Depois de meses de pressão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu colocar o PL da Dosimetria em votação nesta terça-feira. O projeto, relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pode levar a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro a cair quase pela metade e, na prática, livrá-lo da prisão.
Até o início da noite, no entanto, a proposta não tinha ido a Plenário após um tumulto causado pelo deputado Glauber Braga (PSol-RJ), que ocupou a Mesa Diretora após Motta incluir seu pedido de cassação na pauta de quarta-feira (10).
Hugo Motta reagiu ao espetáculo grotesco visto no plenário da Casa, quando policiais arrancaram o deputado Glauber Braga da Mesa Diretora do plenário usando a força.
Braga decidiu interditar os debates no plenário como forma de protestar contra a possibilidade de cassação de seu mandato. Repetiu o expediente da direita bolsonarista, que fez o mesmo meses atrás contra a prisão de Jair Bolsonaro.
Como Braga estava sozinho, ele foi retirado por policiais num episódio lamentável para a imagem do Parlamento. Em defesa da ação policial contra o parlamentar, Motta condenou o extremismo e a tentativa do deputado de impedir o trabalho da Casa.
“Quando o deputado Glauber Braga ocupa a cadeira da Presidência da Câmara para impedir o andamento dos trabalhos, ele não desrespeita o presidente em exercício. Ele desrespeita a própria Câmara dos Deputados e o Poder Legislativo”, diz Motta.
O chefe da Câmara disse ainda que não foi a primeira vez que o parlamentar de esquerda recorre a medidas desse tipo para fazer valer sua vontade.
“Inclusive de forma reincidente, pois já havia ocupado uma comissão em greve de fome por mais de uma semana. O agrupamento que se diz defensor da democracia, mas agride o funcionamento das instituições, vive da mesma lógica dos extremistas que tanto critica. O extremismo não tem lado porque, para o extremista, só existe um lado: o dele”, disse Motta.
E segue o presidente da Câmara: “Temos que proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político. Extremismos testam a democracia todos os dias. E todos os dias a democracia precisa ser defendida. Determinei também a apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa”.
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