12/02/2026 01:33

Grupo contra Dilma atacam Jornalistas

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Defensores do golpe contra Dilma atacam jornalistas
Repórteres que cobriram o ato de sábado para sites e jornais estão tendo suas redes vasculhadas e estão sendo sistematicamente atacados por militantes de direita


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No último sábado um grupo de cerca de mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, ocupou um quarteirão da avenida paulista para pedir, entre outras bandeiras, a imediata deposição da presidenta reeleita Dilma Rousseff, seja por meio de um impeachment ou por “intervenção militar”. Os jornalistas que estiveram no ato reportagem o que viram, e o que qualquer cidadão pode verificar pelas fotos que foram publicadas. O evento foi composto por centenas de pessoas com adesivos do candidato Aécio Neves e cartazes e faixas contra Dilma, Lula, o PT e pedindo “ajuda” aos militares.
Após cobrirem a manifestação, os jornalistas que lá estiveram estão tendo suas redes sociais particulares vasculhadas pelos militantes insatisfeitos com a cobertura. Fotos e informações pessoais estão sendo usadas para atacá-los, compondo uma teoria da conspiração na qual todos os veículos são “petistas”. Segundo os manifestantes, os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, a TV Globo, e o programa CQC, da Bandeirantes são, na verdade, veículos “petistas” ou “pró-Dilma”. Veículos que não estiveram no ato, como CartaCapital, também estão tendo seus profissionais intimidados por meio da exposição de suas redes sociais.
O radicalismo dos participantes de tal “movimento” é tamanho que mesmo o ex-deputado federal Xico Graziano, um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves na Internet, está sendo qualificado de “petralha” e “comunista” por criticar o pedido de golpe militar que os próprios eleitores de Aécio levaram às ruas.
A bandeira defendida pelos manifestantes da Avenida Paulista não é defendida nem pelo Clube Militar, que reúne ex-oficiais que participaram do regime militar. Em nota, a entidade afirmou: “A maioria decidiu. Não interessa que não seja a nossa opção. É a regra”. E completou: “Perder nunca é um fato facilmente aceitável, mas faz parte do jogo e da vida.”

Fonte:cartaacapital

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