sáb, 18 maio 2024
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TV Pernambuco exibe série indígena de 13 aldeias do Nordeste

A TV Pernambuco, durante 13 dias, sempre a partir das 18h, faz um mergulho no universo indígena em uma abordagem que vai além do aspecto histórico, focando em um recorte antropossocial e socioecológico, desvendando como são os índios na contemporaneidade. É revelado um retrato humanístico, poético e contemporâneo das diversas etnias que habitam em cinco estados do nordeste brasileiro. A luta desses povos, das mulheres, religiosidade, a política, costumes  estão entre os assunto abordados. Para acompanhar é só sintonizar nos canais digitais da TVPE: Recife (46.1), Garanhuns (12.1), Caruaru (12.1) e Petrolina (13.1).

A jornada parte da cidade de Olinda, de onde saíram as primeiras missões de catequese indígena no período Colonial, percorrendo 13 aldeias, de etnias diferentes, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia. Será uma redescoberta em diferentes nações indígenas, numa produção da Produtora Urso Filmes, com direção de Camilo Cavalcanti.

O ativista cultural e militante, reconhecido como embaixador dos povos afro-indígenas, Tiago Nagô, descendente de índio Cariri (Tingui-Botó) de Alagoas e uma negra, sacerdotisa do Candomblé, seguirão em uma jornada de redescoberta, em diferentes nações indígenas existentes no Nordeste do Brasil.

O passeio inicia pela etnia Tingui-Botó, no estado de Alagoas; pelo povo Kariri-Xocó, que habita as margens do Rio São Francisco, na cidade de Porto Real do Colégio, também em Alagoas. Em cada episódio uma parada diferente, como a  Aldeia Xocó, na Ilha de São Pedro, no estado de Sergipe; em Palmeira dos Índios, local onde se encontra o povo Xucuru-Kariri, que estão espalhados em mais de dez aldeias, na região do Agreste Alagoano; passa pelo povo indígena Wassú Cocal,  da região da Zona da Mata de Alagoas; Potiguaras, povo indígena reconhecido oficialmente no estado da Paraíba, e também o único que conseguiu resistir e continuar a habitar as margens do Oceano Atlântico.

Tiago Nagô volta ao estado de Pernambuco, na cidade de Pesqueira e vai conhecer o povo Xucuru de Ororubá. Recebido pelo Cacique Marcos; Fulni-ô.  Em Águas Belas, a parada será na tribo  Fulni-ô, um dos primeiros povos indígenas a serem reconhecidos no Brasil; Kapinawá, no Vale do Catimbau, no município de Buíque, vamos  acompanhar o cotidiano do povo Kapinawá e suas tradições, dando um destaque aos Torés realizados nas cavernas dos sítios arqueológicos do Vale.

No 10° episódio, Nagô chega ao Sertão de Pernambuco para conhecer o povo indígena Atikum, localizado nas cidades de Carnaubeira da Penha, Floresta e Salgueiro. Um povo que sente na pele as mazelas de viverem no semiárido, mas que ao mesmo tempo tem uma forte determinação de manter suas tradições.   Ao atravessar o Rio São Francisco, na divisa entre Pernambuco e a Bahia, Nagô vai ao encontro dos Tumbalalá, descendentes de populações indígenas, que foram confinadas nas missões nessa região entre os séculos VII e IX.  Depois vem o povo Pankakaru, na região do Sertão de Itaparica.

Por fim, o episódio 13, o último da série, Nagô chega em Ibimirim para conhecer o povo Kambiwá. Lá é recebido pelo cacique Zuca e a nação Kambuwá com uma festa que se realiza a cada semestre, conhecida como Praiá dos Professores – um encontro dos índios com seus antepassados representados pelos Praiás, vestidos da cabeça aos pés com palhas da caroá  representam fisicamente os encantados.

Jaqueline Macedo – Assessoria de Imprensa TV PE

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