Citando Eduardo Campos e Jarbas, Lula deixa em aberto aliança com o PSB
6 de fevereiro de 2018 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Em entrevista à Rádio Jornal nesta terça-feira (06), o ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou em aberto uma possível aliança com o PSB em Pernambuco. Citando também a possibilidade de voltar a apoiar o senador Armando Monteiro Neto (PTB) ou uma candidatura própria do partido ao Palácio do Campo das Princesas, Lula disse que a definição sobre as eleições ficará para abril.
“Vamos deixar para conversar a partir de abril. O PT pode conversar com o PSB, com Armando. E podemos ter candidatura própria ao Governo de Pernambuco”, disse o petista que mencionou os três pré-candidatos ao governo do Estado: a vereadora Marília Arraes, o deputado estadual Odacy Amorim e José de Oliveira.
Lula fez uso de um exemplo da política pernambucana para ressaltar que uma costura com os socialistas é possível apesar de “toda briga” que os petistas tiveram com o PT. O fato mencionado pelo ex-presidente foi a aliança entre os antigos adversários ferrenhos, o ex-governador Eduardo Campos e o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) nas eleições de 2012.
“A coisa mais impossível era imaginar Jarbas e Eduardo Campos juntos. E eles se juntaram”, lembrou.
O petista não descartou também voltar a conversar com setores do MDB. Ele lembrou que parte do partido vem compondo alianças com o PT desde as eleições de 2002, quando o ex-presidente se elegeu para o seu primeiro mandato como presidente. O MDB fez parte da base dos governos Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
“Uma nova eleição está chegando e temos que ter maturidade. Vamos disputar eleição sem alianças?”, indagou. “Nós vamos fazer aliança com quem quiser fazer e concordar com o programa”, complementou.
O ex-presidente disse não querer “precipitar” as articulações com outros partidos e destacou que “cada aliança é feita sob a circunstância do momento”. O PT propôs em um documento a formação de uma frente de partidos de esquerda em torno do nome do líder petista. Os antigos aliados PCdoB e PDT, além do PSol, legenda que foi fundada por dissidentes do Partido dos Trabalhadores, eram os alvos. Contudo, as três siglas possuem pré-candidatos (Manuela D’Ávila, PCdoB; Ciro Gomes, PDT; e Guilherme Boulos que pode concorrer pelo PSOL) e não dão sinais de abdicarem seus planos para apoiar a uma candidatura de Lula.
O pré-candidato à Presidência falou também da sua relação com Eduardo Campos, morto em 2014. Campos foi ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula.
“Eu tinha uma relação muito boa com Eduardo Campos. Todo mundo sabe que eu gostava muito de Eduardo e ele de mim. Com a morte ele obviamente houve fissura”, lembrou.
O rompimento político dos dois se deu pouco antes das eleições de 2014, quando Eduardo Campos comandou o desembarque do PSB do governo Dilma para se candidatar à Presidência. Após a morte do ex-governador, Lula e os socialistas já deram demonstrações de que uma reconciliação pode ser costurada e PT e PSB podem voltar a ocupar um mesmo palanque desde as eleições 2010 em Pernambuco.








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