
Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro, mas mantém ex-presidente em regime fechado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja submetido a um procedimento cirúrgico para tratar uma hérnia inguinal bilateral. No entanto, na mesma decisão, o magistrado indeferiu o pedido da defesa para que Bolsonaro cumprisse a custódia em regime de prisão domiciliar humanitária durante o período de recuperação. O ex-presidente está detido preventivamente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde o dia 22 de novembro de 2025, em decorrência das investigações sobre uma suposta trama golpista. A defesa havia solicitado a progressão para o regime domiciliar alegando que o estado de saúde do político exigiria cuidados que não poderiam ser oferecidos no ambiente prisional. Para fundamentar sua decisão, Moraes utilizou um laudo médico elaborado por peritos da própria Polícia Federal. O documento aponta que, embora a cirurgia seja necessária e deva ocorrer “o mais breve possível” para evitar complicações, o procedimento é classificado como eletivo — ou seja, não se configura como uma emergência médica imediata que justifique a soltura ou alteração do regime de prisão. Ao negar a prisão domiciliar, o ministro destacou que o hospital particular onde Bolsonaro realiza seus atendimentos (DF Star) está localizado em uma zona de absoluta proximidade com a sede da PF em Brasília, garantindo assistência rápida em caso de intercorrências. Moraes também citou o histórico processual do réu, mencionando o risco de evasão e o descumprimento de medidas cautelares anteriores. Entre os fatos citados na decisão, destaca-se um laudo pericial que identificou danos na tornozeleira eletrônica anteriormente utilizada por Bolsonaro, compatíveis com o uso de um ferro de solda para tentar romper o monitoramento. O ministro também relembrou o episódio em que o ex-presidente permaneceu na Embaixada da Hungria, interpretado pela Corte como um indício de risco de fuga do país. Agora, a defesa de Jair Bolsonaro deve apresentar ao STF um cronograma detalhado com as datas previstas para a internação e a cirurgia. Após essa manifestação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá o prazo de 24 horas para emitir um parecer sobre a logística de escolta e segurança do custodiado durante o período hospitalar. Via Portal ChicoSabeTudo













