Petrolândia Notícias – Messi é criticado pela imprensa argentina pela derrota na Copa América

Messi é criticado pela imprensa argentina pela derrota na Copa América

7 de julho de 2015 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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A imprensa argentina tem criticado duramente a seleção do país e, principalmente,  Messi pela derrota na final da Copa América do Chile. A linha editorial do jornal portenho Olé tem sido a mais dura, o camisa 10 da Alviceleste não foi poupado após o revés para o Chile nos pênaltis, manchetes como “Mession Imposible” foram ilustradas na capa do diário. O jornalista e diretor do jornal,  Leo Farinella, publicou um editorial criticando o melhor do mundo. Membros da família de Messi que estavam no estádio da final foram insultados e quase sofreram agressões físicas.  O Treinador do Banfield, Matías Almeyda, da primeira divisão da Argentina, saiu em defesa do capitão da seleção. “É impossível que Messi jogue na seleção da mesma maneira que joga no Barcelona. Um dia ele vai se cansar e não vai mais defender a seleção”, argumentou Almeyda. O craque argentino terá a chance de ganhar o  primeiro título com a sua seleção no ano que vem, na edição comemorativa da Copa América que será disputada nos EUA.


Confira o editorial do Olé:

A equipe não jogou com raça em outra final. Principalmente o capitão Messi, que passeou pelo campo. Desta vez a derrota não foi para a poderosa Alemanha, mas para o Chile. “É um carma, uma tortura”, disse Macherano. Até quando?

Chega de desculpas, chega, por favor. Um pouco de respeito para essa gente que se abraçou à televisão, ou chegou como pôde e gastou o que não tinha para vê-lo entre milhares de chilenos no estádio Nacional do Chile.  Há que pedir perdão, abaixar a cabeça como Messi sabe fazer perfeitamente e pensar adiante. Apertar os dentes para na próxima vez ser uma equipe mais parecida com Mascherano. Está mal colocada a braçadeira de capitão. Terminemos com isto.

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O melhor jogador do mundo não nos representa nos momentos importantes. Sua atuação na final foi indignante. Há vezes que se pode jogar bem, outras não. Mas nunca um pode caminhar e caminhar, ausente, enquanto seus companheiros lutam em campo. Ser o melhor do mundo não só dá direitos, também dá obrigações. Esta era a grande oportunidade para ter uma revanche do que foi a final da Copa do Mundo no Brasil, a que também perdemos, mas para a gigante Alemanha. Esta vez foi uma dolorosa derrota por pênaltis para o Chile, mas isso não é o mais grave. O que mais me dói é a sensação de deixar uma seleção amarga. Mascherano, Biglia, os defensores fizeram seus papéis. Mas nos faltou ataque. Deixamos de dar voltas olímpicas.

Nos faltou Messi e  alguma ideia, porque não houve nenhuma plano de jogo na final, que teve algo a ver com o que se tentou no resto da competição. A Argentina foi muito parecida com a equipe que Sabella tentou remendar para o combate do mundial no Brasil. Defendemos forte, o Chile buscou, mas não assustou. A ideia de jogo de Tata Martino pode ser muito interessante, mas são nesses momentos que há que sustentá-la. Porque se nas horas difíceis vamos afrouxar, não são tão profundas nossas convicções. Para executar as ideias, homens de fibra dão o suor nas finais nos momentos importantes, outros não.

A Argentina quase não teve a posse da bola, não teve movimentação, não controlou a partida. Nada de nada. Não teve convicção para se sentir superior e vencer a final. Essa derrota dói de maneira diferente da dor sofrida na Copa.  Não é tão importante, claro. Mas aquela tristeza foi porque nos escapou das mãos um grande êxito por falta de eficiência nas oportunidades criadas. Esta vez ocorreu o pior que pode acontecer à uma equipe argentina. Não teve caráter. Não jogou a final com autoridade, como jogam os que estão convencidos da vitória. Se tanto pesa o fato de nunca ter ganho nada, por favor, olhem a vida alegre que esses atletas têm. Toda pressão, o respeito e o medo que dizíamos que sentiam os chilenos, que notávamos nas ruas, dentro do campo mudou de camisa. A todos que foram à Santiago, que  pararam para ver o jogo em Buenos Aires, ou qualquer um que use a camisa Alviceleste pelo mundo, há que pedir-lhes desculpas. Como pediu perdão Macherano com suas lágrimas. Mas o perdão dele foi dado, por tudo que ele entregou de si no campo.

Uma nova decepção, uma nova angústia toma conta da seleção. Outra vez colocamos uma mão na taça e ficamos com as lágrimas, enquanto outros enlouquecem de felicidade. É uma crueldade este final, esta final. Carma, maldição, estigma, a palavra que queira. Mas quando teu melhor jogador, o melhor do mundo, olha para baixo e quer que a terra lhe puxe para baixo, se esconde num subterrâneo que o leva para algum lugar distante, baixa numa estação sem nome e fica parado outra vez assistindo o trem que passa e vai embora. O trem passou mais uma vez numa final. É hora de aceitar o problema e tomar decisões fortes. Felicitações ao Chile. Outra vez voltaremos a ser a Argentina, espero.
Fonte: Folhape
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