07/02/2026 09:41

Jogador de Petrolândia passa sufoco na guerra do Sudão: ‘tomando água de torneira, barrenta’

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Ellan Dellon teve passaporte recolhido pelo clube Al Falah Atbara para renovação antes de a guerra começar. Ele é um dos três brasileiros que querem sair do país africano e ainda não conseguiram.

Um jogador pernambucano de futebol está sem conseguir sair do Sudão, país do continente africano que está em guerra desde 15 de abril. Ellan Dellon, de 21 anos, é natural de Petrolândia, no Sertão do estado, e joga como atacante no clube Al Falah Atbara

Por causa do conflito, ele tem enfrentado escassez de água e comida, além de problemas constantes de queda de energia e internet lenta. “A gente estava tomando água mineral, porém acabou. A gente está tomando água da torneira, barrenta”, declarou o jogador.

Ellan Dellon é um dos três brasileiros, todos jogadores de futebol, que querem sair do Sudão, mas ainda não conseguiram. Os outros são Wilian Gabriel, de Araci (BA) e Victor Hugo, de Santo André (SP). Eles estão na cidade de Atbara, a duas horas de distância da capital, Cartum, onde se concentram os ataques.

De acordo com o jogador, ele e os dois colegas de clube tiveram o passaporte recolhido para renovar o visto uma semana antes do conflito começar e o documento ainda não foi devolvido.

“Estamos esperando, com nosso passaporte preso, por isso que a gente não saiu ainda por conta própria. A gente está preso aqui, sem saber o que fazer nesse lugar. Praticamente sem água, sem comida. Está difícil” , disse o atacante à TV Globo.

Conhecido como Índio, Ellan já jogou nos times pernambucanos Sport e Central. Ele também atuou pelo Ibrachina-SP, CEO-AL e estava no SC Gofis, da Áustria, antes de ir para o clube sudanês.

O que diz o Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que:

vem atuando para assegurar a retirada dos brasileiros em segurança desde que os conflitos foram iniciados; ao todo, 27 brasileiros que estavam no Sudão demonstraram interesse em sair do país;

os três jogadores que ainda não conseguiram deixar o Sudão estão em regiões sem conflito direto e, portanto, “em situação de menor risco relativo”.

Veja o vídeo:

Via g1 Pernambuco.

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