“Investigações de sequestros em Pernambuco estão sob ameaça”, denuncia Adeppe
11 de maio de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
As mudanças implementadas pela chefia da Polícia Civil de Pernambuco, com as constantes trocas de delegados, continuam causando polêmica e insatisfação dos profissionais. Desta vez, a remoção acontece dentro do Grupo de Operações Especiais (GOE), especializado em investigações de sequestros e crimes de extorsão. Há oito anos como titular da especializada, o delegado Cláudio Castro (foto), foi comunicado, na última semana, que deixará o cargo.
A notícia surpreendeu não só o profissional como todos da sua equipe. Nenhuma justificativa sobre a remoção teria sido dada ao delegado, que ainda não sabe para onde será transferido. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe), Francisco Rodrigues, afirmou que a mudança irá trazer prejuízo à sociedade e às investigações dos crimes de sequestro e extorsão no Estado.
“É um erro tremendo tirar de uma delegacia especializada um delegado com vasta experiência. A gente não pode conceber que um médico especialista em coração faça ortopedia. Um delegado especialista em sequestros deveria permanecer no local que investiga esse tipo de crime”, disse.
Castro, que trabalha há mais de uma década no GOE, foi comunicado da remoção pelo chefe da Polícia Civil, Antônio Barros. “Desconhecemos as verdadeiras razões para isso. Não há um motivo técnico justificável para isso. O tema não está sendo tratado com responsabilidade pela Polícia Civil”, completou Francisco Rodrigues.
Não é de hoje que a Polícia Civil vem recebendo críticas quanto à falta de atenção dadas às delegacias especializadas. A do Meio Ambiente, responsável por investigar crimes de maus-tratos aos animais, está sem titular desde a remoção de Erivaldo Guerra. A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos vive outro dilema. Ainda não tem sede própria e os delegados escalados para assumir o cargo têm pouco conhecimento das leis relacionadas aos crimes na internet – o que, óbvio, dificulta as investigações.
Substituto
No lugar de Cláudio Castro, assume Guilherme Caracciolo, que até então trabalhava como delegado adjunto do GOE. Caracciolo é conhecido por desvendar um dos casos mais chocantes dos últimos anos: o assassinato do médico Artur Eugênio, há dois anos. Na época, o delegado era titular de homicídios em Jaboatão dos Guararapes.
Via PE Notícias








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