Canetas emagrecedoras no SUS deverão priorizar pacientes com obesidade grave e doenças associadas
19 de setembro de 2026 Postado em: Destaques Saúde Nenhum comentário
O Ministério da Saúde estuda disponibilizar gratuitamente as chamadas canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta deverá priorizar pacientes com obesidade grau 3 — considerada a forma mais grave da doença — e pessoas que, além da obesidade, apresentem problemas como diabetes e doenças cardiovasculares.
A incorporação dos medicamentos ainda não foi oficialmente aprovada. Antes de chegar aos pacientes, a proposta precisará ser submetida à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por analisar evidências científicas, segurança, eficácia, impacto para a saúde pública e custos para o governo.
Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição não deverá ocorrer para fins meramente estéticos. O tratamento será destinado a pacientes que realmente necessitem dos medicamentos, mediante avaliação médica e seguindo critérios definidos em um protocolo clínico.
Estudo acompanha 250 pacientes
Um estudo realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, acompanha aproximadamente 250 pacientes com obesidade grave. A pesquisa analisa a utilização de medicamentos à base de semaglutida na rede pública.
O trabalho avalia a eficácia, a segurança, os benefícios clínicos e o custo do tratamento. Também está sendo observado se o medicamento pode ajudar pacientes que aguardam cirurgia bariátrica, reduzindo ou até evitando a necessidade do procedimento em determinados casos.
A pesquisa tem duração prevista de dois anos. Apesar de ainda estar em andamento, integrantes do Ministério da Saúde afirmam que já existem estudos científicos suficientes para permitir que uma nova proposta seja encaminhada à Conitec.
Em setembro de 2025, a comissão decidiu não incorporar a semaglutida para um grupo específico de pacientes com obesidade graus 2 e 3, sem diabetes, com idade a partir dos 45 anos e doença cardiovascular estabelecida. Uma eventual nova análise poderá considerar outros critérios, evidências e grupos de pacientes.
Governo promete oferta responsável
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a futura oferta deverá ocorrer de maneira responsável, com acompanhamento profissional e regras claras para definir quem poderá receber o tratamento.
De acordo com o ministro, o Brasil já possui 14 medicamentos registrados para o enfrentamento da obesidade. A ampliação da concorrência teria contribuído para reduzir os preços desses produtos nas farmácias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu a distribuição gratuita das canetas para pessoas com obesidade que encontrem dificuldades no tratamento. Ao mesmo tempo, alertou para os riscos do uso indiscriminado e sem acompanhamento médico.
Ainda não existe uma data oficial para o início da distribuição. O Ministério da Saúde deverá concluir os estudos, elaborar o protocolo clínico e encaminhar a proposta à Conitec antes de qualquer oferta nacional pelo SUS.
As chamadas canetas emagrecedoras só devem ser utilizadas mediante prescrição e acompanhamento profissional. O uso inadequado pode provocar efeitos adversos e colocar a saúde do paciente em risco.
Com informações da Folha de Pernambuco e do Ministério da Saúde.









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