04/02/2026 01:57

Quase 97% de consumidores rurais e residenciais devem ter desconto na conta de luz

Quase 97% de consumidores rurais e residenciais devem ter desconto na conta de luz

A conta de energia elétrica no mês de agosto trará alívio no bolso de milhões de brasileiros. Quase 97% dos consumidores residenciais e rurais receberão um crédito, como parte da distribuição de R$ 936,8 milhões provenientes do resultado positivo da conta de comercialização da parte brasileira da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional no ano de 2024. A medida foi determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com base em informações da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), responsável pela gestão da Conta de Itaipu. A decisão também levou em conta a homologação da Reserva Técnica Financeira da Conta, aprovada pela Aneel em 15 de julho. “A conta de luz do mês de agosto vai trazer um alívio importante para milhões brasileiras e brasileiros. Estamos falando em beneficiar quem mais precisa. Essa medida reforça o trabalho efetuado pelo governo federal para garantir tarifas mais justas e previsibilidade para os consumidores. É a energia gerando bem-estar e retornando em forma de benefício direto à sociedade”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Terão direito ao crédito os consumidores residenciais e rurais do Sistema Interligado Nacional (SIN) que consumiram menos de 350 quilowatts-hora (kWh) em pelo menos um mês de 2024. O valor do bônus será proporcional ao consumo nos meses em que esse limite foi respeitado. Para quem consumiu a média de 118 kWh/mês, o valor a ser abatido será de R$ 11,59. O crédito virá identificado na fatura com a descrição “Bônus Itaipu – artigo 21 da Lei 10.438/2002”. Devolução O montante total é composto por R$ 883,1 milhões do resultado positivo da Conta de Itaipu em 2024 e mais R$ 53,7 milhões referentes aos rendimentos financeiros obtidos com a aplicação do saldo até julho deste ano. Um dos fatores que contribuíram para esse saldo positivo foi a devolução, neste ano, de recursos usados pelas distribuidoras em 2021 e 2022 para suavizar os efeitos tarifários durante a pandemia de covid-19. O crédito será aplicado nas faturas emitidas entre os dias 1º e 31 de agosto. A iniciativa está prevista no artigo 21 da Lei nº 10.438/2002 e regulamentada por decretos federais e normas técnicas da Aneel, incluindo o Submódulo 6.2 dos Procedimentos de Regulação Tarifária (Proret). As informações são do Ministério de Minas e Energia. Via PE Notícias

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China habilita quase 200 novas empresas brasileiras de café para exportação após tarifaço de Trump

China habilita quase 200 novas empresas brasileiras de café para exportação após tarifaço de Trump

Anúncio abre caminho para ampliar vendas ao país, onde consumo vem crescendo; Brasil já fechou acordos com rede LuckinBrazilian A Embaixada da China no Brasil publicou uma nota nas redes sociais, neste sábado (2) informando que o país “aprovou a habilitação de 183 novas empresas brasileiras de café para exportação ao mercado chinês. Embora o consumo per capita da China seja de apenas 16 xícaras ao ano, frente à média global de 240, entre 2020 e 2024, as importações líquidas de café da China cresceram 13,08 mil toneladas. Otaviano Canuto, o ex-vice-presidente do Banco Mundial e ex-diretor executivo do FMI descatou que a medida, que tem valor retroativo: entrou em vigor no último dia 30 de julho, é uma “maneira de diminuir o impacto do tarifaço”. “Evidentemente que esse reconhecimento da propriedade dessas empresas produzirem e exportarem café para a China é uma maneira de, digamos assim, diminuir o impacto do tarifaço, já que o café não foi incluído naquelas isenções”. Alem do café, a embaixada chinesa confirmou que 30 empresas brasileiras podem exportar o gergelim pra China, 46 empresas receberam sinal  para fornecer a farinhas de aves e suíno. Além disso, mais 4 empresas podem exportar pescado originários do Brasil. Via Portal PE10

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Custo para tirar CNH pode cair até 80% com projeto que deixaria Autoescola de ser obrigatória

Custo para tirar CNH pode cair até 80% com projeto que deixaria Autoescola de ser obrigatória

Prazo para renovar carteira de habilitação volta a ser de 30 dias O custo de uma carteira nacional de habilitação (CNH), atualmente na faixa de R$ 3,2 mil, pode ter redução em até 80% para as categorias A e B – respectivamente motocicletas e veículos de passeio. É o que prevê projeto que está sendo elaborado pelo Ministério dos Transportes, que pretende acabar com a obrigatoriedade das aulas em autoescolas. De acordo com a pasta, o objetivo é democratizar o acesso da população à CNH, facilitando, inclusive, a qualificação para atividades profissionais, em especial para aqueles que buscam o primeiro emprego. Ademais, o ministro dos Transportes, Renan Filho, informou que, pelo projeto, as autoescolas continuariam oferecendo as aulas, ainda que não mais obrigatórias. Atualmente há exigência de, no mínimo, 20 horas de aula prática. No entanto, a exigência de aprovação nas provas teórica e prática dos departamentos de trânsito (Detrans) se mantém. CNH para população de baixa renda“Isso vai ser produtivo para o Brasil. Vai incluir as pessoas, porque dentro do recorte há outras exclusões ainda mais cruéis. Por exemplo, se a família tivesse o dinheiro para tirar só uma carteira, e como tirar uma custa em torno de R$ 3 a R$ 4 mil, ela escolhe tirar só do homem e muitas vezes a mulher fica inabilitada, excluída, justamente por essa condição”, justificou o ministro. “Então, a gente precisa criar um ambiente para que as pessoas tenham condição de se formalizar, de serem incluídas”, acrescentou referindo-se a uma prática já adotada em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai. Motoristas sem habilitaçãoDados do ministério indicam que 54% da população não dirige ou dirige sem CNH. Nesse sentido, tirar a carteira gastando menos é importante também por ajudar a aumentar a segurança no trânsito. “Para se ter uma ideia, 45% dos proprietários de motocicletas e outros veículos de duas rodas, pilotam sem possuir CNH. Já na categoria B, 39% dos proprietários de veículos de passeio dirigem sem habilitação”, informou, em nota, o ministério. O projeto, porém, precisa ainda passar pelo crivo da Casa Civil da Presidência da República. Se for aprovado, será regulamentado através de resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Via Portal PE10

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Donald Trump assina ordem que oficializa tarifaço de 50% ao Brasil

Donald Trump assina ordem que oficializa tarifaço de 50% ao Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30/7) uma ordem executiva que oficializa a tarifa de 50% a produtos importados do Brasil. A decisão foi justificada como resposta a ações do governo brasileiro que, segundo a Casa Branca, representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana. O tarifaço estava marcado para começar na sexta-feira (1º/8). No entanto, a ordem executiva define para o dia 6 de agosto o início da vigência para mercadorias inseridas para consumo, ou retiradas do depósito para consumo. Apesar da ordem executiva, Trump deixou quase 700 itens de fora do tarifaço, como produtos aeronáuticos civis (o que interessa à Embraer), suco e derivados de laranja (suco e polpa), minério de ferro, aço e combustíveis, por exemplo. A medida se baseia na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa, na sigla em inglês), de 1977, e declara a instauração de uma nova emergência nacional nos EUA em relação ao Brasil. O texto da ordem executiva acusa o governo brasileiro de perseguir, intimidar, censurar e processar politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, o que, na visão do governo Trump, configuraria violações graves dos direitos humanos e um enfraquecimento do Estado de Direito. “O presidente Trump tem reafirmado consistentemente seu compromisso de defender a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos contra ameaças estrangeiras, inclusive salvaguardando a liberdade de expressão e responsabilizando violadores de direitos humanos por seu comportamento ilegal”, diz comunicado oficial. Via Didi Galvão

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Aneel aciona bandeira vermelha patamar 2 e energia elétrica fica mais cara em agosto

Aneel aciona bandeira vermelha patamar 2 e energia elétrica fica mais cara em agosto

A partir de agosto, os consumidores brasileiros vão sentir no bolso o impacto do acionamento da bandeira vermelha no patamar 2, anunciado nesta sexta-feira (25) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A medida adiciona R$ 7,87 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, tornando mais oneroso o custo da energia no país. O motivo da decisão, segundo a agência reguladora, está nas afluências — volume de água que chega aos reservatórios — abaixo da média em todas as regiões brasileiras. Essa escassez hídrica compromete a geração de energia pelas hidrelétricas, exigindo o acionamento de usinas termelétricas, que operam com custo mais elevado. A consequência direta já apareceu no IPCA-15, prévia da inflação oficial, também divulgado nesta sexta-feira. A energia elétrica foi o item com maior peso na composição do índice, refletindo o efeito antecipado da elevação tarifária sobre o orçamento das famílias. A bandeira tarifária vermelha no patamar 2 representa o nível mais alto de custo extra na conta de energia, sendo adotada em momentos críticos de geração, como o atual. A Aneel orienta os consumidores a redobrarem os esforços de economia de energia durante o mês de agosto. Via Pernambuco Notícias

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Petrolândia-SC assegura investimentos em infraestrutura, saúde e agricultura com recursos estaduais e federais

A administração municipal de Petrolândia-SC anunciou a captação de R$ 2,57 milhões em recursos públicos destinados a áreas consideradas prioritárias: infraestrutura viária, saúde e agricultura. O montante foi confirmado pelo prefeito Rodrigo de Souza (MDB) após compromissos com lideranças estaduais e parlamentares em Florianópolis, no início de junho. A liberação dos recursos é resultado direto de articulações com a bancada do MDB catarinense e da interlocução com o secretário estadual de Infraestrutura, Jerry Comper. Desse total, mais de R$ 1 milhão foi viabilizado por meio do esforço do poder executivo municipal, o que representa um marco para a gestão atual.

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Conta de luz mais cara: Aneel aciona bandeira tarifária vermelha em agosto

Conta de luz mais cara: Aneel aciona bandeira tarifária vermelha em agosto

Agência Nacional de Energia Elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (25) o acionamento da bandeira vermelha nível 2 para agosto. Isso significa que as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Uma residência típica no Brasil com quatro pessoas morando consome em média de 150 kWh a 200kWh por mês. A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. O motivo da bandeira 2, segundo a Aneel, é o baixo nível das chuvas, que diminui o reservatório das hidrelétricas e leva ao acionamento das termelétricas, que são mais caras. Como funciona o sistema de cores? O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. ? Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: •?bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; •?bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); •?bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); •?bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh). Via Portal PE10

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Empresários se reúnem com Raquel Lyra para discutir tarifaço dos EUA sobre exportações de Pernambuco

Empresários se reúnem com Raquel Lyra para discutir tarifaço dos EUA sobre exportações de Pernambuco

Fotos: Janaína Pepeu/Secom Um grupo de empresários pernambucanos se reuniu com a governadora Raquel Lyra (PSD), na tarde de ontem, para discutir os impactos do pacote tarifário anunciado pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O encontro, realizado no Palácio do Campo das Princesas, teve a participação de representantes da indústria e do agronegócio, com foco nas exportações do estado para o mercado norte-americano. O presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro, marcou presença. “A prioridade do Estado de Pernambuco é a preservação dos empregos e da atividade econômica exportadora. Estamos em conversas constantes com setores impactados e com representantes do governo federal para poder garantir as exportações através de uma política de negociação internacional”, destacou Raquel Lyra. Também participaram da reunião o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) e presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Bruno Veloso; o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho; o empresário Halim Nagem, representando o movimento empresarial Atitude PE; além de diretor da Usina Laranjeiras, Armando Monteiro de Pontes e o diretor comercial da Usina Petribu, Thiago Siqueira. Os empresários foram recebidos pela governadora e pelos secretários Tulio Vilaça (Casa Civil) e Guilherme Cavalcanti (Desenvolvimento Econômico). “O estado está monitorando de perto a evolução, e mantém contato com o Governo Federal também, para que a resposta diante dessas tarifas seja de construir uma convergência para ganharmos prazo e sentarmos à mesa para negociar”, disse Guilherme Cavalcanti. EstratégiaDe acordo com Renato Cunha, a reunião teve como objetivo nivelar e atualizar estratégias diante do pacote de tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre as exportações de Pernambuco. Ainda segundo ele, a governadora explicitou que realizará articulações com o governo federal e com senadores que compõem a missão oficial nos Estados Unidos, marcada para os dias 28, 29 e 30 de julho, em Washington. “A governadora ficou de falar também com alguns senadores, para que se possa tentar criar consensos acerca dessas negociações, que devem ter um caráter técnico, para que se possa atingir uma retomada do fluxo de exportações dos produtos pernambucanos junto aos Estados Unidos”, afirmou o presidente do Sindaçúcar-PE. Entre os principais produtos da pauta de exportações pernambucanas atingidas pelas medidas estão o açúcar, as frutas do Vale do São Francisco e itens da área de tecnologia da informação (TI). “Outra sugestão foi que a governadora articulasse a busca do adiamento dessa medida por 90 dias para que o comércio e a indústria tenham tempo de se preparar”, explicou Bruno Veloso. MissãoO encontro ocorreu em meio à escalada de tensões entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida está prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto. Para tentar reverter ou atenuar os efeitos do tarifaço, uma missão oficial composta por senadores brasileiros embarca para Washington. A comitiva inclui os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Esperidião Amin (PP-SC), Rogério Carvalho (PT-SE), Fernando Farias (MDB-AL) e Carlos Viana (Podemos-MG).A agenda prevê encontros com parlamentares e empresários norte-americanos, além de interlocuções com o Departamento de Estado e o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O presidente Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, também participará da missão, representando o setor sucroenergético nacional. “Há alguns empresários que vão tentar viabilizar uma reunião entre os senadores e os importadores americanos. Então, essa tarefa vai recair sobre os exportadores brasileiros que mobilizarão esses importadores”, disse Renato. Por FolhaPE

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Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro com o Pix, diz prêmio Nobel de Economia

Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro com o Pix, diz prêmio Nobel de Economia

O economista americano Paul Krugman publicou um artigo nesta terça-feira (22/7) no qual elogia o sistema brasileiro de pagamentos PIX — sugerindo que o Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro. Krugman, que ganhou o Nobel de Economia em 2008 e é professor da Universidade da Cidade de Nova York, critica em seu artigo a aprovação nos Estados Unidos do Genius Act — a primeira grande legislação americana de criptomoedas aprovada no novo governo de Donald Trump, que é um entusiasta desses ativos. No artigo, intitulado “O Brasil inventou o futuro do dinheiro?”, o economista americano diz que a nova lei americana “abre caminho para futuras fraudes e crises financeiras”. Além disso, os EUA também aprovaram uma lei que impede as autoridades americanas de criarem uma moeda digital do banco central (Central bank digital currency, ou CBDC). Essas moedas são inspiradas nas criptomoedas como os bitcoins, mas com uma diferença fundamental: sua emissão é centralizada pelo Banco Central, ao contrário das bitcoins, cuja emissão é descentralizada. O economista americano diz que os parlamentares republicanos — grandes adversários das moedas digitais de bancos centrais — alegam preocupações com privacidade para barrar a iniciativa, mas que sua verdadeira preocupação é que muitas pessoas optariam por ter moedas digitais do banco central, em vez de contas correntes em bancos privados. “Mas e quanto à possibilidade de criar uma CBDC parcial? Poderíamos manter contas bancárias privadas, mas fornecer um sistema eficiente e público para fazer pagamentos a partir dessas contas?”, questiona Krugman “Sim, poderíamos. Sabemos disso porque o Brasil já o fez.” Existe no Banco Central brasileiro um estudo para criação de uma moeda digital que possa servir de alternativa ao real em papel e moeda, coexistindo com ele. Analistas dizem que um dos primeiros passos em direção a esse “real digital” seria o cadastramento da população no PIX. “A maioria das pessoas provavelmente não considera o Brasil um líder em inovação financeira. Mas a economia política do Brasil é claramente muito diferente da nossa — por exemplo, eles realmente julgam ex-presidentes que tentam anular eleições”, escreve Krugman. “O Brasil, de fato, planeja criar uma CBDC. Como primeiro passo, em 2020, o país lançou o PIX, um sistema de pagamento digital administrado pelo Banco Central.” Krugman escreve que “pelo que entendi, o PIX é uma espécie de versão pública do Zelle, o sistema de pagamento operado por um consórcio de bancos privados americanos”. “Mas o PIX é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o PIX se tornou simplesmente enorme, sendo usado por 93% dos adultos brasileiros. Parece estar rapidamente substituindo dinheiro em espécie e cartões”, diz.O Prêmio Nobel de Economia elogia o PIX por ser quase instantâneo e por ter custos de transação baixos. E diz que o sistema brasileiro de pagamentos está “conseguindo de fato o que os defensores de criptomoedas alegaram, falsamente, ser capaz de se alcançar por meio do blockchain — baixos custos de transação e inclusão financeira.” “Compare os 93% de brasileiros que usam o PIX com os 2%, isso mesmo, 2% de americanos que usaram criptomoedas para comprar algo ou fazer um pagamento em 2024”, diz o economista. “Ah, e usar o PIX não cria incentivo para sequestrar pessoas e torturá-las até que entreguem suas chaves de criptografia. Então, teremos um sistema semelhante ao PIX nos Estados Unidos? Não. Ou pelo menos não por muito tempo.” Krugman afirma que a indústria financeira americana é poderosa demais para permitir a criação de uma moeda digital de banco central no país, e que os republicanos não confiam em uma iniciativa pública no lugar de uma tecnologia privada. “Outras nações podem aprender com o sucesso do Brasil no desenvolvimento de um sistema de pagamento digital. Mas os EUA provavelmente permanecerão presos a uma combinação de interesses pessoais e fantasias cripto”, conclui. Recentemente Krugman fez fortes críticas ao aumento de tarifas anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil. Ele disse que essas tarifas representam um “programa de proteção a ditadores”. Segundo o especialista, nos EUA, a última cartada de Trump “marca um novo rumo” das políticas tarifárias, que ele classifica de “demoníacas e megalomaníacas”. Krugman entende que o presidente dos EUA “nem sequer disfarça que exista uma justificativa econômica para sua decisão”. As informações são do g1.

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Pix na mira dos EUA e golpes digitais no Brasil

Pix na mira dos EUA e golpes digitais no Brasil

O cenário do direito digital no Brasil e no exterior apresenta múltiplos desafios, desde fraudes online crescentes até investigações internacionais sobre sistemas de pagamento e complexas disputas judiciais de grandes corporações. Novas informações detalham a prevalência de golpes no país, a apuração envolvendo o Pix nos Estados Unidos, um acordo bilionário da Meta, e os esforços para rastrear valores desviados em um recente ataque cibernético. Golpes online em ascensão Uma análise recente, conduzida pela plataforma de denúncias SOS Golpe em parceria com a fintech CloudWalk (responsável pela InfinitePay), revelou que o crime de “loja online falsa” constitui a fraude digital mais frequente no Brasil. Este tipo de golpe se disseminou e predominou na maioria das unidades federativas brasileiras. As investigações indicam que as táticas empregadas pelos criminosos são frequentemente sofisticadas e bem estruturadas, exigindo atenção redobrada dos usuários. Pix sob investigação americana O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix, tornou-se alvo de uma investigação comercial conduzida pela Casa Branca, nos Estados Unidos. O inquérito surge em um contexto de atritos econômicos recentes entre as nações, que inclui o anúncio de taxas aduaneiras de 50% por parte do ex-presidente norte-americano Donald Trump contra o Brasil e a promessa de retaliação comercial brasileira. Os Estados Unidos alegam irregularidades contra a tecnologia de pagamentos brasileira. Meta e acordo de bilhões A Meta, empresa controladora de plataformas como Facebook e Instagram, finalizou um processo judicial de grande repercussão com um acordo. O caso envolvia acionistas que moveram uma ação contra o CEO Mark Zuckerberg e outros membros da liderança da companhia. A acusação principal era a suposta violação de um termo de conciliação previamente estabelecido, derivado do escândalo de privacidade envolvendo a consultoria Cambridge Analytica. O julgamento teve início na última quarta-feira e foi concluído com o acordo na quinta-feira. Ataque hacker e criptomoedas Atualizações sobre o ataque hacker ocorrido no início deste mês indicam que os valores financeiros subtraídos foram convertidos em criptomoedas. O incidente teve como vítima a empresa C&M Software, especializada em tecnologia para conexão de instituições de pagamento. A conversão do dinheiro para ativos digitais adiciona uma camada de complexidade ao processo de recuperação dos fundos e à identificação de todos os indivíduos envolvidos na ação criminosa. Por Portal Chico Sabe Tudo

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Tarifaço: Se Lula sinalizar para mim, eu negocio com o Trump, diz Bolsonaro

Tarifaço: Se Lula sinalizar para mim, eu negocio com o Trump, diz Bolsonaro

Ex-presidente Bolsonaro concede entrevista coletiva após prestar depoimento à Polícia Federal em Brasília • 05/06/2025REUTERS/Adriano Macha O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (17) que, caso o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinalizasse positivamente e seu passaporte, apreendido pela PF (Polícia Federal), fosse devolvido, ele mesmo poderia negociar as tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. “Se o Lula sinalizar para mim, eu sei que não é ele que vai dar o passaporte, eu negocio com o Trump. (…) Quem não vai conversar vai pagar um preço alto”, afirmou em coletiva de imprensa. O ex-presidente disse acreditar que tudo “vai ficar pior” e acha “que teria sucesso em ter uma audiência com Trump”. “Trump jogou pesado com a China, não vai jogar com o Brasil? (…) Ele não quer o Brasil cada vez mais próximo da Venezuela”, afirmou o ex-presidente. Para ele, “está na cara” que o presidente dos Estados Unidos não vai “ceder” nos anúncios feitos, por isso a importância da negociação. “O Brasil está ficando isolado, economicamente vamos ficar nós e a China. Por quatro, ou cinco vezes ele [Trump] citou o meu nome, ele quer restabelecer a democracia”, completou. O ex-presidente disse acreditar que tudo “vai ficar pior” e acha “que teria sucesso em ter uma audiência com Trump”. “Trump jogou pesado com a China, não vai jogar com o Brasil? (…) Ele não quer o Brasil cada vez mais próximo da Venezuela”, afirmou o ex-presidente. Para ele, “está na cara” que o presidente dos Estados Unidos não vai “ceder” nos anúncios feitos, por isso a importância da negociação. “O Brasil está ficando isolado, economicamente vamos ficar nós e a China. Por quatro, ou cinco vezes ele [Trump] citou o meu nome, ele quer restabelecer a democracia”, completou. Tarifas de 50%Na quarta-feira da semana passada, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto. Em uma carta publicada e direcionada a Lula, o republicano atribui a cobrança a uma relação que diz ser injusta com o país e à postura do STF (Supremo Tribunal Federal) com Bolsonaro. O presidente Lula, por sua vez, rebateu afirmando que a carta foi “total falta de respeito”. Por CNN

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