08/02/2026 23:58

PM é preso no Recife em operação da PF contra lavagem de dinheiro

Compartilhe:

Ação envolvia três organizações criminosas que agiam em 13 estados.
Grupo fraudava com jogo do bicho, caça níqueis e títulos de capitalização.


Resultado da operação foi anunciado durante coletiva de imprensa (Foto: Anna Tiago/G1)
Três organizações criminosas foram desarticuladas pela Operação Trevo, da Polícia Federal, acusadas de agir em 13 estados em um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro por meio de jogos do bicho, montagem de máquinas caça-níqueis e comercialização irregular de títulos de capitalização. No Recife, um policial militar foi preso, acusado de envolvimento com essa quadrilha e com outros grupos que atuavam na área de exploração de jogos de azar. O balanço da operação, deflagrada no início da manhã desta quarta-feira (12) foi anunciado ainda durante a manhã.
Estima-se que as três organizações tenham movimentado mais de R$ 1 bilhão em todo o País. A operação pretende cumprir 36 mandados de prisão preventiva – sendo 24 em Pernambuco – e 32 mandados de busca e apreensão. Devem ser cumpridos ainda 57 mandados de busca e apreensão e 47 mandados de sequestro de bens, entre eles veículos de luxo.
Na manhã desta quarta, uma busca foi realizada em apartamentos no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Foram apreendidos carros de luxo, computadores e dinheiro em espécie. Todo o material foi levado para a sede da Polícia Federal, no Bairro do Recife.
De acordo com a polícia, a empresa Pernambuco dá Sorte é suspeita de comandar o esquema mais complexo, que se estendia por mais oito estados. O esquema funcionava de modo que o dinheiro arrecadado com a compra dos títulos de capitalização deveria ser destinado a instituições filantrópicas, mas grande parte ia para uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) em Belo Horizonte, que servia de fachada para o dinheiro retornar à empresa.

“Na contabilidade, aparecia que 50% da arrecadação com a venda de títulos era destinada para a instituição, mas apenas 1,67% do valor era, de fato, enviado. Com isso, eles faziam uma manobra financeira”, explica o superintendente da Polícia Federal de Pernambuco, Marcelo Diniz. Funcionários ligados ao grupo Dá Sorte atuavam na instituição beneficente para desviar o valor. Estima-se que mais de R$ 400 milhões teriam sido desviados do instituto nos últimos quatro anos. A justiça determinou a suspensão da comercialização de qualquer título de capitalização na modalidade popular envolvido na investigação.
Fonte:G1PE

Compartilhe:

Fale conosco