Lula diz que filho deve responder por atos e afirma que não interfere em investigações
24 de agosto de 2026 Postado em: Destaques Justiça Lula Política Nenhum comentário
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente e candidato à reeleição comentou, neste domingo (23), os inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e disse tratar o caso com “muita seriedade”
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou neste domingo (23) que não pretende interferir nas investigações envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e defendeu que as apurações sigam o curso normal.
Em entrevista à Record, Lula declarou tratar o caso com “muita seriedade” e afirmou que qualquer eventual responsabilidade deve ser apurada pelos órgãos competentes.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. […] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, afirmou o presidente.
Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações são conduzidas pela Polícia Federal e apuram suspeitas relacionadas a suposto tráfico de influência em negócios envolvendo pessoas ligadas ao governo federal.
Entre as estruturas citadas nas apurações estão o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros setores da administração pública.
A declaração do presidente ocorre em meio à repercussão das investigações e durante a campanha eleitoral. Lula reforçou que, em sua avaliação, o fato de o investigado ser seu filho não deve impedir ou limitar o trabalho das autoridades responsáveis pelas apurações.
A entrevista à Record foi programada para ir ao ar no mesmo horário do debate presidencial promovido pela Band em parceria com o Estadão, na noite deste domingo. Lula decidiu não participar do confronto e criticou a presença de outros candidatos convidados, entre eles Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Ao comentar a decisão, o presidente preferiu manter a agenda alternativa de entrevistas, enquanto o cenário eleitoral segue marcado pelo debate entre os candidatos e pela repercussão de temas que envolvem diretamente integrantes e pessoas próximas às campanhas.
Por A Folha das Cidades









Deixe um comentário