População de rua cresce no Recife
21 de abril de 2017 Postado em: Destaques Nenhum comentário
A população de rua do Recife aumenta a cada ano. É o que destaca o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Segundo o órgão, no ano passado havia mais de três mil moradores nas calçadas e praças da Capital. Um universo que aparentemente tomou mais corpo em 2017, como a aponta a percepção de pedestres e comerciantes. Carentes de mais abrigos noturnos, eles recebem um pequeno apoio de projetos solidários, com a oferta de algumas refeições, mas clamam por assistência mais bem estruturada do Poder Executivo.
Segundo Rafael Souza Leão, coordenador do programa filantrópico Pão Nosso de cada Noite, por exemplo, o serviço de alimentação à noite que oferecem tem tido mais usuários que antes. “Em geral, mais pessoas precisam de nossos serviços nos três pontos: rua do Imperador, Cais de Santa Rita e praça Maciel Pinheiro.”
O programa dois pães e um pingado faz trabalho semelhante ao de Rafael, mas em horário diferente. “Toda sexta, às 5h30, a gente distribui um café da manhã para os moradores da praça da Independência”, contou Marília Vilar, 26, que participa do grupo.
Para quem está do outro lado, a comida cai bem. As penúrias são muitas e, ao contrário do que se pensa, não é fácil encontrar alguém que esteja na rua porque quer. Marcos Ferreira Campos, 61, por exemplo, era casado, morava em São Paulo, e não tinha contato a minha família. “Após me separar, voltei ao Recife. Mas, fui assaltado e tive que morar durante cerca de um mês na rua. A situação só mudou por conta da ajuda de Luciana, uma cristã que me encaminhou ao Centro POP da Glória.”
A Prefeitura ressaltou que o Instituto de Assistência Social e Cidadania (IASC) possui 11 equipamentos para abrigamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de duas casas-lar conveniadas.
Fonte: Folha-PE








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