União amplia repasse para a Transposição do São Francisco
12 de julho de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
O governo federal passou a liberar uma média de R$ 65 milhões adicionais por mês para as construtoras responsáveis pelas obras da Transposição do Rio São Francisco e seus canais complementares nos Estados do Nordeste, entre eles, Pernambuco. Segundo o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, o governo está garantindo um pagamento mensal de R$ 215 milhões para as obras. Antes, esse limite estava em R$ 150 milhões. Já os repasses mensais para os Estados responsáveis por obras via convênio foram triplicados. Os valores passaram de R$ 6 milhões a R$ 10 milhões por mês por Estado para R$ 15 milhões a R$ 30 milhões. A obra dos canais já está estimada em mais de R$ 9 bilhões, 50% mais que a estimativa inicial.
A intenção com o aumento dos repasses é acelerar os projetos para que os dois principais canais, Eixos Norte e Leste, sejam concluídos em dezembro e, entre abril e maio de 2017, possam abastecer cidades que sofrem com a seca na Região. Nas projeções do governo Dilma, a obra estaria concluída entre 2012 e 2013, mas está quase quatro anos atrasada.
A obra é muito importante porque vai levar água para 390 municípios nos Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará que sofrem ciclicamente com a estiagem.
No entanto, terminar os dois canais, de 477 km de extensão, não basta para garantir que a água chegue a quem precisa – deve abastecer 12 milhões de pessoas pela projeção oficial. São necessárias obras de barragens e mais 1,3 mil km de canais secundários e adutoras. Essas obras foram repassadas para os Estados de Pernambuco, Alagoas, Ceará e Paraíba, mas com recursos federais.
O problema é que a verba da União vinha caindo com o corte do Orçamento em 2015 e 2016, e as obras dos Estados estão atrasadas. No caso de Pernambuco, a falta de repasses da União prejudicou a obra da Adutora do Agreste, que é de fundamental importância para 23 cidades do Semiárido. Pelo cronograma original, a adutora deveria ter sido concluída em junho, o que não ocorreu por diminuição no repasse dos recursos federais.
As obras da Adutora do Agreste são realizadas pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) mediante um convênio firmado com o governo federal, que assumiu o compromisso de bancar 90% do empreendimento, orçado em R$ 1,35 bilhão. No projeto original, a adutora levaria a água do São Francisco para as cidades do Agreste depois que fosse construído o Ramal do Agreste, que captaria a água da transposição em Sertânia e transportaria até Arcoverde, onde começa a Adutora do Agreste.
DO JC.








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