| Foto:Reprodução |
As Cachoeiras de Paulo Afonso, visitada pelo Imperador D. Pedro II que se deslocou da corte, no Rio de Janeiro para isso, cantada em prosa e verso, por Castro Alves, Luiz Gonzaga e centenas de outros poetas, já despencaram mais de 15 mil metros cúbicos de água por segundo, o que só se repete nas grandes cheias, em proporção bem menor e hoje é apenas um filete de água.
“Entendo muito bem a necessidade de energia elétrica, de irrigação, tenho muitas dúvidas sobre a transposição e não vejo falar em grandes projetos para a revitalização do rio São Francisco”.
Os moradores do baixo São Francisco sabem que o mar está invadindo o rio por muitos quilômetros. Eles dizem que “o rio tá fraco. O mar tá engolindo o rio”. A vazão em Paulo Afonso é tão pequena que das cinco usinas hidrelétricas, só uma está funcionando… E isso vem trazendo também grandes problemas financeiros para o município…
Todos os pequenos lagos de Paulo Afonso, que eram grande atrativo para os turistas, cartões postais da cidade, estão degradados há anos e poderiam (podem) ser revitalizados com a receita dos royalties que existe para saneamento básico e coisas assim… Ou por dinheiro disponibilizado por emendas dos políticos… mas, quando?
Os anos estão passando… e o rio, infelizmente, está morrendo, apesar da grande beleza dos 65 quilômetros do cânion de Paulo Afonso a Xingó.
“E muita gente de Paulo Afonso, do Nordeste, do Brasil, que deveria estar preocupada com isso, não está nem aí…
Por Antonio Silva Galdino.































