12/02/2026 00:40

Em Petrolândia: Tempos Difíceis

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TODO DINHEIRO VOLTADO PARA EDUCAÇÃO É INVESTIMENTO? NEM SEMPRE…

É muito comum ouvirmos nos discursos políticos que todo dinheiro voltado para a educação não é gasto, mas investimento. A sentença parece moralmente feliz, mas na prática não é sempre assim.  A foto acima, panorâmica, mostra o fim que levou parte da mobília escolar de nosso município. A foto foi tirada em visita ao aterro sanitário. Podemos perceber muitas em condição de uso, mas estando amontoadas não é possível calcular o prejuízo.
O Blog perguntou qual seria o destino delas: doação ou reciclagem? Disseram que, por ser patrimônio público, não poderia ter nenhum dos dois fins. E qual caberia? Não sabem.
Algumas já foram doadas para o recém-instalado centro de referência do Instituo Federal, deixa, então, outra pergunta: estando em condições de uso pelo instituto federal por que não às próprias escolas municipais?
Na última sessão aberta da câmara de vereadores, ocorrida na última quarta-feira (3), o presidente, Fabiano Marques, relembrou na tribuna duas compras de mobília escolar com dispensa de licitação: a primeira em 2009, com valor aproximado de R$350.000, outra em 2013, essa última no valor de R$728.000,00.
O prefeito alegou padronização e exclusividade (?) para a compra sem licitação, diz o presidente. Perguntamos como os vereadores, fiscais das atitudes do executivo, permitiram os gastos sem licitação. O presidente Fabiano Marques respondeu que não precisa de autorização da câmara para fazer as compras com dispensa de licitação. Afirmou ainda que o vereador Rogério Novaes contestou junto à promotoria acerca da legalidade da compra.
Lembramos que recentemente foi anunciado obras de reforma e construção para três escolas no valor de R$3milhões de reais. Como comparação podemos citar que uma grande reforma e ampliação da Escola de Referência Maria Cavalcanti Nunes, que contemplou ajustes para acessibilidade, construção de laboratórios e primeiro andar, custou aos cofres públicos pouco mais que R$1 milhão de reais. É importante sociedade civil e vereadores ficarem fiscais dessas próximas obras municipais que estão por vir, pois os valores citados são muito altos.
Em tempos de campanhas de conscientização e preservação do meio ambiente, não soa estranho tanto desperdício do dinheiro público e de bens que deveriam ser duráveis? 
Para que o uso do dinheiro em educação se torne investimento, de fato, ele precisa converter a escola em agente social do meio de forma sustentável. Educação voltada para pesquisa e intervenção, além de compromisso dos gestores escolares em harmonia com professores, alunos e famílias, na conservação do patrimônio, assim como o reuso dos mesmos.

Por Daniel Filho/Blog Gota D’ Água

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