seg, 17 junho 2024
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Caso Beatriz: homem preso por assassinato de menina é autorizado pelo TJPE a participar de reconstituição do crime e reconhecimento de pessoas

O homem preso pelo assassinato da estudante Beatriz Mota, de 7 anos, em uma escola particular de Petrolina, no Sertão, em 2015, foi autorizado pelo Judiciário a participar de reconhecimento de pessoas e reconstituição do crime. Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), os procedimentos com a participação de Marcelo da Silva, 40, devem ser feitos até o sábado (12).

Exames de DNA comprovaram o envolvimento de Marcelo da Silva na morte da criança, que ocorreu em dezembro de 2015, durante uma festa no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. O material genético dele foi encontrado na faca usada para assassinar a garota.

A resolução do caso foi anunciada em janeiro deste ano. Marcelo já estava preso por outros crimes, segundo a polícia.

Marcelo da Silva chegou a confessar o crime, mas depois afirmou que seria inocente. O caso ficou marcado por divergências em informações repassadas por dois advogados diferentes.

Por meio de nota, o TJPE informou que o juiz Cícero Everaldo Ferreira Silva, da 4ª Vara Regional de Execução Penal de Petrolina, permitiu que o réu decida se vai participar da reprodução simulada, na condição de “pessoa suspeita/investigada”.

Para que ocorra a simulação, o juiz determinou que sejam adotados cuidados necessários quando se trata se casos sensíveis, como recolher o detendo em uma cela individual por um período mínimo necessário e possibilitar o contato do preso com o advogado.

Marcelo está no Presídio de Igarassu, no Grande Recife, e teria que ser levado para a unidade de Petrolina.

Para o transporte de Marcelo da Silva, o juiz pediu, ainda, que seja feita escolta por agentes penais e que, se ele alegar ou apresentar qualquer sinal de violência, seja submetido a uma perícia médica.

Também foi pedida a garantia da segurança das pessoas envolvidas no reconhecimento, que pode ser feito na delegacia ou em “outro local apropriado”.

De início, a advogada Niedja Mônica da Silva se apresentou como defensora de Marcelo da Silva e disse que ele tinha confessado o assassinato para “aliviar o coração da mãe da menina”.

Depois, o advogado Rafael Nunes apresentou uma carta em que, segundo ele, Marcelo se diz inocente e afirmou que ele teria “sido pressionado” para admitir a culpa.

Os dois advogados dizem ter sido constituídos por Marcelo da Silva como defensores no caso. Rafael Nunes diz que Niedja Mônica foi destituída, mas ela afirma que a entrada do colega no caso está sendo analisada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco.  

Fonte: G1

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