08/12/2025 11:01

Em agenda de Lula em Pernambuco, Raquel e João Campos ensaiam 2026

Em agenda de Lula em Pernambuco, Raquel e João Campos ensaiam 2026

João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) dividiram o palanque em eventos de Lula em Pernambuco, nesta terça (2) – Ricardo Fernandes/Folha de PernambucoNas agendas do presidente Lula (PT) em Pernambuco, nesta terça-feira (2), a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), dividiram palanques em eventos na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, no Grande Recife, e em Cupira, no Agreste do estado. O encontro foi um termômetro sobre como deve ser a campanha eleitoral ao Palácio do Campo das Princesas em 2026. Após agradecer o presidente Lula pela entrega da adutora, durante agenda em Cupira, à noite, a governadora destacou a importância da retomada das obras no Agreste pernambucano. “Chego aqui no dia do meu aniversário, mas o presente é para o senhor, presidente. Obrigado por me permitir entregar uma obra que é a redenção de Pernambuco. (…) Sou filha desse chão, me criei aqui no Agreste de Pernambuco. Fui forjada na democracia e sei lutar o bom combate. E, quando me elegeram para ser a governadora de Pernambuco, eu me coloquei para concluir obras que não foram realizadas”, disse. “Das cinco barragens prometidas em 2010, estamos entregando quatro. A Adutora do Agreste que antes andava de lado, agora anda em ritmo acelerado e agora entrega água para o povo. Até o final do ano, vamos entregar em Bezerros, Gravatá, São Bento do Una, Riacho das Almas, Passira e Cumaru”, enumerou. “Eu sei o quanto o senhor se ressente de uma obra de R$ 2 bilhões, que é tão fácil ser concluída em outros lugares, passar 20 anos para ser concluída em Pernambuco. Mas, enquanto não tiver água na torneira de todos os pernambucanos, eu não vou descansar”, prometeu. Recado “Não estamos tratando das próximas eleições, estamos cuidando das próximas gerações. E eu, como governadora de Pernambuco, tenho o compromisso de não desviar meu foco um segundo sequer. Eu não fui eleita para estar em cima do palanque, mas para governar”, disparou, dizendo que prefere estar nas ruas do que “em um gabinete de frente para o mar e de costas para o povo”. Durante o evento no Agreste, seu território político, Raquel teve direito à fala, enquanto João Campos não discursou. Na ocasião, a gestora aproveitou para passar um recado visando o pleito do ano que vem. Depois dessa fala, diante da reação negativa de parte da plateia, Raquel Lyra lembrou o fato de ser a primeira governadora mulher eleita de pernambuco e questionou se seria aplaudida, caso fosse um homem ali falando. A governadora também minimizou questões partidárias, buscando se aproximar do presidente Lula. “Ninguém faz nada sozinho e é por isso que ao longo desses anos eu fui mais de 110 vezes a Brasília, voltando de madrugada, para conquistar a sua confiança. (…) Eu não quero saber de vermelho, roxo ou amarelo, eu quero saber de uma bandeira só, a de Pernambuco”. Via Portal FolhaPE

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João Campos: “Há um Pernambuco antes e outro depois de Lula”

Nesta terça-feira (02), durante o evento do anúncio da ampliação da Refinaria Abreu e Lima, no município de Ipojuca, o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, afirmou que existe um Pernambuco antes e outro depois do presidente Lula. “A história do nosso estado é uma antes e depois de Lula. A decisão de trazer a Refinaria em Pernambuco, de garantir a geração de emprego, de renda, de oportunidade, é uma decisão que se não fosse um nordestino, pernambucano, na presidência do Brasil, certamente não estaríamos vivendo esse momento”, destacou.

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Lula, Raquel e João juntos amanhã para entregar a Barragem Panelas II, e anunciar a retomada das obras da Barragem Igarapeba, paralisada desde 2015

Lula, Raquel e João juntos amanhã para entregar a Barragem Panelas II, e anunciar a retomada das obras da Barragem Igarapeba, paralisada desde 2015

A governadora Raquel Lyra (PSD) se vangloria de que foi na sua gestão que a Barragem Panelas II teve continuidade, após 10 anos com as obras paralisadas. Nesse período, o PSB estava à frente do Governo de Pernambuco. Mas a maior parte dos recursos é do Governo Federal. Amanhã tem a Inauguração no município de Cupira. Da mesma forma, ela se considera partícipe da retomada do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima, que será anunciada também amanhã. Foram 10 anos de espera, desde que o Trem 1 entrou em operação. O Governo Federal decidiu retomar o projeto calculado em cerca de R$ 8 bilhões. Em ambas as agendas acompanhará o presidente Lula (PT). Porém nos dois palanques também estará o prefeito do Recife e futuro candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos. Mesmo as duas obras não tendo muito a ver diretamente com a Capital, seria evidente que o socialista estaria presente. Afinal de contas, é o principal aliado político declarado de Lula no Estado e estamos a 8 meses para a campanha eleitoral iniciar. Raquel faz muitos elogios ao presidente, no entanto é cobrada por petistas a dar alguma declaração de apoio à reeleição dele. Fica, então, a expectativa quanto ao climão diante da plateia, que certamente será formada pelas claques de cada lado. Os estrategistas de Raquel Lyra não podem marcar a bobeira de eventos anteriores ao lado presidente, quando a claque presente a vaiou e Lula fez o “tradicional” discurso de que não era ambiente para aquele tipo de atitude. Via Blog Dantas Barreto

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Em pronunciamento na TV, Lula defende nova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês e taxação de super-ricos

Em pronunciamento na TV, Lula defende nova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês e taxação de super-ricos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em pronunciamento transmitido neste domingo (30) em cadeia nacional de rádio e televisão, que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 deve injetar R$ 28 bilhões na economia. Ele disse, ainda, que a medida derruba o “vergonhoso” privilégio de a elite pagar proporcionalmente menos tributos. “O Brasil mudou nessa última semana. Pela primeira vez, mais de cem anos após o início do Imposto de Renda, privilégios de uma pequena elite financeira deram lugar a conquistas para a maioria do povo brasileiro”, afirmou o presidente ao abrir o pronunciamento. Promessa de campanha de Lula, a isenção foi sancionada no último dia 26 e é uma das principais apostas do governo para as eleições de 2026. A mudança ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais. Segundo Lula, a ampliação será custeada por “0,1% da população” brasileira, que passará a pagar mais impostos “para dar um alívio às famílias que trabalham, lutam e movem esse país”. Além de isentar de IR quem ganha até R$ 5 mil por mês, a nova lei também cria um desconto para os contribuintes que ganham até R$ 7.350 mensais.Para compensar as reduções no imposto, o texto prevê uma tributação mínima para pessoas com alta renda, criando uma alíquota progressiva de até 10% aos que recebem mais de R$ 600 mil por ano.As regras começarão a valer já em 2026 e vão impactar a declaração do Imposto de Renda feita em 2027.O aumento da faixa isenta de IR é uma das principais promessas de campanha de Lula. Auxiliares do petista avaliam a medida como um “trunfo” para as eleições de 2026, quando o presidente deve disputar um quarto mandato. Além das mudanças no Imposto de Renda, o petista aproveitou o pronunciamento para mencionar uma série de avanços em outros programas sociais, como o Bolsa Família. Via PortalPE10

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Presidente Lula cumprirá agenda em Pernambuco na terça-feira (2)

Presidente Lula cumprirá agenda em Pernambuco na terça-feira (2)

Lula deve vir a Pernambuco para entregar nova obra hídrica – Foto: Ricardo Stuckert/PRO presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve vir a Pernambuco na próxima terça-feira (2) para agendas de inauguração. A visita de Lula foi confirmada por parlamentares do Partido dos Trabalhadores nas redes sociais. De acordo com o presidente do PT em Pernambuco, deputado federal Carlos Veras, o presidente deverá assinar o início das obras de ampliação da Refinaria Abreu e Lima, que deve dobrar a capacidade de produção diária de barris de petróleo. Além disso, Lula deve inaugurar a barragem de Panelas II, no município de Cupira e ainda anunciar a retomada da construção da barragem de Igarapeba, em São Benedito do Sul, na Zona da Mata Sul do estado. Confira a publicação de Carlos Veras no Instagram: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carlos Veras (@carlosverass) Por FolhaPE

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Trump cita conversa com Lula e zera tarifaço de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos agrícolas brasileiros

Trump cita conversa com Lula e zera tarifaço de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos agrícolas brasileiros

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (21) a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros. A decisão foi publicada pela Casa Branca. A medida beneficia carne bovina, café, açaí, cacau e diversos outros produtos. São mais de 200 itens que foram acrescentados à lista de exceções do tarifaço imposto anteriormente ao Brasil. A retirada da tarifa vale para produtos que chegaram aos Estados Unidos a partir de 13 de novembro. A data coincide com a reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando o tema foi discutido. Na semana passada, o governo Trump já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, para vários países. No caso do Brasil, a alíquota havia caído de 50% para 40%. Agora, itens como café, carne e frutas, incluídos nas duas decisões recentes, voltam às taxas de exportação praticadas antes do tarifaço anunciado por Trump. Via Portal PE10

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Lula diz que eleições de 2026 não vai ter guarda rodoviário proibindo eleitor de votar

Lula diz que eleições de 2026 não vai ter guarda rodoviário proibindo eleitor de votar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (18) que as eleições de 2018 serão limpas e “democráticas”. Sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por participar de um plano de golpe de Estado, o petista disse que “aquelas tranqueiras que governaram” o Brasil não voltarão ao poder. “Vai ter eleições limpas, democráticas, todo mundo vai participar, não vai ter guarda rodoviário proibindo eleitor de votar, não vai ter denúncia de urna falsa. A democracia é assim: disputa quem quer, ganha quem pode […] Nada de chororô”, disse. A declaração de Lula se deu durante cerimônia que inaugurava uma ponte que liga o estado do Pará ao Tocantins, em São Geraldo do Araguaia. Embora não tenha citado ninguém nominalmente, a fala do petista é referente a diversos episódios que aconteceram durante a disputa eleitoral de 2022. Um deles foram as operações realizadas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em transportes públicos na região Nordeste, no dia do 2º turno. As operações teriam atrasado a locomoção dos eleitores. Segundo a Polícia Federal, mais de 2.000 ônibus foram parados para evitar que eleitores de Lula chegassem aos locais de votação. A estratégia foi incluída pela PGR (Procuradoria Geral da República) na denúncia sobre o plano de golpe de Estado, que tinha o objetivo de manter Bolsonaro à frente do Planalto. Outro episódio citado na fala de Lula foi a suposta denúncia que questionava o funcionamento das urnas eletrônicas. À época, o PL (Partido Liberal) – sigla de Bolsonaro – apresentou uma auditoria que falava no “mau funcionamento” dos dispositivos. Via Portal PE10

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Tarcísio critica gestão Lula e diz que ‘está na hora do Brasil demitir o seu CEO’

Tarcísio critica gestão Lula e diz que ‘está na hora do Brasil demitir o seu CEO’

Sem confirmar sua entrada na corrida eleitoral, governador adotou tom de pré-campanha ao abordar temas como juros e gastos públicos O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez críticas ao modelo de administração do governo federal e direcionou ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante encontro com empresários na capital paulista, na noite de sexta-feira (14). Em discurso carregado de sinais eleitorais, Tarcísio afirmou que “está na hora do Brasil demitir o seu CEO”, frase interpretada por analistas como uma tentativa de se posicionar para a disputa presidencial de 2026. Mesmo sem confirmar oficialmente sua entrada na corrida eleitoral, o governador adotou tom de pré-campanha ao abordar temas como juros, gastos públicos e necessidade de reformas estruturais. Ao comentar o cenário econômico, Tarcísio associou o aumento da carga tributária a um governo que, segundo ele, “gasta demais”, e defendeu mudanças profundas no Estado brasileiro. Governador cita reformas e privatizações como saída para ‘destravar o país’ Durante o evento, o governador fez um longo comentário sobre o impacto do gasto público nos juros e afirmou que um “novo CEO” seria responsável por implementar uma série de reformas capazes de “destravar o país”. Em meio a trechos truncados e improvisados, Tarcísio argumentou que medidas como reforma administrativa, revisão do tamanho do Estado, retomada de privatizações, reorganização de despesas e mudanças em benefícios obrigatórios seriam fundamentais para melhorar a economia. Segundo ele, essas ações poderiam gerar uma “explosão de recursos” e aumentar a confiança internacional no país. “A gente vai economizar 10%, 3% do PIB. O que vai acontecer? Vai vir uma explosão de recursos, muito dinheiro pra cá. O governo vai ganhar credibilidade, a taxa de juros vai cair e a gente vai ter muito investimento”, disse o governador. Em seguida, Tarcísio afirmou que o país vive um ciclo político esgotado, que “envelheceu”. Ele ainda reiterou que a população fará “a escolha correta” no próximo ano — mais um sinal de que pretende se apresentar como alternativa ao presidente Lula, que deve buscar a reeleição. Direita pressiona por candidatura e mira definição até dezembro O aumento da visibilidade de Tarcísio ocorre num momento em que a direita busca acelerar a definição de seu nome para a sucessão presidencial. O avanço de pautas ligadas à segurança pública reacendeu movimentos dentro do bloco conservador que defendem o lançamento imediato da candidatura. Como já havia sido ventilado nos bastidores, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu Tarcísio como seu candidato preferido. A principal indefinição, agora, é o nome para ocupar a vice. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece como opção mais forte. Aliados esperam que o anúncio oficial seja feito ainda este ano, dependendo de uma autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Bolsonaro possa se reunir com Tarcísio. O pedido, classificado como urgente, surpreendeu até aliados próximos do ex-presidente. Pesquisa Quaest pressiona ainda mais o cenário político O ambiente político ganhou novo contorno após a divulgação do levantamento Genial/Quaest, na quarta-feira (12/). O estudo mostrou que 50% desaprovam e 47% aprovam o governo Lula — uma inversão da tendência positiva que o presidente vinha acumulando nos últimos meses. Analistas avaliam que o recuo está ligado ao discurso sobre soberania nacional, enfraquecido após as operações de segurança no Rio de Janeiro exporem a força e o domínio territorial de facções criminosas. A percepção de perda de controle sobre áreas estratégicas, segundo especialistas, reduziu o impacto positivo que o governo buscava construir na pauta. Com o desgaste crescente e o avanço do debate em torno da segurança, a direita vê no momento uma oportunidade para consolidar Tarcísio como candidato competitivo — pressão que tende a aumentar até dezembro, quando aliados esperam a definição final. Via Didi Galvão

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Pesquisa Quaest: governo Lula é desaprovado por 50%; aprovação é de 47%

Pesquisa Quaest: governo Lula é desaprovado por 50%; aprovação é de 47%

O presidente Lula durante seu discurso na Cúpula de Líderes, em Belém – Danilo Verpa/Folhapress A desaprovação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), medida em novembro, se mantém estável em relação ao levantamento anterior, de outubro, conforme os números divulgados nesta quarta-feira (12/11) pela Genial/Quaest. As variações ocorridas foram dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais. Lula é aprovado por 47% e desaprovado por 50%. Outros 3% não souberam opinar ou não responderam. Em outubro, a desaprovação de Lula era de 49% – foi o menor patamar alcançado pelo presidente para o indicador após a série de quedas iniciada em maio deste ano, quando o índice estava em 57%. O aumento de outubro para novembro foi de 1 ponto percentual, ou seja, dentro da margem de erro. A aprovação de Lula teve variação negativa de um ponto percentual, passando de 48% em outubro para 47% em novembro, ou seja, também dentro da margem de erro. “A freada na melhora da avaliação do presidente está ligada à megaoperação policial realizada no dia 28 de outubro no Rio de Janeiro, que tornou obrigatório o tema da segurança pública e refletiu-se no grande crescimento da violência como maior preocupação dos brasileiros. Entre outubro e novembro, essa preocupação subiu de 30% para 38%. Em segundo lugar continuou a economia, com 15%”, diz a Genial/Quaest. Via Portal PE10

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Dívida pública em alta e responsabilidade fiscal em baixa: a bomba-relógio de Lula

Dívida pública em alta e responsabilidade fiscal em baixa: a bomba-relógio de Lula

Há muito tempo prevalece no mundo político a ideia de que o início de um mandato presidencial é o momento certo para enfrentar as pautas amargas. Cabe ao chefe do Executivo, recém-legitimado por milhões de votos, exercer o senso de responsabilidade e fazer não apenas o que os eleitores desejam, mas o que o país necessita. Em 2027, porém, essa não será apenas uma questão de bom senso, será uma imposição da realidade. Quem assumir o comando do Planalto, seja Lula ou qualquer outro, encontrará um quadro de colapso iminente das contas públicas e uma regra fiscal profundamente desmoralizada. A “herança maldita”, expressão cara ao vocabulário petista, deixará de ser um recurso retórico para se tornar um fato incontornável. O arcabouço fiscal, que foi fruto do esforço de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, vendido pelo governo petista como símbolo de responsabilidade e equilíbrio nas contas públicas, ruiu diante da incapacidade do governo de cumprir as próprias regras. A lei que substituiu o antigo teto de gastos, concebida e aprovada pelo governo Lula em 2023, entrou em vigor com a promessa de impor limites ao avanço dos gastos públicos e de estabelecer metas para o resultado fiscal, isto é, a diferença entre o que o governo arrecada e o que de fato gasta. Mas o discurso de austeridade não resistiu ao primeiro teste da realidade. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, até o fim do atual mandato cerca de 150 bilhões de reais terão sido executados fora das regras da nova âncora. E o rombo segue aumentando: na última segunda-feira (03), o Congresso, cúmplice no desmonte da responsabilidade fiscal, aprovou a retirada de mais 30 bilhões de reais em gastos com Defesa da contabilidade oficial até 2031. O texto, que agora depende apenas da sanção de Lula, transforma de vez em letra morta o instrumento criado para conter a deterioração das contas. A meta fiscal, que deveria orientar a política econômica e servir de bússola para o equilíbrio do caixa do país, perdeu o sentido diante da sucessão de exceções e remendos. O Planalto parece ter se acostumado a tratar as normas que criou como peças de ficção. “O governo descumpre as regras o tempo todo”, afirma o economista Marcos Mendes, pesquisador do Insper e ex-assessor especial do Ministério da Fazenda. “As despesas tiradas das regras são despesas de qualquer jeito e fazem a dívida pública crescer da mesma forma.” Desde que o presidente Lula voltou ao poder, em janeiro de 2023, a dívida bruta do país saltou de 71% para 78% do PIB. A Instituição Fiscal Independente projeta que o encargo pode alcançar 125% do PIB no prazo de uma década, caso nenhuma medida concreta seja adotada para conter o crescente desequilíbrio. A regra fiscal já não cumpre sua função mais elementar: conter o avanço da dívida pública. No mercado financeiro, essa constatação virou consenso. “A cada ano aumenta o número de despesas fora do arcabouço, e o resultado é que ele não serve para mais nada”, diz Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da gestora ARX Investimentos. O descontrole tem efeito em cadeia. Com a dívida em trajetória explosiva, cresce a desconfiança dos investidores, justamente aqueles que financiam o governo ao comprar seus títulos. O reflexo é direto: o Banco Central se vê impossibilitado de reduzir a taxa básica de juros, juros. Hoje ela está em 15% ao ano, e foi mantida mais uma vez nesse nível pela diretoria do BC, na quarta-feira (05). “O investidor percebe que não há perspectiva de estabilização da dívida e exige um prêmio de risco maior”, diz João Leme, economista da Tendências Consultoria. A manobra recente do Congresso para excluir bilhões de reais em gastos com Defesa do arcabouço fiscal é apenas mais uma rachadura naquilo que deveria ser a pedra fundamental da contabilidade pública. No fim de outubro, o mesmo Parlamento já havia autorizado o governo a perseguir o piso, e não o centro, da meta fiscal. O compromisso oficial para 2025 era de déficit zero, com margem de tolerância de até 0,25% do PIB. Na prática, a meta passa a ser o próprio rombo, estimado em 31 bilhões de reais. E ele só deve ser “cumprido” no papel porque outros 43 bilhões de reais estarão sendo gastos fora da conta oficial. O episódio envolvendo os gastos com Defesa reacendeu o alerta sobre a fragilidade do arcabouço. “Esse precedente indesejável aumenta o risco de novas excepcionalidades surgirem”, afirma Alexandre Andrade, diretor da IFI. O temor não é infundado. Já aprovado pela Câmara, tramita no Senado outro projeto de efeito igualmente corrosivo, que retira do alcance da regra fiscal as despesas com educação e saúde financiadas pelo Fundo Social do Pré-Sal, cerca de 1,5 bilhão de reais, além dos gastos custeados por empréstimos internacionais. O próximo presidente não terá apenas a tarefa de preservar a regra fiscal existente, mas de provar que ela ainda pode ficar de pé. Se nada for feito, o naufrágio das contas públicas será inevitável. A própria equipe econômica do governo Lula, chefiada por Haddad e Simone Tebet, ministra do Planejamento, reconhece encrenca no horizonte para 2027. O avanço dos gastos obrigatórios, impulsionado por pisos constitucionais e pela indexação de benefícios ao salário mínimo, ameaça estrangular o caixa destinado às despesas básicas. “Nenhuma regra vai funcionar se não mudarmos alguns dispositivos que pressionam o Orçamento”, diz Fabio Giambiagi, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Os pisos constitucionais da saúde e da educação, somados à vinculação do salário mínimo, tornaram-se incompatíveis com os limites de gastos impostos pelo arcabouço fiscal. Mesmo tendo reconhecido, no início do ano, que faltarão cerca de 12 bilhões de reais para despesas discricionárias em 2027, o Ministério da Fazenda insiste em minimizar a gravidade do problema que ele próprio ajudou a criar. “Ainda há trabalho a ser feito no esforço de consolidação fiscal”, informou a pasta em nota a VEJA. E acrescentou: “O próximo mandato presidencial começará em 2027 com uma situação fiscal sólida”. Até agora, o

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Lula, Raquel e João juntos no lançamento do edital da Transnordestina em Pernambuco

Lula, Raquel e João juntos no lançamento do edital da Transnordestina em Pernambuco

O ministro dos Transportes, Renan Filho, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos lançaram juntos, nesta sexta-feira (31), o edital para a conclusão de mais um trecho estratégico da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco. O anúncio contou com a presença de prefeitos do estado e de integrantes da bancada federal de Pernambuco. A licitação prevê a elaboração do projeto executivo de engenharia e a execução das obras remanescentes de infraestrutura e obras de arte especiais do Lote SPS 04, entre os quilômetros 178,900 e 252,215,86, incluindo 500 metros do lote adjacente SPS 03, totalizando 73,3 km de extensão. O trecho passa pelos municípios de Custódia, Sertânia, Buíque e Arcoverde. O valor referencial da licitação é de R$ 415 milhões, com prazo de contrato de 57 meses, incluindo o desenvolvimento do projeto e a execução das obras. A iniciativa deverá gerar cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia local e regional. De acordo com os ministros, o trecho é considerado essencial para consolidar o corredor logístico do Nordeste, contribuindo para reduzir custos logísticos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a competitividade e integração regional. O projeto integra o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e foi classificado como prioridade máxima pelo Governo Federal. A licitação será realizada na modalidade RLE eletrônica, conforme a Lei nº 13.303/2016, com modo de disputa fechado e critério de julgamento pelo menor preço global. O regime de execução será semi-integrado, garantindo maior integração entre a elaboração do projeto e a execução física das obras, com transferência parcial de riscos ao contratado. Poderão participar consórcios de até três empresas, incluindo empresas estrangeiras com representante legal no Brasil. Para o ministro Silvio Costa Filho, o edital representa mais um passo decisivo na retomada das grandes obras de infraestrutura do Nordeste. “O presidente Lula tem demonstrado um compromisso real com o desenvolvimento da região. Essa obra é estratégica para Pernambuco e para todo o Nordeste, porque vai gerar emprego, renda e fortalecer nossa logística de transportes”, destacou. Via Nill Júnior

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