024
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Governo Lula tenta manter diálogo com Nicolás Maduro evitando críticas em meio à repressão à oposição

Enquanto o regime de Nicolás Maduro mantém ativistas presos e dificulta o acesso da oposição às eleições presidenciais neste ano, o governo brasileiro intensificou a atuação diplomática para que o pleito na Venezuela ocorra sem uma condenação da comunidade internacional. O governo Luiz Inácio Lula da Silva tenta manter um canal de diálogo com Caracas, mas por enquanto as tratativas tiveram pouco efeito, na avaliação de especialistas.

Desde o ano passado, a política externa do Brasil tenta dialogar com o governo dos Estados Unidos e outros países da região para que a escolha do presidente venezuelano transcorra sem a pressão de outras nações. Esse objetivo sofreu um revés quando as sanções à Venezuela foram retomadas pelo governo de Joe Biden. Os americanos queriam reverter a inabilitação de María Corina Machado, principal líder antichavista e vencedora por larga margem das primárias da oposição, mas o regime de Nicolás Maduro foi inflexível.

Nas últimas semanas, os chavistas dobraram a aposta na estratégia de sufocar grupos que contestam o aparato estatal, o que pode pôr em xeque o papel desempenhado pelo Brasil. No fim de semana, organizações de direitos humanos e políticos da oposição denunciaram a prisão da ativista e especialista em questões militares na Venezuela Rocío San Miguel, além de cinco familiares.

Desde o ano passado, o Palácio do Planalto já previa que o cenário em que María Corina seria candidata não era “realista”. Mas o governo brasileiro ainda acredita que é capaz fazer uma gestão de mediação.

Mesmo com as reiteradas sinalizações de Maduro de que não irá recuar, o governo brasileiro considera fundamental manter um canal de diálogo com Caracas. Diplomatas reconhecem que a situação se agravou e que o Brasil não concorda com as medidas recentes tomadas por Maduro, mas a ideia é estar próximo para tentar influenciar uma abertura no longo prazo. O diagnóstico é que, ao longo dos anos, o isolamento só favoreceu o constante ataque a liberdades e a repressão a oposicionistas.

Lula falará com Maduro

Ontem, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou que “qualquer prisão de natureza política preocupa”.

— Não conheço todas as circunstâncias [da prisão de Rocío San Miguel], mas o recrudescimento da repressão, se confirmado, é um fato que nos preocupa porque apostamos no diálogo, declarou Amorim.

O assessor de Lula afirmou, ainda, que em função das conversas que teve com governo e oposição na Venezuela, a última delas há cerca de dez dias, que “o que mais preocupa grande parte da oposição é a possibilidade de repressão”:

— Isso [o eventual recrudescimento da repressão] pode afetar o processo [eleitoral].

O Globo

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