Petrolândia, Memória Viva – Parte 1: Em 1979, prefeito José Dantas alertava presidente Figueiredo sobre o futuro de Petrolândia diante da Barragem de Itaparica
26 de agosto de 2026 Postado em: Destaques História Pernambuco Pernambuco Notícias Petrolândia - PE Petrolândia Notícias Petrolândia-PE Sertão Nenhum comentário
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A história da antiga Petrolândia começava a viver um dos períodos mais importantes e delicados de sua trajetória. Em outubro de 1979, a construção da Barragem de Itaparica já provocava preocupação entre moradores, agricultores e autoridades municipais, diante da previsão de que a cidade e parte da zona rural seriam atingidas pelas águas do futuro reservatório.
É esse momento histórico que o projeto “Petrolândia, Memória Viva” resgata nesta quarta-feira (26), a partir de uma reportagem publicada pelo Diario de Pernambuco em 19 de outubro de 1979, edição nº 284.
Segundo o jornal, o então prefeito de Petrolândia, José Dantas de Lima, entregou ao presidente da República, João Figueiredo, um memorial elaborado em nome dos habitantes do município.
No documento, o prefeito afirmava que a cidade-sede de Petrolândia seria totalmente submersa pelas águas da represa que seria formada com a construção da barragem. Diante disso, seria necessária a construção de uma nova cidade, o que, segundo ele, inevitavelmente provocaria problemas sociais e econômicos para a população.
José Dantas demonstrava preocupação especialmente com a necessidade de diálogo entre a empresa responsável pela obra e a comunidade petrolandense. Para o prefeito, a população precisava participar das discussões relacionadas à transferência da cidade.
O impacto da obra, porém, não ficaria restrito à área urbana.
De acordo com o memorial, uma considerável parcela da zona rural do município também seria inundada, incluindo o Núcleo Colonial de Petrolândia, onde existiam duas fábricas de doces que utilizavam matéria-prima própria.
O prefeito reconhecia que os agricultores atingidos seriam indenizados, mas alertava para as dificuldades que poderiam surgir na relocalização das famílias.
A preocupação era que a perda das terras provocasse desestímulo à agricultura, mudança para outras atividades e até mesmo o êxodo rural.
O documento também lembrava que, naquele período, o Brasil já havia tomado conhecimento de divergências entre agricultores e a Chesf relacionadas às desapropriações no município.
Para a Prefeitura, sem medidas preventivas e diálogo com a população, aqueles conflitos poderiam voltar a acontecer durante o processo de implantação da Barragem de Itaparica.
Diante desse cenário, José Dantas de Lima apresentou ao presidente João Figueiredo uma série de reivindicações que, segundo ele, buscavam garantir segurança, assistência e melhores condições para a população durante a transformação que Petrolândia estava prestes a enfrentar.
E é justamente essa lista de reivindicações que será apresentada na segunda parte de “Petrolândia, Memória Viva”.
Por Redação | Fonte: Diario de Pernambuco, edição de 19 de outubro de 1979.
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Por Redação | Fonte: Diario de Pernambuco, edição de 19 de outubro de 1979.









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