24/01/2026 10:27

Taxistas do Recife fizeram carreata contra atuação de profissionais de outras cidades

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Um grupo de 120 taxistas realizou uma carreata entre a Zona Oeste e a área central do Recife, na manhã desta terça-feira (24). O objetivo foi protestar contra a entrada de táxis de outras cidades no território da Capital, o que é proibido. Após se concentrarem na avenida Beira-Rio, no bairro da Torre, o grupo partiu com destino ao Cais do Apolo, onde está situado edifício-sede da Prefeitura.

Derik Guimarães, do FolhaPE

Cavalcanti: Objetivo não é excluir outros motoristas
“O propósito não é excluir esses motoristas, mas sim arrumar uma forma de todos trabalharem em conjunto”, explicou o presidente da Associação dos Profissionais de Táxi do Recife (Apcatre), Sandro Cavalcanti. Além disso, o alto custo da capacitação que será exigida, a partir de 30 de junho, para os taxistas também é um dos pontos de insatisfação.

Ao passar pela praça do Derby, o grupo parou no cruzamento com a avenida Agamenon Magalhães, causando congestionamento na via. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) montou bloqueios nas pontes do Limoeiro e Buarque de Macedo, com o objetivo de filtrar a quantidade de táxis que iriam até a sede da Prefeitura. Os profissionais pararam na ponte para reclamar da interdição. A CTTU informou também que os agentes de trânsito foram instruídos a multar os motoristas que parassem nas vias para protestar.

Pouco antes das 16h, os veículos já tinham se dispersado. Um grupo de representantes da categoria, porém, permaneceu em frente à Prefeitura, mas, de acordo com o órgão de trânsito, o Cais do Apolo e outras vias que foram cenário do protesto já tinham sido desobstruídas.

A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) informou que 60 agentes fazem a fiscalização relativa aos táxis, realizando rondas diárias em todas as Regiões Político-administrativas (RPAs) da Cidade e “priorizando os locais com o maior número de denúncias”. Sobre o curso, o órgão informou que a capacitação será feita em cumprimento à legislação e que os preços cobrados por quatro instituições credenciadas, “em torno de R$ 200”, está sendo estabelecido de acordo com as necessidades de cada unidade de ensino.

Fonte:Folhape

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