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CPI das Faculdades Irregulares anuncia reunião em Brasília

19 de dezembro de 2015 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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A CPI das Faculdades
Irregulares irá promover
reunião no
Ministério da Educação
(MEC), em Brasília, na próxima terça (22). O anúncio
foi feito, ontem, durante encontro
realizado pela Comissão,
na Faculdade de
Filosofia de Caruaru (Fafica),
no Agreste. 

O colegiado vai à
capital federal discutir ações
relacionadas aos cursos oferecidos
ilegalmente em Pernambuco,
bem como a situação
dos alunos das instituições.

A relatora da CPI, deputada
Teresa Leitão (PT),
afirmou que uma das funções do MEC é fiscalizar os
cursos superiores. “Na esfera
criminal, já estamos em
contato com o Ministério
Público Federal, mas o Ministério
da Educação precisa
ter ciência e suspender
as autorizações concedidas
a faculdades ilegais”, explicou. 


A reunião em Caruaru foi
proposta, inicialmente, para
ouvir depoimentos de representantes
de três instituições de ensino: Faculdade
de Desenvolvimento e Integração
Regional (Fadire),
Instituto Superior de Educação de Floresta (Isef) e Faculdade
Anchieta. 

Mas nenhum
representante das unidades
convocadas compareceu
à reunião. “No próximo ano, a CPI vai deliberar
se será preciso adotar
medidas coercitivas para
obrigar essas pessoas a
comparecerem e prestarem
depoimento, pois temos
prerrogativa para isso”, afirmou
o presidente da CPI,
deputado Rodrigo Novaes
(PSD). 

Com a ausência dos
convocados, foram colhidos
depoimentos de alunos da
Fadire, do Centro de Ensino
Pesquisa e Inovação (Cenpi),
e do Instituto Educacional,
Tecnológico e Profissionalizante
Belchior. 

Os estudantes
disseram que foram enganados
pelas instituições e
pediram a responsabilização
dos culpados. “Nós queremos
justiça. Gastamos muito
dinheiro nos cursos e nos
sentimos lesados. Foram anos
perdidos”, afirmou Geani
Pedrosa de Santana, que, por
quatro anos, cursou pedagogia
no Cenpi de Nazaré da
Mata, na Zona da Mata
Norte.
Rodrigo Novaes recomendou
que os estudantes busquem
na Justiça o ressarcimento
dos valores pagos às
instituições. Ele afirmou também
que o Ministério Público
Federal já solicitou ao MEC
o cancelamento do registro
da Fadire e da Fundação de
Ensino Superior de Olinda
(Funeso). 

Integrante do Conselho
Estadual de Educação e diretor-geral
da Faculdade Asces,
Paulo Muniz alertou que as
pessoas precisam se certificar
da legitimidade dos cursos
antes de ingressar nas faculdades.
“A abertura de uma
instituição de Ensino Superior
demanda uma série de
exigências, que não se concretizam
da noite para o dia”,
ponderou.
O vereador de Lajedo
Luciano João denunciou a
proximidade das secretarias
municipais de educação com
faculdades irregulares. 

“Muitos
cursos são oferecidos
dentro das escolas da rede, o
que gera uma impressão de
credibilidade às instituições”,
frisou.
A deputada Raquel Lyra
(PSB) ressaltou a importância
da CPI e pediu que os
estudantes não se intimidem,
já que a colaboração das vítimas é fundamental. A próxima reunião da Comissão na
Assembleia está marcada
para o dia 15 de janeiro. 
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