Petrolândia Notícias – Oposição a Bolsonaro vê crise no governo como chamariz de atos antecipados para este sábado

Oposição a Bolsonaro vê crise no governo como chamariz de atos antecipados para este sábado

3 de julho de 2021 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Pelo terceiro mês consecutivo, setores de oposição a Jair Bolsonaro vão às ruas neste sábado (03) em manifestações contra o presidente, aproveitando o momento de maior fragilidade do governo, diante do escândalo da compra de vacinas e da pressão por impeachment.

O ato foi preparado às pressas, depois que as organizações que puxam a iniciativa se reuniram no sábado passado (26) e decidiram antecipar a mobilização. Até então, o ato seguinte seria em 24 de julho, mais de um mês depois do protesto de 19 de junho. O protesto do dia 24, no entanto, está mantido.

As manifestações, no Brasil e no exterior, são convocadas por movimentos sociais e partidos de esquerda, que têm buscado ampliar a adesão de alas da direita e do centro contrárias a Bolsonaro. Embora não seja a posição majoritária, parte dos líderes resiste à entrada de novas cores ideológicas.

Até a noite desta sexta-feira (02), o balanço da Campanha Nacional Fora Bolsonaro —fórum que agrupa as entidades à frente dos atos — registrava a previsão de 361 atos em 315 cidades no Brasil, incluindo todas as capitais, e 34 cidades no exterior.

Em 19 de junho, foram 426 atos no total, em 407 cidades no Brasil e 19 cidades no exterior.

Os organizadores atribuem a diminuição no número de atividades ao prazo curto que tiveram para preparar a nova rodada. De maio para junho, a quantidade de atos tinha quase dobrado. A expectativa é que, ao menos nas maiores capitais, o volume de participantes, na casa dos milhares, seja mantido.

Embora o rol dos convocadores tenha ganhado novas adesões, os responsáveis avaliam que um eventual aumento no número de manifestantes se dará mais em virtude das denúncias envolvendo a compra de imunizantes em curso na CPI da Covid no Senado e do crescente apoio ao afastamento de Bolsonaro.

Na quarta-feira (30), um superpedido de impeachment foi protocolado na Câmara dos Deputados, por iniciativa de PT, PDT, PSB, PC do B e PSOL, além de ex-bolsonaristas como os deputados Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joice Hasselmann (sem partido-SP) e de outros movimentos da sociedade civil.

A bandeira “fora, Bolsonaro” se mantém como a principal das manifestações, ao lado dos pleitos por mais vacinas e por auxílio emergencial de R$ 600. As suspeitas de corrupção que vieram à tona nos últimos dias vão engrossar a lista de pautas e têm potencial para atrair pessoas que ainda não se engajaram.

Partidos como o PT do ex-presidente Lula —hoje o maior adversário de Bolsonaro para as eleições de 2022—, o PSOL e o PC do B estão envolvidas na organização desde maio, em conjunto com frentes como a Povo sem Medo, a Brasil Popular e a Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades.

No lado dos mobilizadores, uma das principais novidades foi a entrada do diretório municipal de São Paulo do PSDB, anunciada ao longo da semana por seu presidente, Fernando Alfredo. O diretório nacional do partido, no entanto, manteve a decisão de não participar ativamente da convocação.

A situação se repete em outras legendas, que também têm movimentos internos e instâncias locais envolvidas na mobilização, mas no plano nacional adotaram posição de neutralidade, alertando para os riscos de aglomerações em meio à pandemia e deixando a adesão a critério dos filiados.

Setores ou dirigentes de siglas como PSL, PV e Avante decidiram endossar os atos, uma novidade em relação a junho. Já estavam nessa situação: PDT, PSB e Rede Sustentabilidade. O Cidadania é o único partido mais ao centro que decidiu, em ato do presidente nacional, Roberto Freire, apoiar os protestos.

Via PE Notícias 

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