Campanha de Lula associa “tesouraço” de Flávio a risco de cortes sociais

Campanha de Lula associa “tesouraço” de Flávio Bolsonaro a risco de cortes em programas sociais

7 de outubro de 2026 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o segundo turno com uma estratégia de ampliar a rejeição a Flávio Bolsonaro (PL), associando o plano de redução de gastos defendido pelo adversário ao risco de cortes em políticas sociais.

Uma das primeiras peças dessa nova fase foi divulgada nesta terça-feira (6) e recupera reduções de recursos ocorridas durante o governo de Jair Bolsonaro em áreas como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, combate ao câncer, cisternas, merenda escolar e prevenção de desastres.

O material utiliza a expressão “tesouraço”, adotada pela própria campanha de Flávio para definir parte de sua proposta de ajuste das contas públicas, e procura relacionar o candidato ao legado administrativo do pai.

Estratégia muda no segundo turno

A ofensiva faz parte de uma mudança de estratégia discutida pelos aliados de Lula após o primeiro turno. Na primeira etapa da campanha, o presidente concentrou parte da comunicação na divulgação de ações e resultados do governo. Para o segundo turno, aliados defendem comparações mais diretas entre os projetos dos dois candidatos.

A campanha também busca atuar sobre a rejeição eleitoral. No último Datafolha divulgado antes do primeiro turno, Lula e Flávio apareciam com 45% de rejeição, percentual de entrevistados que declaravam não votar de jeito nenhum em cada candidato.

Nas urnas, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Campanha de Flávio contesta interpretação

A afirmação de que o “tesouraço” atingirá programas sociais é uma interpretação da campanha de Lula sobre as propostas do adversário. O programa de governo apresentado por Flávio Bolsonaro prevê redução de despesas, corte de pelo menos dez ministérios, reforma administrativa e revisão de gastos, mas afirma que os programas sociais existentes serão mantidos.

O documento também propõe revisão da gestão dos benefícios e combate a fraudes. A equipe econômica ligada ao candidato declara que o ajuste pretendido deverá se concentrar em despesas consideradas não prioritárias, cargos, estruturas administrativas e outros gastos públicos.

A disputa sobre os efeitos do ajuste fiscal deve permanecer entre os principais temas econômicos e sociais do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Com informações do Blog do Nill Júnior e de O Globo. Foto: Ricardo Stuckert.

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