Em forte mobilização dos Evangélicos, projeto aprova templos religiosos como “atividade essencial”
14 de dezembro de 2021 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Em forte mobilização dos Evangélicos, projeto aprova templos religiosos como “atividade essencial”. Foto: Divulgação
A Câmara dos deputados aprovou a condição de atividade essencial para igrejas, templos de qualquer culto e as comunidades missionárias, após uma forte mobilização da bancada evangélica e de bolsonaristas. O status de “essencial” inviabiliza, por exemplo, que esses locais sejam fechados por orientação de políticas públicas, como a pandemia.
No mês de abril, o STF decidiu, por 9 a 2, que estados e municípios poderiam determinar que igrejas não funcionassem durante a epidemia da Covid-19. O projeto foi aprovado por quase unanimidade na Comissão de Seguridade Social da Câmara e contou com o apoio do PT.
O deputado e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP) orientou a favor do texto, ainda que tenha relevado que a atividade nos templos precisará respeitas as regras sanitárias.
O líder da bancada evangélica na Câmara, deputado Cezinha Madureira (PSD-SP), esteve à frente do lobby pela aprovação do projeto, que tem quatro parlamentares também religiosos como autores. Ele comemorou a aprovação na comissão.
“Se trata de um direito inviolável, o direito de culto. A tal política do fica em casa, tão bem atacada pelo presidente Bolsonaro, foi péssima. Igreja, agora, é essencial. O que fez o governador Doria (que vetou os cultos durante a pandemia) foi um crime. É um ditador. Agradeço ao deputados de direita, de centro e de esquerda que votaram conosco” – comemorou Cezinha de Madureira.
Apenas uma parlamentar, Vivi Reis (PSOL-PA), votou contra.
“Não concordo com esse projeto. É um risco à saúde a abertura de templos e igrejas. É possível viver a espiritualidade, a sua fé, de forma distinta, como se reunir em casa, com pequenos grupos, tem a internet que permite interação também” – disse Reis.
Via Portal de Prefeitura








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