qui, 22 fevereiro 2024
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Após ter objetos furtados de dentro de ônibus, jornalista critica empresa e estrutura da Rodoviária de Petrolina

Não é de hoje que o clima de insegurança paira sobre a Rodoviária de Petrolina. O local já foi um dos cartões postais da cidade, mas há décadas vem perdendo espaço para o consumo de drogas e a criminalidade nos arredores, que refletem diretamente na rotina dos passageiros. A vítima mais recente desse cenário é o jornalista Paulo Emílio Gonçalves Moreira.

Residente no Recife, ele tinha passagem comprada para embarcar esta noite (21) para a capital pernambucana, mas foi obrigado a adiar a viagem. Em vez disso, Paulo Emílio teve de prestar um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia de Polícia Civil (PC), depois de ter vários objetos furtados de dentro do ônibus da Empresa Progresso – que faz a linha Petrolina/Recife.

Ao Blog, ele contou ter despachado sua bagagem dentro do ônibus, onde estavam seu notebook, livros e material de trabalho (entre outros itens). Segundo Paulo Emílio, ele deixou seus pertences na cadeira 15 do ônibus 6229, e saiu para pagar uma taxa por excesso de bagagem. Ele acredita que o autor do delito não levou mais do que 4 minutos para levar os objetos. “Ainda corri e me disseram que um rapaz de camisa clara saiu e pegou a mochila”, relatou.

Antes de prestar queixa, o jornalista acionou a Polícia Militar depois de questionar o fato de alguém, sem bilhete, ter conseguido acessar o interior do ônibus. Paulo Emílio não se convenceu dos argumentos dados por um funcionário da Progresso. “Ele ainda teve a capacidade de dizer que aqui é muito comum pessoas subirem pra ajudar. Eu disse: ‘amigo, se alguém subiu sem autorização, não é problema meu. Passa a ser um problema de vocês”, desabafou.

Burocracia

A Polícia Militar concordou com as justificativas do jornalista e cobrou da empresa que colaborasse para identificar o ladrão. Foi a vez dos entraves burocráticos tirarem Paulo Emílio do sério. Segundo ele, a Progresso informou que a câmera de monitoramento do ônibus registra quem está embarcando, mas foi informado que, para conseguir as imagens, ele teria que pedir pelo SAC da empresa, no Recife. Lá, a gerência analisará o caso para, só depois, depois fornecer as imagens. Como se não bastasse, as câmeras da Rodoviária registram apenas o desembarque de passageiros, e não o embarque, o que deve dificultar o trabalho de identificação do autor do furto.

O jornalista também criticou duramente a estrutura do terminal, que está completamente vulnerável. “O portão de entrada e saída dos ônibus, por onde esse cara supostamente saiu, está arrombado, não tem nenhum tipo de controle. Quanto à segurança, entra quem quer. Tem um cidadão lá que diz que é segurança, mas não vigia nada. Não existe uma Guarda Civil. A PM obviamente fica fazendo rondas, mas não fica estática no local, até por uma questão operacional, e acaba complicando tudo”, lamentou. A reportagem vai tentar um contato com a empresa sobre o ocorrido, além de procurar saber se a Guarda Civil Municipal (GCM) pode dar um suporte à polícia quanto à segurança na Rodoviária.

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