09/02/2026 05:48

Após prisão de Bolsonaro, Flávio propõe ‘‘pacote da paz’’com anistia geral e ampla e impeachment de Moraes

Após prisão de Bolsonaro, Flávio propõe ‘‘pacote da paz’’com anistia geral e ampla e impeachment de Moraes

Senador Flávio Bolsonaro (PL) participa de coletiva da oposição após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro Parlamentares bolsonaristas reagiram à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com uma ofensiva por três medidas chamadas por eles nesta terça-feira (5) de “pacote da paz”: a aprovação de uma anistia aos golpistas do 8 de Janeiro, o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e o fim do foro especial. Em entrevista de imprensa coletiva, deputados e senadores aliados de Bolsonaro pressionaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e afirmaram que a oposição vai paralisar os trabalhos na Câmara dos Deputados e no Senado. “É necessário que Alcolumbre tenha estatura nesse momento e que ele permita a abertura de um processo por crime de responsabilidade em desfavor do ministro Alexandre de Moraes”, cobrou líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). “[O foro privilegiado] transformou-se em uma arma de subordinação e coação do Legislativo.” Filho mais velho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a prisão domiciliar do pai dá mais força política a eles, mas disse lamentar a situação. Flávio afirmou que houve uma “aberração jurídica”, além de uma “pseudomotivação para que se antecipasse o cumprimento de sentença”, ao refutar qualquer ilegalidade no vídeo publicado por ele nas redes sociais que motivou a prisão domiciliar de Bolsonaro. Durante manifestação no Rio de Janeiro, no domingo (3), Flávio ligou para o pai e transmitiu a chamada. No telefonema, o ex-presidente disse: “Obrigado a todos. É pela nossa liberdade, nosso futuro, nosso Brasil. Sempre estaremos juntos”.Modelo fitness Na decisão em que determinou a prisão domiciliar, Moraes afirmou que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas após a operação de 18 de julho —quando o ex-presidente foi obrigado a colocar tornozeleira eletrônica e proibido de usar redes sociais. Via Portal PE10

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Bolsonaro em prisão domiciliar: entenda a situação jurídica do ex-presidente

Bolsonaro em prisão domiciliar: entenda a situação jurídica do ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi tomada após descumprimento de medidas cautelares, como a proibição de uso de redes sociais — inclusive por meio de terceiros. Além da prisão domiciliar, Moraes também determinou a proibição de visitas (exceto familiares próximos e advogados) e a apreensão de todos os celulares disponíveis na casa de Bolsonaro, em Brasília. A defesa diz que ele não descumpriu nenhuma ordem da Justiça. Veja a seguir: Por que Bolsonaro está em prisão domiciliar?Segundo o ministro, Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados — entre eles, os filhos parlamentares — para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”. Moraes cita como exemplo uma postagem feita no domingo (3) na conta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com um vídeo do ex-presidente mandando uma mensagem a apoiadores em manifestação no Rio de Janeiro. A publicação foi apagada horas depois. “O flagrante desrespeito às medidas cautelares foi tão óbvio que, repita-se, o próprio filho do réu, o senador Flávio Nantes Bolsonaro, decidiu remover a postagem realizada em seu perfil, na rede social Instagram, com a finalidade de omitir a transgressão legal”, escreveu Moraes. O que motivou as medidas cautelares? As primeiras restrições foram impostas em 18 de julho, por indícios de que Bolsonaro estaria tentando obstruir investigações no processo em que é réu por tentativa de golpe de Estado. Na ocasião, o STF determinou: Mesmo com essas medidas, Bolsonaro apareceu em vídeo publicado por aliados, mostrou a tornozeleira e participou, por telefone, de manifestações. Além do episódio com Flávio Bolsonaro, também falou com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante ato em Belo Horizonte. Para Moraes, as ações de Bolsonaro mostram “a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu”. Relação com os EUA e o ‘tarifaço’ de Trump A investigação que levou às medidas cautelares foi aberta no início do ano, após suspeitas de que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teria articulado com o governo dos Estados Unidos a imposição de sanções a autoridades brasileiras. Segundo a Polícia Federal, Eduardo contou com o apoio direto do pai nessa articulação. Bolsonaro teria enviado US$ 2 milhões para manter o filho no exterior, e ambos usaram redes sociais e entrevistas para pressionar o STF e reforçar a tese de perseguição política. A situação ganhou novos contornos após o ex-presidente Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A decisão, segundo o governo dos EUA, teve relação com o tratamento dado a Bolsonaro no Brasil. Para Moraes, a retórica do ex-presidente configurou “tentativa de extorsão institucional” ao condicionar o fim das sanções a sua anistia judicial. A Procuradoria-Geral da República (PGR) viu risco de fuga e prejuízo às instituições e defendeu medidas urgentes. A prisão domiciliar foi imposta diante do descumprimento das cautelares e da “influência ativa” de Bolsonaro no ambiente político digital, mesmo sem uso direto das redes. Moraes já havia alertado Poucos dias após a imposição das medidas, Bolsonaro foi a um ato político e apareceu em vídeo exibindo a tornozeleira. Na época, Moraes alertou os advogados de que o uso de redes sociais, mesmo por terceiros, violaria as cautelares. “Caso haja nova desobediência, a prisão será decretada”, escreveu o ministro — o que acabou ocorrendo nesta segunda-feira. Situação jurídica de Bolsonaro hoje Além da prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma série de processos nos tribunais superiores: Ação penal no STF Desde março, Bolsonaro responde a um processo criminal no STF, junto com outros sete réus, por tentativa de golpe de Estado. A denúncia foi apresentada pela PGR e aponta cinco crimes: O processo está na fase de alegações finais — última etapa antes do julgamento que vai decidir se o grupo será condenado ou absolvido. O julgamento deve começar em setembro. Inelegibilidade no TSE Bolsonaro também está inelegível até 2030, por decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Em ambos os casos, a defesa recorreu ao STF, alegando que as decisões violaram a Constituição. Outras investigações contra Bolsonaro Além da ação penal e da inelegibilidade, Jair Bolsonaro é alvo de outros inquéritos e petições em tramitação no Supremo Tribunal Federal que investigam: Medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. — Foto: Arte/g1 Do g1/política

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Aliados de Bolsonaro vão às ruas Brasil afora em ato pró-anistia

Aliados de Bolsonaro vão às ruas Brasil afora em ato pró-anistia

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão nas ruas, neste domingo (3/8), em 62 cidades de todo o país. A pauta das mobilizações também inclui o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os atos ocorrem em todas as regiões do país, no contexto da imposição de medidas cautelares a Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica. Devido às restrições, o ex-presidente não pode sair de casa aos fins de semana e, por isso, não participou presencialmente de nenhuma das manifestações convocadas para este domingo, mas fez algumas videochamadas e assistiu aos atos em Brasília, transmitido por uma assessora, no Rio, pelo filho Flávio Bolsonaro (PL-SP), e em Belém, pela mulher, Michelle. O ex-presidente é réu no processo relacionado a uma suposta tentativa de golpe de Estado, que teria ocorrido em 2022 para mantê-lo no poder, mesmo após a vitória do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação penal é conduzida por Moraes no STF. A anistia em pauta visa livrar Bolsonaro de uma possível condenação que pode levá-lo à cadeia. O perdão se estenderia, ainda, aos demais réus no processo que trata da trama golpista e aos condenados pelo 8 de Janeiro. BrasíliaEm Brasília, o grupo se reuniu no Eixão Sul, em frente ao Banco Central, a partir das 10h. Tradicionalmente, a rodovia fica fechada aos domingos para o lazer dos moradores da cidade, o que facilitou o encontro. Como o ato ocorreu nas proximidades do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), não houve um trio elétrico, apenas carros de som, com menos potência sonora. Impedido de comparecer presencialmente aos atos por conta de restrições impostas pelo STF, Bolsonaro acompanhou parte da manifestação de casa e com tornozeleira. Veja: A deputada Bia Kicis (PL-DF) subiu ao carro de som por volta das 10h, logo no início dos protestos, e discursou. “A gente sabe que o nosso presidente é um homem inocente, limpo, honesto, patriota. Ele não é bandido para usar tornozeleira. Bandido é o Lula. Essas mulheres e esses homens perseguidos do 8 de janeiro, que estão de tornozeleiras, sofrendo ou até mesmo presos”, disse a parlamentar. “Hoje é o dia de a gente mostrar a nossa garra e o nosso coração. Hoje é o dia de a gente mostrar que o brasileiro tem coragem, é patriota e solidário. Nós estamos juntos. Viva o Brasil”, finalizou. Após a fala da deputada, tocaram o Hino Nacional no carro de som, que foi cantado efusivamente pelos manifestantes. Segundo os organizadores do evento, 12 mil pessoas estiveram no ato. Outros políticos, como o senador Izalci Lucas (PL-DF) e os deputados distritais Thiago Manzoni (PL) e Pastor Daniel de Castro (PP), também marcaram presença no local . O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Sebastião Coelho aproveitou para dizer que a direita pretende pressionar o Congresso Nacional “em busca de medidas”. “Alexandre de Moraes você não é um juiz, você é um criminoso”, atacou. A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) questionou “que crime Bolsonaro cometeu?”. A parlamentar disse, ainda, que a oposição pretende pautar no Congresso o pedido de anistia aos réus do 8/1, bem como uma solicitação de impeachment de Moraes. Veja imagem do ato na capital federal: Inicialmente, o protesto ficaria parado na altura do Banco Central, mas os organizadores alteraram o plano e decidiram que vão caminhar pelo Eixão Sul. O ato foi encerrado por volta das 12h40, quando a Polícia Militar liberou o trânsito no Eixinho e os manifestantes se dissiparam. Rio de Janeiro As ruas de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, também foram ocupadas por manifestantes, na manhã deste domingo (3/8). O ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro está previsto para começar as 11h. A estação de metrô do Cantagalo ficou lotada de bolsonaristas, que se dirigiam ao ato. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, esteve na manifestação e conversou com o Metrópoles pouco antes de subir no trio elétrico. O governador Cláudio Castro (PL-RJ) foi ao protesto e discursou de cima do trio. “E esse grito meus irmãos está sendo gravado e vai ecoar pelo Brasil e pelo mundo inteiro. Porque o único líder mundial hoje que outras nações param o que estão fazendo para defender é Bolsonaro. Por isso, temos de começar hoje uma grande campanha. Não há plano B ou plano C. Nós queremos para presidente da República Bolsonaro. Viva a democracia. E viva a Bolsonaro”, gritou. Veja fotos do ato na capital fluminense: Belo Horizonte A Praça da Liberdade, em Belo Horizonte virou palco da manifestação de apoiadores, neste domingo. Um dos nomes mais lembrados pelo público foi o do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), alvo de gritos efusivos de “obrigado” ao longo do ato. Mesmo ausente, Eduardo foi citado por manifestantes em razão de sua atuação nos Estados Unidos, onde está desde março. De acordo com declarações anteriores do próprio parlamentar, sua permanência no país tem dois objetivos: articular apoio com aliados do ex-presidente Donald Trump para uma possível anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e pressionar por sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na última quarta-feira (30/7), Moraes foi oficialmente sancionado pela Lei Magnitsky, norma americana que permite punições a indivíduos acusados de envolvimento em violações de direitos humanos. A medida foi celebrada por bolsonaristas nas redes sociais e também durante o ato na capital mineira. De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, a manifestação ocorreu de forma pacífica e não houve registro de confusões ou confrontos no local. Santa Catarina Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina , o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) escolheu a cidade de Criciúma (SC) para participar dos atos pró-anistia ao pai e contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Carlos foi visto no protesto realizado no município. Em uma das imagens, ele aparece cumprimentando o deputado federal Daniel Freitas (PL-SC), que tem base eleitoral na região. Salvador Pelo

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Bolsonaro exibe tornozeleira eletrônica e diz que é ‘máxima humilhação’

Bolsonaro exibe tornozeleira eletrônica e diz que é ‘máxima humilhação’

Além de ter que usar o aparelho de monitoramento, ele está proibido de acessar redes sociais O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) exibiu a tornozeleira eletrônica que usa desde a última sexta-feira (18) e afirmou que o dispositivo é um “símbolo da máxima humilhação”. Ele se pronunciou após se reunir no Congresso Nacional com parlamentares do PL para discutir estratégia de ação política. “Covardia o que estão fazendo com ex-presidente da República. Vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”, declarou o ex-presidente. “Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação”, afirmou, apontando para a tornozeleira. O uso do aparelho faz parte de um conjunto de medidas cautelares cumpridas pelo político. No dia em que colocou o dispositivo, ele disse, ao sair da Secretaria de Administração Penitenciária do DF, que as proibições representavam uma “suprema humilhação”. Bolsonaro se negava a exibir a tornozeleiras a jornalistas desde então. O ex-presidente Jair Bolsonaro mostrou a tornozeleira eletrônica instalada em seu pé esquerdo, no final da tarde desta segunda-feira (21). O cacique do PL posou para a imprensa após uma reunião com integrantes do partido. pic.twitter.com/kqDEuJbuxk — PortalPE10 (@PortalPe10) July 21, 2025 Por Portal PE10

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STF forma maioria para manter restrições impostas a Bolsonaro por Alexandre de Moraes

STF forma maioria para manter restrições impostas a Bolsonaro por Alexandre de Moraes

O ex-presidente Jair Bolsonaro O ex-presidente Jair Bolsonaro – Pedro Ladeira – 18.jul.2025/Folhapress A maioria da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou as medidas restritivas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes. O julgamento ocorre no plenário virtual, onde os ministros registram seus votos eletronicamente. A análise teve início ao meio-dia desta sexta-feira (18) e se encerra na segunda-feira (21). Até o momento, além de Moraes, os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram a favor da manutenção das restrições. Bolsonaro COM tornozeleira eletrônicaO ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, com mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços ligados a ele em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, também impôs medidas cautelares contra Bolsonaro. Ele terá que usar tornozeleira eletrônica e está proibido de sair durante a noite. O investigado também não pode usar redes sociais, se aproximar de embaixadas e conversar com outros réus e investigados pela Corte. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que Jair Bolsonaro confessou, de maneira “consciente e voluntária”, ter tentado extorquir a Justiça brasileira e atuado, junto com o filho Eduardo, para interferir no andamento de processos judiciais. Em entrevista, Bolsonaro negou a intenção de deixar o país, classificou a investigação como motivada politicamente e disse que as medidas impostas representam uma “suprema humilhação”. Por Portal PE10

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Tarifaço: Se Lula sinalizar para mim, eu negocio com o Trump, diz Bolsonaro

Tarifaço: Se Lula sinalizar para mim, eu negocio com o Trump, diz Bolsonaro

Ex-presidente Bolsonaro concede entrevista coletiva após prestar depoimento à Polícia Federal em Brasília • 05/06/2025REUTERS/Adriano Macha O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (17) que, caso o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinalizasse positivamente e seu passaporte, apreendido pela PF (Polícia Federal), fosse devolvido, ele mesmo poderia negociar as tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. “Se o Lula sinalizar para mim, eu sei que não é ele que vai dar o passaporte, eu negocio com o Trump. (…) Quem não vai conversar vai pagar um preço alto”, afirmou em coletiva de imprensa. O ex-presidente disse acreditar que tudo “vai ficar pior” e acha “que teria sucesso em ter uma audiência com Trump”. “Trump jogou pesado com a China, não vai jogar com o Brasil? (…) Ele não quer o Brasil cada vez mais próximo da Venezuela”, afirmou o ex-presidente. Para ele, “está na cara” que o presidente dos Estados Unidos não vai “ceder” nos anúncios feitos, por isso a importância da negociação. “O Brasil está ficando isolado, economicamente vamos ficar nós e a China. Por quatro, ou cinco vezes ele [Trump] citou o meu nome, ele quer restabelecer a democracia”, completou. O ex-presidente disse acreditar que tudo “vai ficar pior” e acha “que teria sucesso em ter uma audiência com Trump”. “Trump jogou pesado com a China, não vai jogar com o Brasil? (…) Ele não quer o Brasil cada vez mais próximo da Venezuela”, afirmou o ex-presidente. Para ele, “está na cara” que o presidente dos Estados Unidos não vai “ceder” nos anúncios feitos, por isso a importância da negociação. “O Brasil está ficando isolado, economicamente vamos ficar nós e a China. Por quatro, ou cinco vezes ele [Trump] citou o meu nome, ele quer restabelecer a democracia”, completou. Tarifas de 50%Na quarta-feira da semana passada, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto. Em uma carta publicada e direcionada a Lula, o republicano atribui a cobrança a uma relação que diz ser injusta com o país e à postura do STF (Supremo Tribunal Federal) com Bolsonaro. O presidente Lula, por sua vez, rebateu afirmando que a carta foi “total falta de respeito”. Por CNN

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PGR pede condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. As acusações fazem parte das alegações finais apresentadas na ação penal que apura a tentativa de ruptura institucional planejada pelo núcleo próximo ao ex-presidente.

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Saiba quantos anos de prisão Bolsonaro pode pegar se for condenado

Saiba quantos anos de prisão Bolsonaro pode pegar se for condenado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e formação de organização criminosa. Caso a condenação seja confirmada, as penas previstas na legislação podem chegar a 43 anos de prisão. Se Bolsonaro for julgado culpado, a Primeira Turma do STF será responsável por definir o tempo de pena, considerando fatores como a idade do ex-presidente, seus antecedentes criminais e outros elementos cabíveis para decisão. A PGR pediu a condenação pelos seguintes crimes: Organização criminosa armada: pratica o crime quem lidera organização de quatro ou mais pessoas, estruturalmente ordenada, com uso de armas, caracterizada pela divisão de tarefas, e que tem o objetivo de cometer crimes;Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: acontece quando alguém tenta “com emprego de violência ou grave ameaça”, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais;Golpe de Estado: fica configurado quando uma pessoa tenta “depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”;Dano qualificado pela violência e grave ameaça: ocorre quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;Deterioração de patrimônio tombado: o crime fica caracterizado quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial.Se condenado, as penas são: Organização criminosa armada: 3 anos (mínima) a 8 anos (máxima) – pode chegar a 17 anos, com os agravantes;Tentativa de abolição violenta do Estado de Direito: 4 anos (mínimo) a 8 anos (máximo);Golpe de Estado: 4 anos (mínima) a 12 anos (máxima);Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima: seis meses (mínima) a 3 anos (máxima);Deterioração de patrimônio tombado: um ano (mínima) a 3 anos (máxima). Via O Povo com a Notícia

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Mauro Cid reafirma ao STF que minuta golpista foi discutida no Planalto

Mauro Cid reafirma ao STF que minuta golpista foi discutida no Planalto

Em novo depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ajudante de ordens da Presidência da República, Mauro Cid, voltou a afirmar que integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL) discutiram, dentro do Palácio do Planalto, uma minuta de decreto com teor golpista. Segundo ele, o documento foi apresentado ao então presidente pelo ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins. Cid foi ouvido nesta segunda-feira (14) como testemunha no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado e a anulação das eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação penal foi dividida em cinco núcleos distintos, de acordo com a suposta atuação dos envolvidos. No depoimento, Cid reafirmou que Martins teria levado a minuta ao ex-presidente com a intenção de reverter o resultado do pleito. Filipe Martins, por sua vez, nega qualquer envolvimento com a elaboração ou apresentação do documento. Outro ponto abordado por Cid foi a viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos, em 30 de dezembro de 2022. Segundo ele, Martins não constava na lista oficial de passageiros. Esse dado é central para a defesa do ex-assessor, que tenta demonstrar que não saiu do Brasil, contrariando o entendimento do ministro Alexandre de Moraes, que o manteve preso por seis meses por risco de fuga. A defesa de Filipe Martins afirma que a alegação de viagem internacional foi um dos fatores que fundamentaram a prisão. Para contestar a acusação, os advogados protocolaram duas ações nos Estados Unidos com o objetivo de verificar se há registros de entrada de Martins no país. Eles sustentam que não há qualquer comprovação de que ele tenha deixado o território brasileiro naquele período. Via Nill Júnior

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