25/01/2026 02:27

Justiça Federal em Pernambuco manda soltar presidente da OAS e executivos

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A Justiça Federal de Pernambuco mandou soltar os executivos presos no dia 11 de dezembro, na Operação Vidas Secas – Sinha Vitória, da Polícia Federal, que investiga desvios de R$ 200 milhões em obras da transposição do Rio São Francisco. Na ocasião, foram presos o presidente da OAS, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, além dos executivos Alfredo Moreira Filho, da Barbosa Mello, e Mário de Queiroz Galvão e Raimundo Maurílio de Freitas, da Galvão Engenharia. Os quatro já prestaram depoimento à Polícia Federal.

A decisão foi do juiz Felipe Mota Pimentel de Oliveira, da 38ª Vara Federal de Pernambuco, em Serra Talhada, no Sertão do estado, no dia 14 de dezembro e divulgada nesta segunda-feira (21).  “Não vislumbro que os investigados importem prejuízo concreto para a continuidade das investigações do inquérito policial, de modo que o prolongamento do acautelamento dos mesmos, de maneira desnecessária, revelar-se-ia antijurídica”, apontou o juiz na decisão.

Em agosto, a Justiça Federal em Curitiba havia condenado executivos e ex-executivos da OAS, empreiteira investigada na Operação Lava Jato. A cúpula da empreiteira foi condenada por crimes cometidos em contratos e aditivos da OAS com a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e com a Refinaria de Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco.

As investigações que levaram às prisões do dia 11 tiveram início em 2010. Os empresários teriam usado empresas fantasmas para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas destinadas às obras, no trecho que vai de Custódia, no Sertão de Pernambuco, a Monteiro, na Paraíba. O consórcio cuidava dos lotes 11 e 12,  dos 14 lotes envolvidos na transposição do rio. Os contratos investigados até o momento são de R$ 680 milhões.

A operação está apurado o núcleo econômico do esquema, que são as empreiteiras e o financeiro de nível operacional. Porém, a PF ainda investigará os núcleos administrativo, operacional e político. O superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Marcello Diniz Cordeiro, também acredita que toda a obra da transposição foi superfaturada e que a conclusão da obra também pode ter demorado mais ficar pronta  para que os envolvidos no esquema continuassem a lucrar com as irregularidades.

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