Perímetros Irrigados que deveriam contar com assistência técnica da Codevasf pedem socorro
24 de outubro de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
A história da Codevasf está associada à importância do Rio São Francisco no âmbito do crescimento social e econômico brasileiro. Os constituintes de 1946, reconhecendo a importância do Rio para o desenvolvimento integrado, inseriram no Ato das Disposições Transitórias o artigo 29, que determinou a execução de um plano de aproveitamento das possibilidades econômicas da bacia hidrográfica, num prazo de 20 anos destinando-se quantia anual não inferior a 1% da renda tributária da União.
Em decorrência, nasceu a Comissão do Vale do São Francisco (CVSF), criada pela Lei nº 541 de 15 de dezembro de 1948, que atuou durante os 20 anos estabelecidos pela Constituição. Para sucedê-la, foi criada, em 28 de fevereiro de 1967, pelo Decreto-Lei nº 292, a Superintendência do Vale do São Francisco (Suvale), autarquia vinculada ao então Ministério do Interior.
Em 16 de julho de 1974, para suceder a Suvale, foi instituída pela Lei nº 6.088 a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que tem como objetivo promover o desenvolvimento da região utilizando os recursos hídricos com ênfase na irrigação.
No entanto, essa realidade está longe de acontecer. A Codevasf nada mais é que um mero instrumento eleitoreiro nas mãos de políticos, por onde passa uma obra da Codevasf passa o político que a comanda ou seu apoiador pedindo voto. Ao longo de todo esse tempo desde a sua criação o município de Cabrobó só veio conhecer uma obra da Codevasf entre os anos de 1994 e 1998, anos coincidentemente de eleições e que o ex deputado Osvaldo Coelho comandava a estatal e foi votado em Cabrobó. Se bem da verdade que foram feitas grandes obras, como os açudes do Muricí, Juá e Algodões, tambem o inicio da construção dos drenos das terras da Ilha de Assunção.
A realidade nua e crua para os sertanejos do Vale do São Francisco, é que os Projetos de Irrigação que integram o sistema Itaparica estão completamente abandonados. As famílias já não sabem mais a quem recorrer, no Projeto Fulgencio município de Santa Maria da Boa Vista, a noticia que se tem dá conta da interrupção do abastecimento por conta de bombas com defeito. No Projeto Pedra Branca, município de Curaçá Estado da Bahia, os agricultores tambem reclamam do descaso da Codevasf. O mesmo acontece no Projeto de Irrigação Brígida no município de Orocó. Ou seja, é preciso tirar do papel as reais finalidades da Codevasf.
Via Didi Galvão








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