Espanha domina ‘melhor futebol da Copa’, mantém freguesia recente da França e vai à final
14 de julho de 2026 Postado em: Copa do Mundo 2026 Destaques Espanha Futebol Nenhum comentário
Espanha vence a França e chega à final da Copa – Foto: Franck Fife/AFP
Lamine Yamal não tem medo. Nem da França, nem de se colocar entre a bola e o chute de um defensor. Foi assim que ele cavou o pênalti para a Espanha abrir o placar na vitória por 2 a 0, que classificou a seleção espanhola à final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.
O garoto, que completou 19 anos na véspera do jogo, não afetou os franceses quando falou que não temia a partida. Os discursos posteriores minimizaram o comentário. A torcida francesa, contudo, não esqueceu. A cada aparição no telão ou toque na bola, Yamal era vaiado.
Ele e o restante do time espanhol não pareceram ligar para isso ou para a França ter tido as chances mais claras. A tranquilidade para trocar passes, sem medo até quando Unai Simón dribla dentro da área, indicava que Luis de la Fuente tinha um plano já posto em prática.
No duelo das duas melhores seleções da Copa, a Espanha dominou o meio de campo. Os franceses encantaram até aqui e dispõem de um ataque dos sonhos, com o qual mostraram talento e levaram risco aos espanhóis. Mas acordaram quando a faixa central do gramado já tinha dono.
Foi a 19ª vitória da Espanha sobre a França em 39 jogos. Recentemente, os espanhóis venceram os franceses nas semifinais da Eurocopa 2024 e da Liga das Nações 2024/25.
COMO FOI A SEMIFINAL ENTRE FRANÇA E ESPANHA?
Os dois times penavam para se aproximar da área nos minutos iniciais. A França indicou que iria manter a estratégia de contra-ataques rápidos, às costas da Espanha. Com 10 minutos, os espanhóis tinham 61% de posse de bola, mas os franceses que haviam chegado mais perto do gol.
O time explorava passes em profundidade e empolgava torcedores, que se frustravam com uma recomposição intensa da defesa adversária. Ousmane Dembelé encontrou espaços e mostrava um caminho possível. Faltava a finalização que concretizasse as chegadas.
A troca de passes da Espanha mantinha-se. Lamine Yamal parou de ouvir vaias da torcida rival aos 20 minutos. Ele foi chutado dentro da área por Lucas Digne, que tentava afastar a bola. O que o atacante ouviu foram comemorações espanholas.
O árbitro Ivan Arcides Barton Cisneros não temeu em apontar para a marca do pênalti. Aos 22 minutos, Mikel Oyarzabal bateu e inverteu a lógica do jogo. A Espanha abria o placar, apesar de ter sido até ali o time que menos havia levado perigo ao adversário.
Com a vantagem, os espanhóis mostraram que, mesmo atacados, controlavam a partida no meio de campo, onde Adrien Rabiot e Aurélien Tchouaméni não se equiparavam aos rivais. Acionando menos seus jogadores mais ofensivos, a Espanha mostrou que poderia segurar o 1 a 0 até o fim.
Didier Deschamps voltou do intervalo tentando corrigir seu meio. Trocou Rabiot por Manu Koné. O panorama não mudou tanto. A Espanha continuou a fechar passagens quando estava sem a bola. E encontrava espaços onde nem parecia ser possível quando tinha a posse.
Foi assim que, aos 12 minutos da segunda etapa, Pedro Porro conseguiu tabelar com Dani Olmo, entrar na área, dominar e fazer o que quisesse, incluindo o segundo gol da Espanha.
Lamine Yamal fez o que seria o terceiro, em um golaço, driblando o zagueiro adversário e chutando no ângulo de Mike Maigan. O gol acabou anulado, porque o atacante estava impedido.
A França não conseguia jogar. Interferências dos técnicos não mudavam o cenário. A Espanha cadenciava o ritmo da partida. Os franceses passaram a errar até mesmo as transições ofensivas, principal força do time.
Unai Simón foi um gigante para tirar de cabeça o que seria uma chance clara de Kylian Mbappé. E ainda recompôs para bloquear um chute distante e fraco de Désiré Doué. O goleiro, que sofreu apenas um gol na Copa até aqui, mostrou motivos disso, mesmo mal sendo exigido na partida.
A torcida espanhola encerrou o show com “olé”. Os gritos poderiam ter vindo até mais cedo, mas fecharam com chave de ouro a atuação da Espanha diante de uma desolada França.
Inglaterra e Argentina decidem a outra semifinal nesta quarta-feira, às 16h (de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. A decisão do terceiro lugar será no sábado, 18 de julho, às 18h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami. A final ocorre no dia seguinte, às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford.
FICHA TÉCNICA
FRANÇA 0 X 2 ESPANHA
FRANÇA – Mike Maigan; Jules Koundé, Dayot Upamecano, William Saliba (Maxence Lacroix) e Lucas Digne (Theo Hernández); Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot (Manu Koné); Ousmane Dembélé, Michael Olise (Rayan Cherki), Bradley Barcola (Désiré Doué) e Kylian Mbappé. Técnico: Didier Deschamps.
ESPANHA – Unai Simón; Pedro Porro (Marcos Llorente), Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Mikel Merino); Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal (Ferran Torres) e Álex Baena (Nico Williams). Técnico: Luis de la Fuente.
GOLS – Mikel Oyarzabal, aos 22 minutos do 1º tempo; Pedro Porro, aos 12 minutos do 2º tempo.
CARTÕES AMARELOS – Adrien Rabiot e Kylian Mbappé; Marc Cucurella
ÁRBITRO – Ivan Arcides Barton Cisneros (El Salvador).
PÚBLICO – 70.176 presentes.
LOCAL – AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos.
Por Folha PE








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