Petrolândia Notícias – Passagem de Lula por Pernambuco vira show de horrores. Amadorismo sem limites

Passagem de Lula por Pernambuco vira show de horrores. Amadorismo sem limites

22 de julho de 2022 Postado em: Política Nenhum comentário


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Quando se imaginava que o ato fechado com o ex-presidente Lula (PT) no Recife seria algo tranquilo, a realidade mostrou-se de fato. Sem o governador Paulo Câmara e o prefeito João Campos, ambos vaiados no dia anterior em Garanhuns, o evento no Classic Hall explicitou o amadorismo e a falta de comando das campanhas de PT e PSB no Estado. Liderando com folga as pesquisas à Presidência, Lula nem precisa passar mais aqui. E a julgar pelo constrangimento, não passará mesmo.

O estopim para o mal estar completo foi a fala do presidente estadual do PT, deputado Doriel Barros. “Estamos reunindo todos que fazem a luta do povo, a luta do campo, a luta da cidade, para que a gente possa dar uma grande vitória a Lula, a Danilo e a Marília”, declarou Doriel, trocando o nome da pré-candidata ao Senado, Teresa Leitão, pelo da adversária Marília Arraes.

A própria Teresa já havia citado Marília no palanque em Garanhuns, no dia seguinte. Novo ato falho, portanto, só comparado ao atabalhoado almoço na casa de Danilo Cabral. A comitiva socialista foi recebida com ovadas por parte de alguns vizinhos, irritados com os transtornos causados pela Polícia Federal, que desde cedo estava na rua tentando organizar e impedindo a circulação.

Quase oito anos após sua morte, Eduardo Campos ainda traz saudades à cúpula do PSB. Ele tinha as rédeas de todos os processos. Mesmo as vitórias que o partido teve depois não apagaram a lembrança, e muitos erros já tinham ocorrido. Desta proporção, e com Danilo em quinto nas pesquisas, o processo tende a ficar ainda mais complicado.

O PT, por sua vez, nitidamente está sem comando. As principais lideranças, como o senador Humberto Costa, perderam o controle da militância. Muitos tiveram que engolir e ainda não digeriram a nova aliança casual com o PSB, dois anos após o socialista João Campos dizer que o PT não tinha autoridade para falar em corrupção, pois tinha várias lideranças presas. A hora mais parece ser de vingança, e os atos falhos de Doriel e Teresa carregam mais simbolismo do que aparentemente uma fala no calor da emoção. Há muito por vir, talvez só Lula que não venha mais aqui.

Por Ricardo Antunes/Via PE Notícias

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