Messi se despede das Copas com oito gols e como um dos maiores da história
19 de julho de 2026 Postado em: Argentina Copa do Mundo 2026 Destaques Esporte Futebol Nenhum comentário
Lionel Messi se despede dos Mundiais como segundo maior artilheiro da história da competição, com 21 gols, atrás do francês Mbappé – Foto: Roberto Schmidt / AFP
Craque argentino dá adeus aos Mundiais na vice-liderança da artilharia histórica do torneio e consolidado entre os melhores jogadores de todos os tempos do futebol
Lionel Messi escreveu neste domingo, 19, o último capítulo de sua trajetória em Copas do Mundo. A Argentina foi superada na decisão pela Espanha, na prorrogação, por 1 a 0, encerrando a participação do camisa 10, que se despede dos Mundiais como segundo maior artilheiro da história da competição, com 21 gols, atrás do francês Mbappé, com 22, e consolidado entre os maiores jogadores de todos os tempos.
Depois de conquistar o título da Copa do Mundo de 2022, no Catar, muitos imaginavam que Messi teria uma participação mais discreta na edição deste ano. O roteiro, porém, foi bem diferente, levando a esquadra argentina até a final. Logo na estreia, o camisa 10 marcou os três gols da vitória por 3 a 0 sobre a Argélia e mostrou que ainda seria protagonista.
Na rodada seguinte, desperdiçou um pênalti, mas voltou a decidir ao marcar duas vezes na vitória sobre a Áustria. Com os gols, ultrapassou Miroslav Klose e assumiu, de forma isolada, a artilharia histórica das Copas do Mundo. Diante da Jordânia, começou no banco de reservas, entrou no segundo tempo e balançou as redes em cobrança de falta.
Dias após completar 39 anos, Messi voltou a ser decisivo no mata-mata. Na vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde, permaneceu em campo durante os 120 minutos, além dos acréscimos, e marcou o primeiro gol da Argentina. Nas quartas de final, comandou a reação diante do Egito ao marcar um gol e dar uma assistência na vitória por 3 a 2. Contra a Suíça, com triunfo apenas na prorrogação, deu uma assistência no triunfo por 3 a 1. Daria os passes decisivos, ainda, na virada sobre a Inglaterra, por 2 a 1, na semifinal.
O sucesso de Messi em Mundiais demorou a se consolidar. A conquista do título em 2022 encerrou qualquer debate sobre sua trajetória pela seleção argentina e lhe rendeu o único grande troféu que ainda faltava na carreira. Na campanha do Catar, apresentou uma versão mais intensa e combativa, bem diferente da postura introspectiva que durante anos foi alvo de críticas na própria Argentina. Ele ainda foi eleito o melhor jogador do torneio, marcou dois gols na final contra a França e converteu sua cobrança na disputa por pênaltis vencida pelos argentinos após um eletrizante empate por 3 a 3.
O desfecho poderia ter sido diferente oito anos antes. Em 2014, no Brasil, Messi também foi eleito o melhor jogador da Copa e conduziu a Argentina à decisão, com atuações decisivas, como os gols contra Nigéria e Irã. Na final diante da Alemanha, criou boas oportunidades para os companheiros, que desperdiçaram as chances, e ainda teve uma oportunidade clara para marcar, mas finalizou para fora. O título acabou ficando com os alemães no Maracanã.
Outras duas Copas também marcaram sua trajetória. Em 2018, na Rússia, teve atuação abaixo do esperado na campanha encerrada com a derrota por 4 a 3 para a França, nas oitavas de final, embora seu gol contra a Nigéria tenha sido um dos mais bonitos daquela edição. Já em 2010, na África do Sul, chegou como principal estrela da equipe, mas não marcou nenhum gol e viu a Argentina ser goleada por 4 a 0 pela Alemanha nas quartas de final.
A primeira participação de Messi em Copas aconteceu em 2006, quando tinha apenas 19 anos. Na ocasião, marcou seu primeiro gol em Mundiais na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro. Na eliminação para a Alemanha, porém, sequer saiu do banco de reservas, encerrando de forma precoce sua estreia no maior torneio do futebol.
Por FolhaPE








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