Lula faz alerta sobre defesa do Brasil, fala em risco de invasão e propõe parceria militar com a África do Sul; veja o que ele disse
10 de março de 2026 Postado em: Destaques Lula Política Nenhum comentário
Presidente defendeu produção conjunta de equipamentos de defesa e afirmou que países não precisam depender dos chamados “senhores das armas”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que o Brasil precisa ampliar sua capacidade de defesa e alertou que a falta de preparo militar pode deixar o país vulnerável. A declaração ocorreu durante reunião com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto.
Durante o encontro, Lula destacou que os dois países compartilham desafios semelhantes no campo da segurança e sugeriu uma união de esforços para desenvolver tecnologias e equipamentos de defesa de forma conjunta.
Segundo o presidente brasileiro, investir em preparação militar é uma forma de evitar riscos futuros. Ele afirmou que, caso os países não estejam preparados, podem se tornar vulneráveis a ameaças externas.
Lula defendeu que Brasil e África do Sul busquem maior autonomia no setor de defesa, reduzindo a dependência de grandes potências que dominam a indústria global de armamentos. De acordo com ele, os dois países possuem potencial para desenvolver seus próprios equipamentos militares voltados à autodefesa.
O presidente também sugeriu que as nações do chamado Sul Global fortaleçam parcerias estratégicas para criar um mercado relevante na indústria de defesa, aproveitando capacidades industriais e tecnológicas já existentes.
A declaração foi feita após a assinatura de acordos bilaterais entre Brasil e África do Sul nas áreas de turismo, comércio exterior e indústria. A visita oficial de Ramaphosa ao país está prevista para seguir até esta terça-feira (10).
Durante o discurso, Lula também reforçou que a América do Sul tem tradição de manter relações pacíficas entre os países da região. Ele destacou que, no continente, não há presença de armas nucleares e que muitas tecnologias desenvolvidas possuem finalidade civil.
Como exemplo, o presidente citou o uso de drones para atividades como agricultura, ciência e desenvolvimento tecnológico, ressaltando que essas ferramentas não são utilizadas com foco em guerra, mas sim para impulsionar inovação e produção
Por Pernambuco Notícias








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