O prefeito João Campos (PSB) fez um balanço do ano de gestão em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco – Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco
Em entrevista exclusiva concedida à Folha de Pernambuco, o prefeito do Recife, João Campos (PSB) falou sobre os principais assuntos que envolveram sua gestão no Recife no ano de 2025, sua visão sobre a polarização que continua dividindo o país e sobre o futuro próximo da política de Pernambuco. Confira abaixo os principais pontos abordados pelo gestor:
Discordância
“Vejo que a forma e o conteúdo são equivocados. Tivemos a votação de um projeto que beneficia diretamente Fernandinho Beira-Mar, Marcola, chefes do Comando Vermelho, do PCC. Como é que se aprova isso na Câmara para beneficiar líder de facção? Não tenho como concordar com isso. Outro ponto, um ex-presidente é preso, o filho dele é lançado candidato a presidente e, de três horas da manhã na mesma semana, o projeto (de dosimetria das penas dos réus do 8 de Janeiro) é aprovado na Câmara de Deputados. Então, discordo do conteúdo e da forma. É um ambiente em que está se perdendo a liturgia, o respeito às pessoas, à divergência, ao contraditório. Uma boa divergência política é bom. Ruim é ter um ambiente de desrespeito generalizado, e a sensação que eu tenho é que isso está acontecendo de maneira muito intensa no parlamento, onde as questões não são mais debatidas, tudo vira briga. Isso é a antítese do que eu acredito por política.”
Apoio
“É muito bom você ter Lula presidente enquanto você governa uma cidade ou um estado. Ele é um cara generoso. Você não teve por parte da governadora, uma declaração de voto ou de apoio a ele, por exemplo, na eleição passada, contra (o ex-presidente Jair) Bolsonaro. E ele ajuda como ninguém o estado. E é bom que ele ajude, porque isso é bom para o povo.”
Dois Palanques
“Não estou pensando numa conveniência eleitoral, numa foto, num movimento desse tipo (com Lula). Eu respeito quem tem lado, quem tem posição. Na reeleição, muita gente que não vota em Lula votou em mim. E isso nunca foi uma preocupação para mim, porque tenho convicção de que as pessoas respeitam quem tem posição. Tive, tenho e terei posição, estarei ao lado do presidente Lula.”
Eleição
“Eleição é uma palavra que não está no meu vocabulário de agenda pública. Não está no meu discurso, eu não falo de eleição. Estou exercendo o mandato, trabalhando, 90% do meu tempo é aqui, trabalhando como prefeito.”
Por FolhaPE
































