O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, um movimento social, formado por instituições com o objetivo de apoiar e empreender esforços de restauração florestal no Brasil, agora, tem o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), à frente da sua coordenação.
É a primeira vez que uma instituição do Nordeste assume o comando desse movimento, lançando em 2009, que possui como meta, restaurar 15 milhões de hectares de Mata Atlântica, até 2050. Para alcançar este objetivo, o Pacto atua com o objetivo de articular instituições públicas e privadas e proprietários de terras para integrarem seus esforços e recursos pela restauração e conservação da biodiversidade.
Essa representação será exercida pelo Diretor-presidente do Cepan, Severino Rodrigo Ribeiro. A vice coordenação Geral do Pacto foi assumida por Aurélio Padovezi, do WRI Brasil. Para Severino Rodrigo assumir essa coordenação é uma oportunidade histórica. “O Pacto é, possivelmente, o maior movimento de recuperação de áreas degradadas do mundo, em termos institucionais e de governança. Certamente traremos para o estado os holofotes das suas ações, sinalizando a possibilidade de construção de novas Unidades Centralizadas, aplicação de diversos protocolos de monitoramento, cadastro de áreas em processo de restauração, atração de investidores para essa região, em termos de mercado florestal, mobilização de diversos demandadores de restauração”, pontua.
A Companhia Vale do Rio do Doce e a Fibria estão entre as empresas que compõem o Pacto pela Restauração da Mata-Atlântica dando uma ideia da grande dimensão econômica desse movimento, que por meio das suas ações deve impactar positivamente na geração de emprego e renda, na provisão do mercado florestal, na agenda internacional do Brasil de redução de emissões gases.
Com foco no Corredor da Biodiversidade do Nordeste, que se refere a porção de Mata Atlântica ao Norte do Rio São Francisco, nos estado Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, ter a coordenação do Pacto mais próxima, também é estratégico, segundo Severino Rodrigo. “O Pacto elaborou o Mapa de áreas Potenciais para Restauração, que identificou uma área de quase 400 mil hectares que não entra em conflito com a agricultura, o que significa de dizer que restaurá-la implica na vantagem de utilizar todo o potencial da cadeia produtiva de restauração. Esse é um grande projeto, que pode ser empreendido na região, em parceria como Pacto, que, agora, está mais próximo de nós”, observa.
A nova composição do Conselho de Coordenação do Pacto, que foi composta, durante reunião realizada em Itu, no estado de São Paulo, no início do mês de abril, deverá cumprir um mandato de dois anos. Severino Rodrigo Ribeiro é Pós – doutor em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco. É certificado pela Universidade da Califórnia, Berkeley em Manejo Sustentável de Ecossistemas pelo Programa de Lideranças Ambientais. Possui experiência na área de ecologia de comunidades vegetais, biologia da conservação e desenvolvimento de capacidades.
Ascom































