Petrolândia Notícias – Nomes da 3ª via só têm chances se confessarem ter votado em Bolsonaro, diz cientista

Nomes da 3ª via só têm chances se confessarem ter votado em Bolsonaro, diz cientista

13 de março de 2022 Postado em: Destaques Nenhum comentário


Compartilhe essa notícia whatsapp icone telegramicone linkedin

Foto: Marcos Corrêa/PR arquivo

Para terem chance de vencer os candidatos Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva na corrida eleitoral 2022, os pré-candidatos que tentam pela chamada terceira via, como Moro e Eduardo Leite, teriam que declarar que votaram no atual presidente da República, e buscar os votos dos 55% de eleitores que elegeram Bolsonaro no segundo turno, porque não queriam Lula. A afirmação é do cientista político pernambucano Antônio Lavareda, ao fechar os debates de três dias do Essent Jus Experience, cuja aposta é a de que essas eleições majoritárias “serão normais”, polarizadas entre Lula e Bolsonaro.

“O eleitor já sabe que Moro ou Leite são anti-Lula. Eles só precisariam se posicionar, confessando que votaram em Bolsonaro. Há espaço, mas batem cabeça”, disse o cientista político, ao avaliar as possibilidades que estão na mesa, para a eleição de outubro. Com 40 anos dedicados a estudar campanhas políticas, 27 dos quais chegou a atuar diretamente em campanhas, Lavareda avaliou como equivocada a posição dos candidatos que tentam buscar um nicho do eleitorado que não quer nem Lula nem Bolsonaro. “Essa posição de nem Lula nem Bolsonaro é um desperdício, é um não exercício estratégico”, afirmou.

Segundo ele, pelos resultados atuais das pesquisas eleitorais, Bolsonaro teria poucas chances de reeleição, por causa da percepção de mais de 60% dos brasileiros de que os rumos da economia estão errados. Lembrou que somente um impacto na área econômica – como o lançamento do Plano Real por Fernando Henrique Cardoso em julho de 1994 – poderia catapultar o governo Bolsonaro ao primeiro lugar nas pesquisas. “Não há registro de nenhum candidato que tenha ganhado a eleição tendo menos de 45% de aprovação”, frisou.

Polarização

O cientista político ainda relembrou o histórico das disputas presidenciais e apontou que a eleição mais polarizada do país foi a de 2006, quando o então presidente Lula, do PT, disputou a reeleição contra o tucano Geraldo Alckmin. “Lula e Geraldo, que hoje indicam formar uma chapa, tiveram mais de 90% dos votos, ou seja, não tinha mais ninguém, só dois candidatos com mais de 10% dos votos”, pontuou.

Via PE Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.