Petrolândia Notícias – Ofensiva religiosa de Bolsonaro faz Lula reagir, mas QG petista quer foco em economia

Ofensiva religiosa de Bolsonaro faz Lula reagir, mas QG petista quer foco em economia

22 de agosto de 2022 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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O QG de campanha de Lula vê com preocupação a reação do petista à ofensiva religiosa de Jair Bolsonaro (PL) para desgastar o adversário junto ao eleitorado evangélico.

Segundo o Datafolha, a intenção de voto em Bolsonaro no primeiro turno subiu de 43% em julho para 49% na pesquisa feita entre 16 e 18 de agosto. Lula variou de 33% para 32% (a margem de erro no segmento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos).

O avanço ocorre em meio a acenos explícitos de Bolsonaro– como a participação ativa da primeira-dama, Michelle, que é evangélica – e dos ataques de pastores e religiosos bolsonaristas ao candidato petista.

A equipe de campanha do petista vem adotando estratégias para contrapor esse avanço e, no fim de semana, Lula voltou a falar de religião, tema que tem sido dominante em seus atos de campanha.

Num comício em São Paulo, no último sábado (20), o presidente disse que “igreja não é palanque político”. Neste domingo (21), voltou ao tema num vídeo postado em sua conta oficial no Twitter, no qual defendeu o tratamento dado pelo governo dele aos evangélicos.

Esse protagonismo do ex-presidente na reação, entretanto, preocupa a equipe de campanha. Parte dos auxiliares é contra, pois avalia que Lula pode estar sendo levado a jogar no campo do adversário, abandonando a pauta da economia – que é justamente o que Bolsonaro quer, segundo esses assessores.

Além disso, assessores do petista avaliam que ao falar em público, de improviso – como é de seu feitio e que foi uma estratégia vencedora em eleições passadas –, Lula fica vulnerável à divulgação, em redes sociais, de trechos de discursos do ex-presidente com interpretações diferentes das pretendidas por ele.

O QG do petista espera que as manifestações dele sobre religião durante o fim de semana sejam as últimas, e que o ex-presidente volte a falar de economia. Se houver interesse em falar aos evangélicos, isso não pode ser feito de improviso e deve focar em pontos que, na visão dos assessores petistas, podem desgastar Bolsonaro com esse eleitorado, como a ampliação do acesso às armas.

Até aqui, o plano é que o primeiro programa de TV do petista que vai ao ar no sábado (27) passe longe disso e foque em mostrar a escolha entre Lula e Bolsonaro como a escolha entre a democracia e a barbárie. A equipe de campanha quer apresentar um eventual novo governo do ex-presidente como um projeto de transição de apenas 4 anos, sem reeleição.

Via PE Notícias

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