Os ativistas Elisa Quadros Pinto, a Sininho; Igor Mendes da Silva e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, conhecida como Moa, tiveram a prisão preventiva decretada, nesta quarta-feira, pelo juiz da 27ª Vara Criminal da Capital, Flavio Itabaiana. Antes de saber da decretação de sua prisão, Sininho postou em sua página no site de ralacionamento Facebook, esta manhã, um alerta aos companheiros: “A 14 dias do julgamento dos 23 ativistas presos, ontem (terça-feira), a policia civil passou o dia na meu prédio me esperando, falando com vizinhos e porteiro. Eles foram embora entre 21h/22h. Não temos certeza se era mandato de prisão, mas já esta confirmado que não foi busca e apreensão, até por que já teve isto na minha casa. Estou em segurança, mas espero que todos estejam tambem. Hoje de manhã levaram um dos ativistas do processo para a DRCI preso. Estamos aguardando maiores noticias. Não podemos deixá-lo para trás”, escreveu ela, antes de acrescentar, em letras maiúsculas: “Resistir! Basta de perseguição”.
Segundo nota do Tribunal de Justiça, os três descumpriram medidas cautelares impostas por um habeas corpus concedido em agosto pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que impedem que eles participem de manifestações: no dia 15 de outubro, os réus estiveram em um protesto na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores, de acordo com investigações da Polícia Civil. Fotos anexadas ao inquérito mostram os três na manifestação.
“O descumprimento de uma das medidas cautelares impostas aos réus em substituição à prisão demonstra que a aplicação das referidas medidas cautelares se mostra insuficiente e inadequada para garantia da ordem pública, tendo em vista que os acusados insistem em encontrar os mesmos estímulos para a prática de atos da mesma natureza daqueles que estão proibidos”, relata o magistrado em sua decisão.
Igor Mendes da Silva foi intimado e está preso. Já Sininho e Karlayne não foram encontradas em seus endereços e estão foragidas. Os três e outros 20 denunciados respondem pelo crime de formação de quadrilha armada.
O Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (IDDH) informou que vai recorrer da prisão preventiva de Karlayne. A defesa de Igor e de Elisa considerou o mandado de prisão um ato de “terrorismo” e disse não saber onde Sininho se encontra.
Fonte: OGlobo































