Médicos do INSS de Petrolândia e de todo Brasil estão em greve e não tem previsão para retorno
20 de novembro de 2015 Postado em: Destaques Nenhum comentário
| (Foto: Blog do Robson Cordeiro) |
Os médicos peritos do INSS de Petrolândia e em todo Brasil, estão em greve desde junho deste ano, e quem sofre com a greve é a população que necessita realizar os exames de pericias. Na tarde desta quinta-feira (19), nossa redação recebeu reclamações de leitores, do município sertanejo e de vários outros da região, que os médicos peritos do Instituto estão em greve e sem previsão para o retorno das atividades.
De acordo com o leitor que estava revoltado com a situação, o mesmo teve que passar por um constrangimento, ou viajar de Inajá para Petrolândia no sertão de Pernambuco. Com o agendamento do exame marcado para a última quinta, ao chegar no local foram informados que não poderia ser realizado a perícia por falta de médico. Sem escolhas, o paciente teve que voltar para casa sem a realização do exame. Pessoas de cidades mais distantes como Águas Belas e Tupanatinga, passaram pelo mesmo constrangimento.
O Ministério Público Federal (MPF), ajuizou ação civil pública nesta sexta-feira (20), contra o órgão e a União devido à greve dos médicos peritos que já dura 77 dias. A decisão visa amenizar o sofrimento de milhares de segurados que dependem do exame para receber benefícios. Por lei, a perícia é feita de 30 a 45 dias após a marcação.
Para atender à exigência, a decisão obriga o INSS a aumentar o número de servidores designados ao agendamento dos exames periciais; a suspender recesso e férias dos peritos e a realocá-los a agências com falta desses profissionais.
Se o prazo de atendimento de 15 dias não for cumprido, o instituto terá que contratar temporariamente médicos terceirizados. Além disso, o instituto terá que prorrogar todos os benefícios previdenciários que dependam de perícias. As determinações terão que ser cumpridas cinco dias após a notificação.
A perícia é exigida para a concessão de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, aposentadoria especial e reconhecimento de acidentes de trabalho. Sem o exame, o segurado fica sem salário e sem o benefício.
Devido à greve, já foram adiados 700 mil exames em setembro e outubro, segundo o INSS. Já a Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP) diz que a paralisação afeta mais de 1,2 milhão de pessoas.
Para quem quiser alguma informação tem que ligar para o telefone 135, e tirar suas dúvidas.
Fonte: Blog Robson Cordeiro








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