Por que Minas Gerais virou um problema tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro
20 de abril de 2026 Postado em: Destaques Eleições 2026 Flávio Bolsonaro Lula Política Nenhum comentário
Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm se movimentado para tecer alianças nos estados e, assim, garantir palanques robustos às suas pré-candidaturas. Segundo maior colégio eleitoral do país e estado decisivo nas eleições presidenciais, Minas Gerais desponta como um problema a ser equacionado por ambos: nem um lado nem o outro têm palanques certos.
De um lado, Lula aposta todas as suas fichas no ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que até se filiou ao PSB, mas ainda não confirmou se será candidato. Sem ele, a esquerda é um deserto no estado.
Do outro lado, em meio a uma profusão de candidatos de direita e centro-direita, o PL se vê em uma encruzilhada: o primeiro caminho é caminhar com o atual governador Mateus Simões (PSD), que apoia o presidenciável Romeu Zema (Novo), ex-governador do estado, minando assim um palanque bem-resolvido para Flávio. Outro entrave é que Simões não chega a dois dígitos nas pesquisas.
Ainda para o PL, o segundo caminho é o senador Cleitinho (Republicanos), que lidera as últimas sondagens, mas que é visto com desconfiança por lideranças do PL, por ser uma figura ideologicamente descolada da legenda.
Há, ainda, uma terceira alternativa, na figura do ex-presidente da Federação das Indústrias do estado (Fiemg), Flávio Roscoe, recém-filiado ao PL para, presumidamente, disputar o governo. Ele, no entanto, tem pouca experiência política e expressividade de votos.
Para Murilo Medeiros, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), Minas Gerais, além de decisivo nas eleições presidenciais, tem um eleitorado conhecidamente volátil. Ele cita o exemplo de 2014, quando Aécio Neves (PSDB) perdeu em seu próprio estado, demonstrando que Minas não necessariamente acompanha suas lideranças locais.
“Minas desponta como um dos principais campos de batalha: com múltiplos palanques em Minas, o PL deve apostar na lógica do voto útil no estado. O foco deverá ser a maximização de votos para a direita e para o projeto nacional de Flávio Bolsonaro”, explica.
Via PE Notícias








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