Petrolândia Notícias – Centenário: PSB chega rachado e com a família de Miguel Arraes brigando pelo legado político

Centenário: PSB chega rachado e com a família de Miguel Arraes brigando pelo legado político

14 de dezembro de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Ofuscado pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, pelas eleições municipais e por um racha dentro da família Campos/Arraes que acentuou o vácuo de liderança deixado no PSB após a morte do ex-governador Eduardo Campos. Assim foi o ano do centenário do ex-governador Miguel Arraes. Embora a legenda em Pernambuco tenha conquistado 70 prefeituras neste ano, nove a mais que em 2012, a derrota do neto de Arraes, o advogado e escritor, Antônio Campos, deixou marcas na família do ex-governador e no seio da legenda. Ele também é presidente do Instituto Miguel Arraes (IMA).

A promessa dos socialistas, no fim de 2015, era de que 2016 seria um ano marcado por celebrações pelo Centenário, no entanto atos realizados para marcar a data ficaram praticamente restritos ao mês de dezembro, realizados em Brasília, Pernambuco e Ceará. Sem contar com a homenagem que da Vila Isabel no desfile das escolas do Rio de Janeiro. No ano passado, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), chegou a

Após ter ingressado no PSB no momento da sua “refundação” na década de 1980, Arraes conseguiu atrair para si a condição de principal nome do partido, legado herdado pelo neto Eduardo Campos após seu falecimento em 2005. A partir daí, sobretudo com Eduardo se tornando governador de Pernambuco em 2006, era nas mãos dele que estavam os destinos dos socialistas e possivelmente do País, caso lograsse êxito na empreitada de ser presidente da República. No entanto, em 13 de agosto de 2014, durante a corrida eleitoral, o acidente que vitimou Eduardo, levou também a centralidade das decisões, deixando uma divisão entre lideranças de dois estados: Pernambuco e São Paulo.

A presidência do partido é exercida pelo pernambucano, mas não alinhado com as lideranças pernambucanas, Carlos Siqueira, enquanto que as “crias” de Eduardo em Pernambuco tentam imprimir uma marca local que os faça galgar projeção de poder dentro da legenda nacionalmente. Caso do atual governador, Paulo Câmara, e do prefeito do Recife, Geraldo Julio.

Se antes das eleições 2016, a dor de cabeça dos pernambucanos estava em manter proeminência frente aos próceres paulistas, a derrota de Antônio Campos em Olinda levou publicamente para o seio familiar o desgaste da falta de unidade. Sem contar com o apoio da família formada por Eduardo, Antônio acusou a viúva, Renata Campos, de trabalhar junto com Paulo e Geraldo para impedir que ele vencesse.

A briga nos bastidores é pelo legado político. Enquanto os afilhados de Eduardo no Estado e na capital preparam terreno para a “maioridade” do filho mais velho do ex-governador, João Campos, Antônio tenta ocupar um espaço de liderança no presente. Para se lançar em Olinda, contou com a articulação nacional vinda de São Paulo – de Carlos Siqueira – e da sua mãe, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes. Coube aos dirigentes socialistas locais engolir Tonca.

Via PE Notícias
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