Recife está em 8º no ranking de pior trânsito do mundo e o 3º no Brasil
23 de março de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Três capitais brasileiras aparecem na lista das dez cidades do mundo que mais sofrem com trânsito. Um levantamento da empresa TomTom, que faz o mapeamento por GPS, divulgado nesta terça-feira (22), aponta que, no ranking mundial, o Rio de Janeiro é a quarta cidade onde os motoristas perdem mais tempo em vias congestionadas, depois de Cidade do México, Bangcoc e Istambul, nessa ordem. O Recife aparece na 8º posição do ranking mundial e na 3ª do nacional. Entre os Estados do Nordeste, a situação da capital pernambucana só não é pior do que Salvador (BA), considerada a 7ª pior do mundo e a 2ª pior do Brasil. Os dados são de 2015.
Por ano, os motoristas do Rio gastam 165 horas da vida em congestionamentos – 66 horas a mais na comparação com 2014 -, o que equivale a ficar mais de seis dias inteiros no trânsito. Na segunda colocada do ranking de cidades brasileiras, Salvador, cada motorista gasta 160 horas extras nos trajetos – 67 horas a mais em relação a 2014. O recifense tem perdido o mesmo tempo que os moradores de Salvador.
O cenário, aliás, não é bom para ninguém. Em São Paulo, só no congestionamento, os condutores perdem por ano 103 horas no trânsito, ante 77 horas em 2014. O tempo extra gasto nos trajetos, entre 2014 e o ano passado, aumentou em 26 horas. Isso significa dizer que os paulistanos passaram a perder mais de um dia em congestionamentos.
O relatório da TomTom tem como base o Índice de Nível de Congestionamento, que é o tempo adicional (em porcentual) que o motorista levará no trânsito em comparação com uma situação em que não há congestionamento. Utilizando dados de 2015, o TomTom Traffic Index 2016 avalia a situação do congestionamento de trânsito em 295 cidades de 38 países em seis continentes. Esta é a quinta edição do relatório.
Segundo Marcelo Fernandes, diretor de Operações da TomTom para América Latina, a medição aplicada na pesquisa não considera o tamanho dos congestionamentos. É uma comparação entre o tempo que um motorista leva para percorrer o mesmo trajeto em horários de pico e em situações sem congestionamento (das 22 horas às 5 horas). O resultado é o tempo adicional que o condutor leva no trânsito.
De acordo com o diretor da TomTom, as administrações municipais precisam oferecer à população uma alternativa viária para deixar o carro na garagem. “Fazer com que o transporte seja previsível, por exemplo. Não adianta ter transporte público se você não sabe a hora que o ônibus chega”, explicou.
Confira:
1. Rio de Janeiro: 47%
2. Salvador: 43%
3. Recife: 43%
4. Fortaleza: 33%
5. São Paulo: 29%
6. Belo Horizonte: 27%
7. Porto Alegre: 22%
8. Brasília: 19%
9. Curitiba: 18%
Via: PE Notícias








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