Petrolândia Notícias – Madrasta que envenenou enteados com chumbinho recebe quase 50 anos de prisão

Madrasta que envenenou enteados com chumbinho recebe quase 50 anos de prisão

5 de março de 2026 Postado em: Destaques Rio de Janeiro-RJ Tragédia Nenhum comentário


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A Justiça condenou a madrasta Cintia Mariano Dias Cabral a 49 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime inicialmente fechado por envenenar os dois enteados com “chumbinho”. Um deles morreu após passar dias internado.

A decisão foi tomada pelo III Tribunal do Júri do Rio de Janeiro após um julgamento que durou mais de 15 horas. O crime aconteceu em 2022, no bairro de Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A acusada foi considerada culpada pelo homicídio qualificado da enteada Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, e pela tentativa de homicídio qualificado contra Bruno Carvalho Cabral, que na época tinha 16 anos.

Ao anunciar a sentença, a juíza Tula Corrêa de Mello destacou que o crime foi planejado. Segundo ela, a acusada agiu de forma premeditada ao provocar a morte da jovem.

Durante o julgamento, também foi mencionado que a madrasta tentou confundir os médicos ao afirmar que Fernanda poderia estar passando mal por uso de anabolizantes, o que teria atrasado o diagnóstico e reduzido as chances de sobrevivência da vítima.

O júri reconheceu agravantes como o uso de veneno e o motivo considerado fútil. De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por ciúmes da relação entre o companheiro da ré, Adeilson Jarbas Cabral, e os filhos.

Pela morte de Fernanda, a pena estabelecida foi de 30 anos de prisão. Já pela tentativa de homicídio contra Bruno, a condenação foi de 19 anos, 6 meses e 20 dias.

Durante o julgamento, os filhos biológicos da acusada, Lucas Mariano Rodrigues e Carla Mariano Rodrigues, prestaram depoimento e relataram que a mãe teria confessado informalmente o envenenamento.

Segundo um dos relatos apresentados em plenário, a mulher teria dito que cometeu o crime por amor ao companheiro. Também foram mencionados episódios de ciúmes e conflitos familiares envolvendo a relação entre o pai e os filhos.

O caso começou em março de 2022. Fernanda passou mal após o jantar e apresentou sintomas graves de intoxicação. Ela ficou internada por 13 dias, mas não resistiu e morreu no hospital.

Inicialmente, a morte foi tratada como natural. No entanto, as suspeitas surgiram cerca de dois meses depois, quando o irmão da jovem também passou mal após consumir uma refeição preparada pela madrasta.

Bruno relatou ter sentido gosto amargo no feijão e notado pequenas partículas azuis na comida. Ele foi socorrido rapidamente e submetido a lavagem estomacal, que confirmou a presença do veneno conhecido como “chumbinho”.

A acusada estava presa preventivamente desde julho de 2022 e, com a condenação definida pelo júri, não poderá recorrer em liberdade.

Via Pernambuco Notícias

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