Petrolândia Notícias – Festival Jegada, no interior da Bahia, teme fim da festa com abate de jumentos

Festival Jegada, no interior da Bahia, teme fim da festa com abate de jumentos

15 de agosto de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Realizada há 21 anos em Miguel Calmon, a 380 km de Salvador, no centro norte da Bahia, a Jegada, evento em que os participantes desfilam em jumentos, está ameaçada de extinção. Uma das mais tradicionais do Nordeste, que tem o jumento como estrela, a Jegada acontece junto com uma cavalgada, animada por forrozeiros. Há distribuição de cerveja para quem compra uma camiseta.

No Nordeste, o maior evento do tipo é a “Jecana Oficial do Brasil”, realizada há 45 anos em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e que este ano deu R$ 30.000 em premiações em competições diversas — como corridas, desfiles e “jegue fashion”. O evento é uma gincana com jegues, outra forma local usada para designar os jumentos.

Na Bahia, organizadores e participantes do festival temem que a festa perca sua principal atração depois da decisão de abate de jumentos tomada pelo governo do Estado, como medida extrema para reduzir a quantidade destes animais abandonados que ficam soltos nas estradas e provocam acidentes.

Em um frigorífico de Miguel Calmon, 300 animais chegaram a ser abatidos, e a meta é de chegar a 2.000. O Ministério Público Estadual, porém, é contra a medida, e, depois de recomendação da Promotoria, o frigorífico suspendeu os abates.

‘ANIMAL SAGRADO’

Organizador da Jegada e participante desde criança, o comerciante André Souza Santos, 43, rebate os argumentos usados pelo Estado para justificar o abate e diz que “é raridade os acidentes com jumentos nas estradas”.

O animal, diz, ainda é muito útil para os trabalhadores rurais na região de Miguel Calmon, onde se estima ter 5.000 jegues. “Eles estão usando tudo para justificar e matar os bichinhos”, diz ele, para quem acidentes acontecem mais com o bovinos do que com jumentos.

Via PE Notícias
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