sex, 23 fevereiro 2024
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Quase 500 metros de conduítes irão compor o peito do Galo Gigante; saiba mais detalhes da estrutura

A Prefeitura do Recife revelou mais detalhes sobre a estrutura do “Galo Mensageiro da Paz”, assinado pelo artista plástico, designer e consultor Leopoldo Nóbrega, com produção executiva de Germana Xavier.

Neste ano, a estrutura, que será montada na ponte Duarte Coelho, no Centro da cidade, chega com foco em sustentabilidade ambiental e inclusão de pessoas idosas e dos povos originários.

A estrutura, que está sendo feita no ateliê localizado no bairro do Rosarinho, na Zona Norte do Recife, será levada para a ponte neste sábado (3), para montagem. Ao som de uma orquestra de frevo no local, o Galo Mensageiro da Paz será erguido para os foliões do Recife e de todo o mundo na próxima quarta-feira (7), às 20h30.

De acordo com Leopoldo Nóbrega, as penas da estrutura receberão a palavra “paz” em 16 idiomas. “As cores mais usadas no Galo deste ano são em cores mais pastéis, que remetem ao branco. As penas chegam com tons em néon, mais vivas, remetendo ao Galo que todos conhecemos”, disse.

O artista plástico também mostrou estruturas de conduítes – cano que protege fiação em instalações de baixa tensão – que irão compor o peito do Galo. Um delas é colorida e representa o coração da alegoria.

Leopoldo NóbregaLeopoldo Nóbrega – Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Cerca de 500 metros foram utilizados no total, com o objetivo de causar menos danos ambientais, já que o material pode ser remodelado. Mais conduítes foram utilizados em algumas partes da crista. “O material é muito sustentável e poderá ser reutilizado muitas outras vezes. Esse processo de escolha dos materiais foi muito importante para nós na feitura do Galo deste ano.”, afirmou Leopoldo Nóbrega.

Os pés foram feitos por Leopoldo e trazem cores vivas que representam as cores do Galo. A estrutura foi feita a partir de materiais reaproveitados do ano passado.

Já para o restante do corpo, foram costuradas e pintadas cerca de mil penas, feitas a partir da reutilização de materiais descartáveis, como banners, lonas e cartazes. Toda a costura foi feita por mulheres.

“Nós tínhamos o plano inicial de fazer 800, depois 900 e, por fim, 1.000. As artistas precisaram fazer a limpeza, cortar, costurar e unir as peças uma a uma. Ao todo, foram utilizados 2.000 metros de lona para o corpo e asas do Galo. Parte desse material também veio de sobras do ano passado”, explicou.

Incentivo ao comércio
O Galo deste ano também incentiva o comércio. Foi produzida a “Varanda da Paz”, rendas de algodão que estarão nas pernas do Galo. Anexados na estrutura, estão presentes fios em cores que representam os continentes, da seguinte maneira: Ásia (amarelo), África (preto), Europa (azul), América (vermelho) e Oceania (verde). O material foi produzido pela Cooperativa dos Artesãos Têxteis de Caraibeiras, que fica no distrito de Tacaratu, no Sertão de Pernambuco, conhecida como a “Capital da Rede”.

“A gente traz uma estrutura elegante, que representa a arte que desenvolvemos no distrito. Após o Galo, muitas dessas estruturas serão postas à venda no distrito, para fortalecer o comércio da área”, disse o incentivador do Polo Têxtil da cidade, Bruno Araújo.

‘Oportunidade única’
A cabeça do Galo deste ano só foi revelada parcialmente. Ela deixou de ser preta e passou a ser Mameluco, em referência à mistura de etnias dos povos originários com os brancos. “A gente chega com essa ideia pra representar a mistura de cores e etnias presentes no Brasil. É uma homenagem aos povos originários”, disse. A crista, que será branca, em homenagem às pessoas idosas, não foi mostrada por não ter sido finalizada.

Responsável pela pintura da cabeça, dos pés, da crista e do rabo do Galo, o grafiteiro Valdecir Viana, conhecido como Dent, revelou se sentir emocionado por poder participar do trabalho.

Valdecir Viana, conhecido como Dent – Foto: Arthur Mota /Folha de Pernambuco

“Nós recebemos a proposta de Leopoldo e trouxemos a nossa visão para o que deveria ser o Galo. A gente deixou os tons pastéis, mas também optamos por cores mais vivas para compor o Galo. Isso é de arrepiar, é uma oportunidade única. Eu já pintei várias e várias ruas ao longo de 25 anos e essa experiência é sem igual”, afirmou.

Outra artista que participou do processo de construção do Galo da Paz foi a tatuadora Helena Lima, de 28 anos, que recebeu o convite para participar após fazer uma tatuagem do Galo do ano passado em uma pessoa e, através de uma reportagem, conheceu Leopoldo Nóbrega.

Helena Lima – Arthur Mota/Folha de PernambucoHelena Lima – Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Ela é responsável por tatuar ornamentos ao redor do símbolo da paz que ficará na asa da alegoria. “Essa oportunidade é muito gratificante. Poder participar do Galo junto com toda essa equipe e poder passar a nossa arte, através da tatuagem, é muito especial”, explicou.

Por FolhaPE

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