20/01/2026 22:34

Roberto Carlos na “Primeira Fila”

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Para comemorar o aniversário de 50 anos de seu “reinado internacional”, Roberto Carlos viajou a Londres, em maio, e ficou por dois dias no estúdio Abbey Road – famoso por ser o local onde os Beatles gravaram diversos de seus discos. Dessa passagem, nasceu o disco “Primeira Fila”, já nas lojas. Há 50 anos, o jovem Roberto Carlos percebeu que seu talento poderia cruzar as fronteiras do Brasil e tornar popular, nos países da América Latina, o inocente rock que produziu na Jovem Guarda, além de seu repertório de músicas românticas.

O álbum “Roberto Carlos Canta a La Juventud” (1965) reuniu versões em espanhol de sucessos como “É Proibido Fumar” e “O Calhambeque” e conquistou, ainda de maneira tímida, os países vizinhos. E é por conta desse disco, que marcou sua estreia no mercado internacional, que o Rei lança agora “Primeira Fila”. No novo CD, Roberto incluiu 17 canções icônicas de seu repertório, sendo que parte do repertório é cantada em português, outra parte em espanhol e uma em inglês. Na hora da gravação, deu confusão. “Pensei em português e era em espanhol. Deu um branco. Uma coisa ou outra”, brincou o artista ao confundir o idioma das canções.

Todas as faixas ganharam novas roupagens, com acordes mais modernos do que os originais, destacando ainda mais a voz do cantor. “As Curvas da Estrada de Santos” e “Eu te Amo, te Amo, te Amo”, por exemplo, passeiam pelo reggae, enquanto “Amigo”, “Lady Laura” e “Jesus Cristo” são cantadas em espanhol.

Pesquisador da obra e da trajetória do Rei, e autor da biografia não autorizada “Roberto Carlos em Detalhes”, o escritor Paulo César de Araújo esperava que o artista trouxesse para o álbum “Primeira Fila”, lançado agora, parte do repertório que não foi muito explorado ao longo de sua carreira. “Este disco contém músicas que já receberam inúmeros arranjos ao longo dos anos, mas não revela nenhuma grande novidade, exceto pelos toques de reggae em uma ou outra canção. Os fãs, obviamente, vão gostar, mas eu esperava algo com mais frescor”, avalia.

Araújo diz que também sentiu falta de canções da Jovem Guarda, que alçou Roberto à fama. “Por ser um álbum comemorativo, espera-se que o artista contemple períodos importantes da carreira. Com esse repertório, fica a sensação de renegar o passado. Seria bacana ouvir novas versões de “Quero que Vá Tudo para o Inferno” e “Namoradinha de um Amigo Meu”, entre outras.”

Especial de fim de ano da Rede Globo reúne famosos

Se no novo álbum de Roberto Carlos faltaram músicas do período da Jovem Guarda, o tradicional especial de fim de ano do cantor na TV Globo não ignorou nenhuma fase de sua carreira. Gravado recentemente, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o show teve direção geral de Boninho, e a condução musical organizada pelo maestro Eduardo Lages, parceiro de longa data do Rei. “Tudo o que o Roberto Carlos faz fica perfeito. O show que gravamos no fim de semana está lindo e emocionante. Ele recebeu diversos artistas, entre jovens revelações e amigos de longa data, que fizeram belas participações”, revela o maestro.

Lages, que trabalha com o Rei há quase quatro décadas, não o acompanhou nas gravações de “Primeira Fila”, em Londres, e tampouco ouviu o disco recém-lançado. “Mas não duvido de que esteja incrível. Esta não é a primeira vez que não trabalhamos juntos, mas sempre nos reencontramos”, explica. O especial da Globo será exibido na programação de fim de ano da emissora, em dezembro, com data ainda a ser definida. Dividido em três partes, a primeira foi dedicada ao período da Jovem Guarda e teve a presença de Erasmo Carlos e Wanderléa, que cantaram com Roberto “Pode Vir Quente que Eu Estou Fervendo” e “Eu te Darei o Céu”, respectivamente.

O segundo ato teve a banda Abbey Road, com quem gravou o álbum “Primeira Fila”, em Londres. A parte final contou com a presença de Thiaguinho e Ludmilla, que fizeram o Rei voltar a se arriscar no pagode e no funk, ritmos que ele aproveita para experimentar em seus shows especiais.
Via: Folhape

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