Petrolândia Notícias – Resgate da História dos Índios Pankararu da Aldeia Brejinho da Serra de Petrolândia (Parte-I)

Resgate da História dos Índios Pankararu da Aldeia Brejinho da Serra de Petrolândia (Parte-I)

25 de julho de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Alex Santos (Blogueiro), Jorge Ernesto de Souza, Cacique e Historiador da Tribo Pankararu e Josenilda Marques/ Foto: Katia Alves.
Em busca de contar parte da história da região a reportagem do Blog Petrolândia Notícias desembarcou na ultima quinta-feira (21/07) no Brejinho de Fora, área indígena de Petrolândia, Sertão de Pernambuco. 

Na companhia da índia Josenilda Marques e do seu pai Jorge Ernesto de Souza, cacique e historiador da tribo Pankararu do Brejinho da Serra, fomos até o famoso Serrote do Padre, área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHA , lugar que abriga uma diversidade cultural muito forte da historia primitiva sobre a aldeia na região. Além de conhecer o lugar na II parte deste resgate da História dos índios Pankararu da Aldeia Brejinho da Serra, publicaremos a entrevista com o Sr. Jorge Ernesto (Cacique e Historiador e Presidente da Associação dos Índios Pankararu da Aldeia Brejinho da Serra). As aldeias dos Pankararu se dividem entre as regiões de áreas indígenas dos municípios de Jatobá, Tacaratu e Petrolândia.
“Em Breve” Entrevista da Reportagem do Blog Petrolândia Notícias (PN) com o Cacique Jorge Ernesto da Tribo Pankararu Brejinho da Serra/Foto: Josenilda Marques.
História da Origem dos índios Pankararu na Região:
Em 20 de janeiro de 1738 Garcia de Ávila Pereira e Aragão Fidalgo da casa real professor da ordem de Cristo mestre de campo e auxiliar da torre cujas terras foram por ele doados aos índios a 26 de outubro de 1783 o domínio destas terras se acha garantindo pelas amplas disposições dos artigos 22 e 23 do regulamento aprovado pelo nº 1318 de janeiro de 1854.

No século XVII vieram para o Brasil quatro religiosos, foi frei Joaquim Santa Clara, Caetano de Gatiere, Caetano de Maciena e Caetano de Gênova, chegou numa localidade conhecida por curral dos bois, conhecido hoje como Glória, no Estado da Bahia numa Aldeia Brejo do Burgo, que apos catequizados, seguiram caminhada para descobrir aldeias nas margens do rio São Francisco, descobriram os índios na aldeia taboa Brejinho de fora, catequizando incentivando a cultura o artesanato, atravessando o rio na imediação da cachoeira de Itaparica, cultivavam plantações de milho, feijão algodão e mandioca. No século XVIII chegaram quatro portugueses, José Correia Maurício, Joaquim de Almeida Leal, Joaquim Rodrigues e André de Souza, casaram com índias e geraram famílias.

 Os padres pesquisando descobriram um vale muito fértil e muitas terras desabitadas levaram um grupo de índios para explorar o local, grupo de seis famílias, anos depois, um senhor conhecido como Isidoro casou e gerou filhos e filhas, onde um dos filhos Antônio Isidoro casou com Benedita Maria de Jesus filha de José de Souza e Ana Joaquina de Jesus que era índia da aldeia Tuxá em Rodelas no Estado da Bahia, Antônio Isidoro e Benedita foram morar no Brejo dos padres onde geraram famílias, Isidoro, Penca, Binga, Souza e Conceição.

As terras tiveram o reconhecimento por Ângelo Bomba e João moreno formaram um conselho pedindo o reconhecimento da aldeia kuaçá Jerí Pancó que significa Brejo dos Padres, que logo reconhecida e demarcada em 1940 pelo serviço (S.P.I) que significa Serviço de Proteção ao Índio, foi demarcada e que não aceitaram o nome de kuaçá, colocando Pankaru, a primeira demarcação 8.100 Hectares que abrangeu a metade do Brejinho da Serra, onde tinha muitas fruteiras como murici, umbu, caju, manga e pinha.

Foi enviado um chefe de posto de nome Castelo Branco, considerando os moradores do Brejo dos Padres, construiu um presídio subterrâneo para punir os índios do Brejinho da Serra e região, que não pagavam impostos, uns dos que foram presos por não pagar impostos foi um tio de Jorge Ernesto de Souza, Manoel Antônio, foi preso no porão, um amigo conhecido mandou soltar porque era índio, outros foram torturados até a morte.
Dança do Toré na Tribo do Brejinho da Serra
Em 1967 mudou o nome da aldeia de Pankaru para Pankararu. No Brejinho da Serra existem cavernas ainda não exploradas. No Serrote do padre onde foi estudado pelo antropólogo Carlos Estevão com suas pesquisas encontrou dois túmulos de ossos e pertence de índios inclusive objetos com mucunã perfuradas e outros pertences hoje pode ser todo esse acervos no museu Paraense Emílio Góeldi, a professora Gabriela Martins da Universidade Federal de Pernambuco através de pesquisas encontrou gravuras nas rochas na beira do rio São Francisco onde foi conhecida como o letreiro que indicava o cemitério, segundo as indicações ela e sua equipe encontrou mais três túmulos segundo as pesquisas feitas constatou que esses pertences que ali existia índios 7.000 anos antes de Cristo.
 As terras do Brejinho da serra são férteis tem casa de fazer farinha de mandioca e derivados, área indígena do Brejinho da Serra.

Artesanato da Aldeia Pankararu

Membros da tribo Pankararu/Ritual de Terreiro
Fotos: Alex Santos e cedidas por Josenilda Marques
Informações: Josenida Marques
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