08/02/2026 07:00

Fraude no INSS: associações investigadas foram criadas com assinaturas falsas

Fraude no INSS: associações investigadas foram criadas com assinaturas falsas

Perícia realizada pela Polícia Federal descobriu que duas associações investigadas no esquema de fraude do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que atingiu pelo menos 4 milhões de aposentados e pensionistas foram criadas com documentos que continham assinaturas falsas. As informações são do programa Fantástico, da TV Globo. No ano de 2019, o INSS passou a permitir que associações, como as investigadas, que ficam em Sergipe, recolhessem contribuições de forma automática, descontadas direto das folhas de pagamento dos aposentados. Existia apenas uma condição: que um documento comprovasse a associação do beneficiário de forma voluntária. Essa prova poderia ser uma simples assinatura. Foi assim, então, que a fraude começou. Os descontos ilegais nos contracheques foram identificados como contribuição, seguido do nome de uma associação e de um número de telefone. Os valores variavam de R$ 30 a R$ 50 e alguns beneficiários não percebiam para quem o dinheiro estava sendo enviado. Seis suspeitos foram presos até o momento depois de a perícia comparar assinaturas entregues por uma aposentada de Feira de Santana com documentos fraudados usados por uma das associações para autorizar os descontos. “A assinatura que foi posta no termo de filiação e na autorização de desconto são falsificadas. Nós identificamos elementos que apontam o nascimento dessas entidades, já com cometimento de crimes”, disse o delegado Carlos César Pereira de Melo. As entidades investigadas são a Associação Universo e a APDAP PREV. A investigação aponta que as duas entidades seriam controladas pelos empresários Alexsandro Prado Santos, o Lequinho, e Sandro Temer de Oliveira. Os dois foram presos na operação. As quantias transferidas do INSS para as duas associações eram distribuídas para empresas em nome de laranjas. A defesa de Alexsandro Prado Santos e Sandro Temer de Oliveira não quis se manifestar. Via PE Notícias

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Justiça do Trabalho manda penhorar escritório de Joelma por dívida de R$ 1,2 milhão ligada à Calypso

Justiça do Trabalho manda penhorar escritório de Joelma por dívida de R$ 1,2 milhão ligada à Calypso

A Justiça do Trabalho em Pernambuco determinou a penhora de um escritório atribuído à cantora Joelma, em decorrência de uma dívida trabalhista que soma R$ 1,2 milhão. O processo foi movido por um ex-empresário da banda Calypso, que era comandada por Joelma e seu então marido, Cledivan Almeida Farias, conhecido como Ximbinha. O imóvel, localizado na Ilha do Retiro, área central do Recife, fica nas imediações do Estádio Adelmar da Costa Carvalho. A informação foi divulgada inicialmente pelo Blog Ricardo Antunes e confirmada pelo g1. A decisão judicial ocorre dentro do mesmo processo envolvendo ambos os ex-integrantes da banda, e o não pagamento por parte de Ximbinha resultou em medidas que agora afetam o patrimônio da cantora. A defesa de Joelma esclareceu que a decisão de penhora é apenas uma etapa inicial e não representa uma ação de constrição imediata sobre o imóvel. Segundo os advogados, não há até o momento qualquer medida concreta que represente risco real ao patrimônio da artista. Em recurso apresentado à Justiça, a equipe jurídica de Joelma indicou bens pertencentes a Ximbinha para que sejam usados no processo, com o objetivo de substituir o imóvel atribuído à cantora. A defesa também informou que o imóvel está em fase de regularização documental e que, uma vez formalizado em nome de Joelma, contará com proteção legal contra medidas indevidas. A cantora, segundo seus advogados, já teria quitado todas as obrigações que lhe foram atribuídas, enquanto Ximbinha ainda não cumpriu as determinações judiciais relacionadas ao caso. Via Pernambuco Notícias

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Lula oficializa nomeação de Wolney Queiroz como novo ministro da Previdência Social

Lula oficializa nomeação de Wolney Queiroz como novo ministro da Previdência Social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, na noite desta sexta-feira (2), a nomeação e posse do ex-deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE) como novo ministro da Previdência Social. O anúncio foi feito por meio das redes sociais do presidente, que destacou a presença da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, no encontro que selou a nomeação. “Assinei agora há pouco a nomeação e posse do novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em encontro com a participação da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann”, publicou Lula. Wolney, que até então atuava como secretário-executivo da pasta, assume o comando do ministério em substituição a Carlos Lupi (PDT), que pediu demissão após uma série de escândalos envolvendo irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), órgão vinculado ao ministério. Via Nill Júnior

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Moraes concede prisão domiciliar ao ex-presidente Collor

Moraes concede prisão domiciliar ao ex-presidente Collor

O ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, hoje detido em Alagoas. Collor comprovou ter sido diagnosticado com Parkinson em 2019 e também comprovou em mais de uma centena de exames outras comorbidades, como privação de sono crônica e transtorno bipolar. O ex-presidente ficará em regime domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ele também terá visitação restrita aos advogados. A defesa de Collor chegou a reivindicar a prescrição da pena, o que Moraes rejeitou. “Afasto inicialmente o novo pedido da Defesa no tocante à ocorrência de prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de corrupção passiva, uma vez que, essa tese já foi afastada pela maioria do PLENÁRIO do STF, na decisão em que os embargos de declaração foram analisados, bem como, em decisão monocrática que não aceitou a interposição de embargos infringentes não cabíveis, REFERENDADA, por maioria, pelo Plenário desta SUPREMA CORTE.” Via Portal PE10

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Construtora na lista suja do trabalho escravo recebeu mais de R$ 467 milhões de contratos públicos em Pernambuco

Construtora na lista suja do trabalho escravo recebeu mais de R$ 467 milhões de contratos públicos em Pernambuco

Incluída na lista suja do trabalho escravo em abril, a empresa F.R.F Construções já recebeu mais de R$ 467 milhões de dinheiro público no Estado nos últimos dez anos. O levantamento do Diário de Pernambuco foi feito com base em dados do Tribunal de Contas (TCE-PE). O balanço também mostra que a F.R.F Construções ainda tem contratos em vigência com as prefeituras de Recife, Paulista e Ipojuca. Esses acordos, que somam R$ 134.561.916,43, foram mantidos mesmo após a ação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizada no ano passado, que resgatou 24 trabalhadores da empresa em situação análoga à escravidão. Os municípios alegam que os contratos são anteriores ao episódio. A fiscalização do MTE aconteceu nos dias 19 e 20 de agosto de 2024, em alojamentos da construtora em Ipojuca, no Litoral Sul. De acordo com o processo, os funcionários não tinham equipamento de proteção e viviam em recintos lotados, sem água mineral e em condições precárias de higiene. A empresa assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no mesmo mês. Sediada no Recife, a F.R.F Construções tem o empresário Fernando Correa de Araújo como sócio-administrador, além de Paulo Henrique Correia de Araújo e Rodrigo Pessoa Dias Fernandes como sócios, segundo declaração na Receita Federal. Atualmente, a F.R.F Construções mantém sete contratos em vigor com órgãos municipais. Cinco deles foram celebrados com a Prefeitura do Recife e têm valor total de R.221.713,39. Em nota, a gestão João Campos (PSB) afirma que “está verificando uma possível repercussão nos contratos existentes”. Os serviços são prestados para a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), a Autarquia de Urbanização do Recife (URB) e o Gabinete de Gerenciamento do Programa de Requalificação e Resiliência Urbana em áreas de Vulnerabilidade Socioambiental (Promorar). No dia 7 de abril, uma das obras realizadas pela empresa a serviço da URB teve as contas julgadas irregulares por auditoria especial do TCE-PE. Após verificar a existência de descarte irregular de resíduos no serviço, a Corte de Contas determinou que a construtora devolvesse R$ 175.169,91 aos cofres públicos. Já a Prefeitura de Ipojuca, onde os trabalhadores foram resgatados, possui um contrato com a empresa, válido até 23 de dezembro, no valor de R.014.246,29. Em Paulista, um serviço com custo de R$ 10.325.956,75 deve ser concluído até o dia 18 de setembro de 2025. Histórico  Segundo o levantamento, a F.R.F recebeu o total de R$ 435.309.739,67 de municípios e mais R$ 32.615.561,52 do Governo do Estado nos últimos dez anos. Do montante, o maior pagamento foi realizado em 2023 pela gestão municipal de Ipojuca, que desembolsou R$ 10.371.415,07 em obras de drenagem. Já o governo estadual contratou a F.R.F para 52 serviços no período. O mais caro aconteceu em 2022 e diz respeito à execução das obras de adequação, implantação e pavimentação da Rodovia Vicinal VPE-077 no distrito de Apoti, em Glória do Goitá, na Zona da Mata, que custou R$ 8.529.523,62. A contratação foi solicitada pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER-PE). O Diário teve acesso aos autos do processo em que constam depoimentos dos trabalhadores resgatados dos alojamentos da construtora. De acordo com eles, os recintos eram superlotados e não dispunham de água mineral. Ventiladores, colchões e eletrodomésticos foram adquiridos pelos próprios funcionários. A empresa não fornecia roupa de cama, travesseiro, papel higiênico e materiais de higiene. A limpeza era realizada pelos próprios trabalhadores, que não recebiam autorização para higienizar o ambiente durante o expediente. Segundo os relatos, a F.R.F oferecia uma cesta básica com 5 kg de feijão, 5 Kg de arroz, 5 Kg de açúcar, 5 Kg de fubá, um kg de sal, cinco pacotes de macarrão, duas garrafas de óleo, um pacote de café, um pacote de biscoito, uma lata de sardinha e apenas 400 g de charque. Ao assinar o TAC proposto pelo MPT, a empresa se compromete a fornecer água potável, filtrada e fresca para os trabalhadores, bem como garantir a instalação de alojamentos com cozinha, local para refeição, instalação sanitária, lavanderia e área de lazer. Ainda segundo o TAC, a F.R.F deve fornecer colchões, lençóis, fronhas, cobertores e travesseiros limpos e higienizados. O acordo prevê ainda o pagamento de indenizações por danos morais coletivos e individuais. No dia 30 de setembro de 2024, já após o acordo, o MPT instaurou inquérito civil para dar continuidade à apuração das irregularidades denunciadas. Entes públicos Por meio de nota, o Governo de Pernambuco e a prefeitura de Paulista alegaram que os contratos foram firmados antes da inclusão da F.R.F na lista suja do trabalho escravo. Por sua vez, a Prefeitura de Ipojuca afirmou que a empresa foi contratada pela antiga gestão mediante processo licitatório. Já a Prefeitura do Recife confirma que está verificando a possibilidade de rever os contratos em vigor. A administração municipal informou que a avaliação leva em conta as circunstâncias de cada contrato e a legislação em vigor, “observando sempre o direito ao contraditório e à ampla defesa”. A reportagem entrou em contato com a F.R.F Engenharia por e-mail e telefone, mas não obteve retorno da empresa até o fechamento da matéria. Confira as notas na íntegra: Prefeitura de Paulista: “A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Licitações, Compras e Contratos, informa que o contrato com a empresa FRF Construções, inscrita no CNPJ 07.693.988/0001-60, foi celebrado no ano de 2023. Conforme prevê a legislação vigente, a participação de empresas em processos licitatórios está condicionada à apresentação de certidões e documentos que atestem sua regularidade, incluindo a inexistência de impedimentos legais. Caso haja decisão judicial ou administrativa determinando a inabilitação da empresa em razão da prática de trabalho análogo à escravidão, tal impedimento será verificado no momento da análise documental. Destaca-se que denúncias oriundas do Ministério Público, da Justiça do Trabalho ou da secretaria municipal responsável pela contratação podem resultar na revogação do contrato, desde que haja justa causa comprovada. Em situações como essa, é possível a rescisão contratual com a devida apuração e responsabilização, inclusive com eventual ressarcimento ao erário,

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Justiça Eleitoral cassa mandatos de prefeito e vice-prefeita de Custódia

Justiça Eleitoral cassa mandatos de prefeito e vice-prefeita de Custódia

A Justiça Eleitoral de Pernambuco decidiu nesta quinta (30/04) pela cassação do registro de candidatura e cassação do prefeito eleito Manoel Messias (PSD) e de sua vice-Anne Lira por abuso de poder econômico e político. A decisão foi proferida pela juíza eleitoral Vivian Maia Canen, que afirmou “que os investigados, direta ou indiretamente, beneficiaram candidatos ou foram beneficiados por condutas que configuram abuso de poder econômico e político, em especial no período pré-eleitoral e eleitoral, a partir de junho de 2024. Tais práticas teriam comprometido a lisura e a igualdade de oportunidades no pleito, violando princípios fundamentais do processo democrático”. Em sua sentença, a magistrada também afirmou que ficou “evidente que as condutas perpetradas pelos investigados, em especial a contratação massiva de temporários, o desvio de recursos públicos para pagamento de “militância” e a pressão sobre servidores, amoldam-se à conduta de abuso de poder político e econômico, ensejando a aplicação das sanções previstas na Lei Complementar nº 64/90. A gravidade qualitativa e quantitativa das ações demonstram a capacidade de desequilibrar o pleito e violar a normalidade e legitimidade das eleições”. Além da cassação da chapa, a juíza decretou a inelegibilidade de 8 anos não apenas do prefeito e vice-prefeita eleitos, mas também do ex-prefeito Manuca. Apesar da decisão desfavorável, o prefeito e a vice-prefeita não são afastados do cargo de imediato. Eles podem recorrer da decisão junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco. CONFIRA: Processo eleitoral Custódia Via Blog Ponto de Vista

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Filhote de gato é salvo após ser trancado em congelador no Agreste de Pernambuco

Filhote de gato é salvo após ser trancado em congelador no Agreste de Pernambuco

Um grave caso de maus-tratos a um filhote de gato causou indignação em São Caetano, no Agreste de Pernambuco, neste domingo (27). O animal foi resgatado depois de ser colocado dentro do congelador de uma geladeira em uma residência da cidade. A situação veio à tona após uma denúncia feita ao Disque Denúncia Agreste. O advogado animalista e vereador de Caruaru, Anderson Correia, divulgou imagens que mostram o momento em que o filhote é trancado no congelador, onde também havia latas de cerveja. A ação rápida permitiu que o gato fosse salvo e adotado ainda no mesmo dia. A legislação brasileira considera crime a prática de maus-tratos contra animais. A pena pode variar de três meses a um ano de detenção, com aplicação de multa. No caso específico de cães e gatos, a Lei nº 14.064/2020 determina punições mais severas, com reclusão de dois a cinco anos. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima ressalta que a Teoria do Elo aponta para a relação direta entre violência contra animais e agressões contra seres humanos. Pesquisas indicam que indivíduos que maltratam animais têm mais chances de cometer outros tipos de violência, como abuso infantil e agressões domésticas. As autoridades continuam monitorando o caso, e o responsável pelo ato poderá ser responsabilizado criminalmente. Via Pernambuco Notícias

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Lula sanciona lei que autoriza uso de tornozeleira eletrônica em acusados de agredir mulheres

Lula sanciona lei que autoriza uso de tornozeleira eletrônica em acusados de agredir mulheres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (24) lei que prevê o uso de tornozeleira eletrônica ou de qualquer outro dispositivo que monitore a localização do agressor acusado de violência doméstica contra a mulher. A sanção foi publicada no “Diário Oficial da União” (DOU). A nova lei altera o texto da Lei Maria da Penha, para acrescentar ao grupo de medidas protetivas de urgência a possibilidade de “monitoramento eletrônico”, o que pode ser a tornozeleira, mas também outro aparelho. A lei que modifica a Lei Maria da Penha também diz que a vítima ficará com um “dispositivo de segurança” – sem especificar qual – para que seja alertada em caso de aproximação do infrator. Lula também sancionou outras duas leis para a proteção de mulheres: aumento da pena para crimes de violência contra mulheres com uso de inteligência artificial (IA);proibição da discriminação em bolsas acadêmicas por motivo de gestação ou adoção. Por Portal PE10

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Escândalo no INSS exige ação mais firme

Escândalo no INSS exige ação mais firme

As revelações ainda parciais de um esquema antigo de desvio de recursos de benefícios de aposentados e pensionistas em favor de entidades sindicais, consolidado e que vinha em franca expansão, exigem ação mais firme por parte do governo. Trata-se de um escândalo da categoria inadmissível, porque mexe naquilo que é mais vital na vida de pessoas vulneráveis, justamente aquelas em nome de quem Lula prometeu ao longo da vida toda governar. Foi preciso que a Polícia Federal deflagrasse uma operação para que o ministro da Previdência, Carlos Lupi, viesse a público. E, ainda assim, sua primeira preocupação foi sair em defesa do agora ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, cuja permanência naquele momento já era impraticável, e que cairia poucas horas depois. A diferença de tom entre o responsável por gerir o INSS e seus colegas de ministério é um sinal cristalino de que Lupi não deu ao caso o sentido de gravidade que ele exige e de que não está apto a conduzir investigações internas e uma devassa no pagamento de benefícios que a fraude bilionária requer. Enquanto o pedetista passava pano para seu apadrinhado político e tergiversava sobre o escândalo, fazendo muxoxo porque o caso corre em segredo de Justiça, os ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho, deram declarações na única direção possível: esse tipo de roubo em algo tão essencial como aposentadorias e pensões é inadmissível, e o governo falhou em detectar o esquema — aqui, pouco importa que ele tenha começado no governo anterior, porque não só se manteve sob Lula, como ganhou mais tração e atingiu valores mais expressivos. O presidente tem de entender que não é possível, nesse caso, segurar um ministro com o discurso-padrão do benefício da dúvida ou da necessidade de esperar o avanço das investigações. Lupi já está em sua segunda encarnação ministerial. Não há nada nos seus feitos administrativos, aliás, que justifique sua volta depois de ter sido demitido no governo Dilma Rousseff por causa de denúncias envolvendo favorecimento a ONGs no Ministério do Trabalho, pasta que ocupava na época. Apenas o fato de ser dono do PDT justifica sua nomeação para a Previdência. O próprio Lula já se queixou, ao longo de dois anos e meio, das filas e da ineficiência do INSS. Não custa lembrar que mais da metade deste mandato já foi, a hora de mostrar serviço passou, e reduzir essa fila fez parte das promessas de campanha do petista, porque se trata de algo que diz respeito a sua trajetória política: o discurso de defesa do trabalhador e do aposentado. Também não deveria ser preciso lembrar ao presidente e a seus ministros mais próximos que qualquer esforço de recuperação de popularidade será jogado no ralo caso esse escândalo ganhe proporções ainda mais graves (e tudo indica que ganhará), uma vez que o estigma da corrupção é marca indelével das gestões petistas para imensa parcela da população brasileira, como atestam inúmeras pesquisas. Não se trata nem de discutir se essa percepção é correta, porque ela está sedimentada, e a única maneira de debelá-la é com transparência e ação, como uma ala do próprio Executivo já percebeu. Basta ver que o titular da CGU disse com todas as letras que não é possível atestar se Lupi sabia dos descontos em benefícios feitos sem anuência dos aposentados e pensionistas. Aliás, não se trata nem disso: sabendo ou não, o ministro demonstrou imensa incompetência em gerir um órgão vital para a vida de milhões de pessoas, e isso contribuiu para uma fraude de mais de R$ 8 bilhões que o governo terá de dar um jeito de ressarcir aos que foram covardemente lesados. Se isso não é motivo para trocar um gestor, o que mais será? Por Vera Magalhães/O Globo

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Leonardo processa frigorífico por uso indevido de imagem: entenda o caso que envolve polêmicas e uma indenização milionária

Leonardo processa frigorífico por uso indevido de imagem: entenda o caso que envolve polêmicas e uma indenização milionária

O cantor Leonardo, um dos maiores ícones da música sertaneja, está no centro de uma disputa judicial que promete dar o que falar. Ele acusa o Frigorífico Goiás, conhecido pela controversa “Picanha do Mito”, de utilizar sua imagem sem autorização para promover produtos. A ação, protocolada no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), pede uma indenização de R$ 600 mil por danos morais e exige a retirada imediata de qualquer material publicitário envolvendo o artista. O início do conflito Tudo começou em 2020, quando Leonardo recebeu em casa um presente do frigorífico: uma caixa com cortes de carne para churrasco. Em um gesto de cortesia, o cantor publicou uma foto nas redes sociais segurando o presente. A empresa republicou a imagem na época e, segundo a ação judicial, continuou utilizando-a até hoje para divulgar seus produtos, sem qualquer autorização formal do artista ou da Talismã, empresa que gerencia os direitos de sua imagem. De acordo com documentos anexados ao processo, a defesa de Leonardo tentou resolver a questão extrajudicialmente. Foram enviadas notificações e denúncias às redes sociais da empresa, mas nenhuma resposta foi obtida. Uma ata notarial registrada em fevereiro deste ano comprova que a imagem do cantor ainda é usada nos canais digitais e no site do frigorífico para promover kits de churrasco. Ação judicial e pedidos Na petição apresentada ao TJGO, os advogados de Leonardo solicitam uma tutela de urgência para que o uso da imagem seja imediatamente suspenso. Caso a empresa não cumpra a determinação, poderá ser multada. Além disso, o cantor busca reparação financeira pelo dano causado à sua imagem pública e à exploração comercial indevida. “A empresa requerida tem se utilizado de forma ilegítima e desautorizada das imagens do cantor Leonardo para auferir lucro de forma indevida”, afirmam os advogados na petição. Até o momento, o frigorífico não se pronunciou oficialmente sobre o caso e ainda não foi notificado formalmente pela Justiça. Histórico controverso do frigorífico O Frigorífico Goiás já esteve envolvido em outras polêmicas. Em 2022, ganhou notoriedade ao lançar a “Picanha do Mito”, vendida por R$ 22 no dia das eleições presidenciais em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A promoção gerou tumulto em Goiânia, resultando na morte de uma mulher durante uma aglomeração em frente à loja. Na época, a Justiça determinou a suspensão da campanha sob pena de multa diária. Além disso, inspeções posteriores encontraram irregularidades como carnes vencidas e produtos sem data de validade no estabelecimento. As práticas comerciais da empresa têm sido alvo frequente de críticas e ações judiciais nos últimos anos. Via PE Notícias

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Ato de Bolsonaro em São Paulo deve ter presença de ao menos 6 governadores

Ato de Bolsonaro em São Paulo deve ter presença de ao menos 6 governadores

A manifestação pró-anistia convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para este domingo (06), na Avenida Paulista, em São Paulo, deverá contar com a presença de ao menos seis governadores de estado. São eles: Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo;Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro;Ratinho Jr. (PSD), do Paraná;Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais;Wilson Lima (União Brasil), do Amazonas;Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso.“Vai ser o maior evento de presença de governadores dos últimos anos. Acho que, desde a anistia de 1979 não teve tantos governadores como esse”, afirmou à coluna o pastor Silas Malafaia, organizador do ato. O evento deve contar ainda com a presença do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). O prefeito, no entanto, não deve discursar durante a manifestação, segundo apurou a coluna. Quem vai discursar no ato De acordo com Malafaia, os discursos durante a manifestação deverão ser limitados a algumas pessoas. Além do pastor e de Bolsonaro, estão previstas as falas das seguintes autoridades: Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama;Rogério Marinho (PL-RN), senador;Caroline de Toni (PL-SC), deputada federal;Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal. Via PE Notícias

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