Campanha de Lula acusa Meta de interferência nas eleições e empresa nega
11 de outubro de 2026 Postado em: Destaques Nenhum comentário
A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou a Meta, responsável pelo Instagram e pelo Facebook, de supostamente interferir na disputa presidencial de 2026 em benefício do candidato Flávio Bolsonaro (PL). A denúncia foi divulgada neste sábado (10), em meio à campanha para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Segundo a equipe do presidente, problemas nas plataformas teriam limitado a divulgação de publicações e impedido o impulsionamento de conteúdos no Instagram. Os representantes da candidatura também relatam interrupções na contagem de visualizações e dificuldades envolvendo a conta de anúncios.
A campanha afirma que os episódios não são isolados e informou que recorreria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para solicitar apuração. Os aliados do presidente argumentam que as supostas restrições poderiam afetar o equilíbrio da disputa eleitoral.
A Meta rejeitou as acusações de favorecimento político. Em posicionamento divulgado à imprensa, a empresa afirmou que os problemas técnicos citados não atingiram exclusivamente contas brasileiras ou perfis de candidatos específicos. A companhia também declarou cumprir as normas eleitorais e defender condições iguais de uso de suas plataformas.
As suspeitas apresentadas pela campanha ainda dependem de apuração, e as alegações não comprovam, por si só, interferência eleitoral. O caso amplia o debate sobre o alcance das redes sociais, o impulsionamento pago de publicações e a transparência das plataformas durante as eleições.
Com informações da AFP, Folha de Pernambuco e de declarações públicas da Meta. Imagem: arquivo do PN.









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