Polícia Federal deflagra operação “Égide de Athena”, em PE
4 de abril de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
A Polícia Federal em Pernambuco através da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos deflagrou na manhã de hoje, dia 04/04/2016, por volta das 6h, a operação denominada “ÉGIDE DE ATHENA” (Escudo da Justiça) com o objetivo de desarticular um esquema criminoso que se utilizava da internet, através de redes sociais se valendo de mensagens ofensivas e de ameaça à vida de duas Juízas Federais. Na operação estão sendo empregados 08 (oito) equipes composta por 30 policiais federais além de um representante da OAB/PE (Ordem dos Advogados do Brasil) para dar cumprimento à08 (oito) Mandados de Condução Coercitiva-(parentes do preso, dono de provedores de internet e um advogado em Abreu e Lima, Rosarinho, Boa Viagem e Olinda), 05(cinco) Mandados de Busca e Apreensão (Presídio Aníbal Bruno, Abreu e Lima e Rosarinho), além de 01 (um) Mandado de Prisão Preventiva(em desfavor do detento IZAK FRANCISCO DOS SANTOS que atualmente está cumprindo pena no Presídio Aníbal Bruno- além de seu futuro recambiamento já autorizado pela Justiça para Presídio Federal de Segurança Máxima, possivelmente Catanduvas, onde permanecerá recolhido).
A investigação teve início há menos de um ano quando um perfil suspeito do facebook teria postado numa página não autorizada da Justiça Federal de Pernambuco, mensagens de ameaças e de intimidação à vida de duas Magistradas Federais, as quais prosseguiram através do e-mail da Comunicação Social do Tribunal Federal da 5ª Região.A partir da quebra do sigilo telemático da conta suspeita, foi possível identificar todos os endereços dos possíveis envolvidos que acessaram a conta no período da publicação da mensagem ofensiva que teria acontecido entre os dias 21 e 24/11/15, os quais, conforme a operadora telefônica, teriam sido acessados a partir do telefone que está nome de IZAK FRANCISCO DOS SANTOS.
Ficou comprovado que tais mensagens e comunicações eram feitas de dentro do sistema prisional Aníbal Bruno, onde a Polícia Federal conseguiu apreender numa incursão 04 (quatro) aparelhos celulares que estavam na cela do detento e cuja perícia técnica confirmou o envio do aparelho celular do detento que havia sido apreendido. Também detectou-se o grau de periculosidade e risco de vida que as Juízas estavam passando quando o preso fez uso da mesma conta de e-mail para solicitar informações sobre compra de armas revólver 357, questionando o preço da entrega em Recife.
Os crimes que estão sendo imputados aos suspeitos dependendo do seu grau de participação são: de ameaça, crimes contra honra e coação no curso do processo (Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitra), cuja penas podem chegar a mais de 04 (quatro) anos de reclusão.Amagistrada estava sendo alvo de ameaça de morte por parte do suspeito em virtude dele ter sido condenada por ela em duas situações e para se vingar resolveu agir de forma intimidatórias e violenta.
HISTÓRICO DE IZAK FRANCISCO:
A Polícia Federal de Pernambuco deflagrou a Operação “Fake-Work”, no dia 30.09.2013 para desarticular uma organização criminosa que desviava recursos federais para pagamento do seguro-desemprego e do Bolsa Família. Os criminosos utilizavam uma falha no sistema de informação do Ministério do Trabalho e Emprego para liberar de forma fraudulenta os benefícios. A quadrilha usava registros de números aleatórios de processos trabalhistas inexistentes, com criação de falsos vínculos empregatícios. O bando atuava desde janeiro de 2012 no Sistema Nacional de Empregos (SINE) em Olinda (PE) e foi responsável pela liberação de pelo menos 1.463 benefícios fraudulentos, totalizando aproximadamente um prejuízo aos cofres públicos de R$ 7 milhões de reais. IZAK foi condenado a 25 anos e 4 meses de reclusão por sentença dada pela Justiça Federal, por desviar os montantes em dinheiro obtidos pela fraude repassando os valores para contas cadastradas em nome de sua esposa e sogra, as quais também foram presas na deflagração da Operação Fake-Work.Após ter sido posto em liberdade por decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, foi preso novamente, em flagrante, no dia 04/02/2014, portando vários cartões de bancários de seguro desemprego, efetivando o saque de benefício em nome de terceiros, cuja condenação em JAN/2015, resultou numa pena de 05 anos e 04 meses de reclusão, onde permanece cumprindo pela até hoje no Presídio Aníbal Bruno.
Via Portal Nayn Neto








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